" /> O line up do Lollapalooza Brasil comentado | Festivalando

O line up do Lollapalooza Brasil comentado

A gente já sabia. Foi tanto boato e informação vazada nos últimos meses sobre quem vem tocar no Lolla 2015 que o anúncio oficial do line up do festival na noite do último domingo (16) passou longe de ser surpreendente. Mas era necessário esperar esse momento para chorar as pitangas ou comemorar com mais propriedade e segurança a programação que veremos ao vivo nos dias 28 e 29 de março do ano que vem, no autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Portanto, segue agora uma análise ~crítico-analítica~ (mentira, é bem parcial mesmo) dos nomes internacionais confirmados para a próxima edição. Lembrando que o chororô ou a alegria abaixo são válidos até a organização anunciar os horários dos shows – apresentações com horários coincidentes ou a distribuição de shows de interesse comum por palcos separados por quilômetros de distância podem alterar os critérios de elogio ou reclamação.

Robert Plant – A atração mais jurássica (no bom sentido) na história do Lolla BR até agora. Quando chegar aqui, Plant vai ficar se perguntando: o que estou fazendo no meio de tanto moleque?

PS: Não espere ouvir clássicos do Led Zeppelin no show do jeito como eles vieram ao mundo. Plant gosta de fazer o Bob Dylan e muda os arranjos das músicas do Zeppelin, transformando o ato de ouvi-las em um grande jogo de adivinhação. Assim como as letras miúdas de contratos contêm as pegadinhas do documento, as letrinhas miúdas que aparecem abaixo do nome dele na imagem do line up (no fim do post) denunciam esse detalhe. Lê-se “And the Sensational Space Shifters”, sua nova banda, carregada de influências diversas.

Jack White – Vai quebrar tudo, o Festivalando garante. Eu e Gra vimos o show dele no Roskilde, na Dinamarca. Pra mim, foi a melhor apresentação do festival (e olha que teve Rolling Stones e Arctic Monkeys). Pra Gra, que é da turma do metal e tem predileção por outros sons, foi surpreendentemente bom. Só resta saber se vai atrair uma multidão, como fez o Muse, ou se vai lotar só meia pista, como fez o Arcade Fire, ambos na edição deste ano. Infelizmente, voto na segunda opção.

Pharrell Williams – Ele vem cantar “Happy” pra gente com um delay de uns 500 anos. A impressão não obrigatoriamente deveria ser essa, mas nossos publicitários fizeram o favor de tornar a música um dos hits mais surrados dos últimos tempos ao acharem que ela serviria para vender qualquer coisa. De todo modo, é bom ter entre a gente alguém que molda muita coisa do que se ouve hoje em dia. Pharrell é importante para a música deste início de século e ponto final.

Smashing Pumpkins – Pra fazer a alegria dos indies ~adultos~, essa gente (eu!) que passou a se alimentar recentemente da nostalgia dos anos 1990, o hit da vez na moda do revival. Ocupam o espaço que o Pixies preencheu no Lolla deste ano. Continue assim, Lolla, que você vai fazer muita gente feliz.

Kasabian – Finalmente vem pagar o show que estão devendo para o Brasil. Em 2012, a banda cancelou a apresentação que faria no Planeta Terra em função de problemas de saúde do guitarrista Serge Pizzorno.

Bastille, Warpaint, Alt J, SBTRKT e mais um monte de gente que aparece da terceira linha pra baixo – Uma faca de dois gumes. É a porção com mais frescor da programação do Lolla, um dos pontos fortes do festival: ele mantém sempre ligado o radar novidadeiro e traz gente que interessa no aqui e agora. Ou é simplesmente um monte de banda que talvez já não faça o menor sentido daqui a umas três ou quatro edições do festival. A escolha de um lado ou outro depende do seu grau de satisfação com o line up.

Foster the People e Skrillex – Momento #rockinriofeelings do Lolla: repete atrações de edições muito recentes do festival (ambos vieram em 2012). Mas se o Rock in Rio ainda tem a desculpa (bem aceitável, mesmo que seja comercial) de repetir Ivete Sangalo e Metallica porque são atrações que chamam público e seguram a bilheteria, que desculpa o Lolla tem?

O line up completo:

line up lolla 2

Não custa repetir, o Lollapalooza Brasil 2015 acontece nos dias 28 e 29 de março no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Os ingressos já estão à venda no www.ticketsforfun.com.br, agora mais caros: R$ 660 (inteira) o Lolla Pass, válido para os dois dias. Ainda não estão disponíveis os ingressos para um único dia de festival.

Compartilhe este post

Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

3 comments

Add yours
  1. Edp 23 novembro, 2014 at 21:13 Responder

    Essa vai ser a edição sem headliners. Pharrell e o Jack White podem ser bons, mas não é atração que leve 50 mil pessoas para o festival como o Muse que você citou ou o Killers.

    Eu vou, pois tenho interesse em ver os nomes médios, Bastille, Alt-J, Marina, Kasabian. Espero muito que o show de nenhum desses seja no mesmo horário.

  2. Priscila Brito 26 novembro, 2014 at 03:25 Responder

    Edp, estou razoavelmente satisfeita com o lineup, mas concordo com você que não tem ninguém para segurar a bilheteria do festival. Os “indies grandes” já foram todos usados em anos anteriores, não sobrou muita opção para o Lolla dentro desse universo. Nos EUA eles vão um pouco mais além nos gêneros e já colocaram Lady Gaga na programação, mas por aqui ele ainda segue mais a linha indie. E também já estou sofrendo com a possibilidade de horários de shows coincidirem, principalmente agora que a gente tem que andar muito pra ir de um palco pro outro por causa da mudança para Interlagos.

Deixe seu comentário