lovebox festivalLovebox Festival/Divulgação

Lovebox, o festival pra sextar em Londres

Hoje um festival consolidado, lá em 2002 o Lovebox era apenas uma festa noturna co-fundada pelo duo Groove Armada. Dezessete anos depois, algumas coisas mudaram, outras não. O que não mudou: o espírito de balada. A impressão mais forte que o festival deixa é essa, cumprindo aquilo que diz o seu slogan: “a maior festa de Londres”.

É pra sextar

São dois dias de Lovebox, sexta e sábado – fui apenas na sexta, pois o sábado foi dedicado a outro festival, o British Summer Time. O cenário é o Gunnersbury Park, no sudoeste de Londres.

O ritmo é frenético, com a programação musical ocupando praticamente todo o festival. Sobra quase nenhum espaço pra outro tipo de atividade – apenas uma constatação aqui, sem julgamento. Até mesmo o lounge de um dos patrocinadores entrou na programação dos palcos, abrigando algumas das atrações.

A configuração dos palcos, por sua vez, cria climas diferentes. O main stage obrigatório ao ar livre contrasta com as tendas fechadas dos outros dois grandes palcos, Big Top e Noisey. Ambos reforçam a vibe de clube noturno originária do festival em plena luz do dia e também da noite – no verão londrino, o sol vai embora só lá pelas 22h.

Confira nos destaques dos stories do Festivalando no Instagram os shows e o clima do Lovebox

De balada a festival de hip hop

Se o espírito dos clubes de Londres se manteve na transição do Lovebox de festa noturna para festival, o mesmo não se aplica ao espectro musical. A música eletrônica ainda é presente, mas o grande apelo do lineup hoje é o hip hop.

Na sexta, Solange foi a headliner. Logo antes, o Cypress Hill fez um dos principais shows do festival, tocando a íntegra de “Black Sunday”, disco de 1993. J Hus e 2 Chainz ocuparam os horários nobres do palco principal.

lovebox festival

Lovebox Festival/Divulgação

Essa é um direcionamento mais recente do Lovebox que, aparentemente, soube captar bem o peso do hip hop no mainstream. Em “encarnações” anteriores, ele chegou a ser meio indie. A propósito, eu me lembro de ter esbarrado nessa fase do festival na minha primeira viagem a Londres, há sete anos. Acabei não indo por muquiranice. Uma bobagem, pois voltei pro Brasil com dinheiro que dava e ainda sobrava para o ingresso. Enfim.

A alma indie do Lovebox acabou reencarnado em um novo festival, o Citadel. Ele é conduzido pela mesma produtora desde 2015 e realizado no mesmo local, no domingo logo após os dois dias de Lovebox.

O Lovebox é um festival bem xóóóvem

Talvez pelo ritmo frenético, talvez pelo lineup que conversa bem com o que a fatia mais nova do público ouve, o Lovebox atrai um público essencialmente jovem. Mais na idade, claro, mas não necessariamente. É um festival feito pra turma 24-hour-party-people, e é bom saber disso antes de ir.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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