20 anos do madaLuana Tayze/MADA/Divulgação

Estrutura do MADA tem que dar atenção aos detalhes

É possível dizer que a estrutura do MADA já veio semi-pronta, uma vez que o local do festival, a Arena das Dunas, já dispõe de bastante coisa necessária para colocar o evento de pé. Ao final, houve um bom proveito desse aparato.

Mesmo assim, há detalhes que precisam ser reconsiderados. Aqueles que dizem respeito às categorias que são normalmente avaliadas no Festivalômetro são discutidos a seguir.

Antes de passar ponto a ponto, porém, há um quesito que ainda não entra na avaliação padrão feita pelo blog, mas que precisa ser mencionado. Não havia espaço dedicado a pessoas com deficiência próximo aos palcos, o que deveria ser um padrão. É necessário que haja espaços assim em locais diversos do evento, todos com boa visibilidade, para garantir direitos e uma boa experiência a esse público.

Transporte

A Arena das Dunas tem uma boa localização e é bem conectada com o transporte público local e são muitas as linhas de ônibus disponíveis para quem opta por esse tipo de transporte. Esta foi uma alternativa para a ida somente; como o MADA termina de madrugada, a opção da volta foi Uber para a maioria.

Uma possibilidade para as próximas edições é fazer parcerias com aplicativos de transporte em geral, prática adotada por alguns festivais.

estrutura do mada

Luana Tayze/MADA/Divulgação

Informações

Quem entrava no MADA se deparava com totens que davam a direção dos principais espaços do festival. Havia também placas em pontos visíveis indicando banheiros e área de alimentação. Ficou faltando complementar essas informações com um mapa do festival e a programação dos palcos nas principais áreas de circulação.

Hidratação e comida

A oferta de comida foi boa, com opções doces e salgadas, além de alguns pratos veganos e/ou vegetarianos. Os pontos de alimentação e bares estavam bem distribuídos, com um bom aproveitamento da estrutura do estádio. Porém, foi vedada a entrada com alimentos no festival, o que aqui no Festivalando não é considerada uma boa prática.

Ao mesmo tempo, foi permitida somente a entrada de água, e o melhor, estavam liberadas garrafas de até um litro, quantidade muito superior ao que é normalmente estipulado pelos festivais que autorizam a entrada de água. Pra brilhar 100%, só faltaram os pontos de água gratuita, algo que é defendido sempre aqui no blog.

estrutura do mada

Luana Tayze/MADA/Divulgação

Conectividade

A área da Arena das Dunas não apresenta problemas para conexão com dados. Só ficou faltando um sinal de wi-fi aberto. Isso poderia ter sido providenciado por patrocinadores em algum tipo de ativação, por exemplo.

Limpeza e banheiros

Os banheiros do estádio estavam liberados para uso, um alívio e tanto, pois liberou o público da obrigação de usar somente as cabines químicas, que são sempre desagradáveis. Mesmo torcendo sempre o nariz pra elas, é importante ressaltar o fato de a produção ter se preocupado em utilizá-las para complementar a estrutura de banheiros já disponível.

Com relação à limpeza, além de funcionários em campo, também houve aproveitamento da estrutura do estádio complementado com lixeiras adicionais. Porém, faltou um pouco mais de lixeiras na área dos dois palcos principais.

Segurança

O MADA teve um clima bastante tranquilo e adotou as práticas básicas de revista e controle de entrada. No entanto, ao fazer o anúncio de itens proibidos e permitidos, o festival deveria ter sido mais específico e detalhado de fato o que pode e não pode entrar. Esse tipo de lista sempre gera dúvida nas pessoas, mesmo quando há detalhamento. Quando é vaga, abre brechas tanto para a segurança barrar qualquer coisa quanto para deixar passar itens que não deveriam entrar.

O Festivalando é embaixador do MADA e viajou para Natal a convite do festival.

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Transporte8.5
Informações7
Hidratação e Comida6
Conectividade8
Limpeza e Banheiros9
Segurança7.5
Acontecendo na Arena das Dunas, o MADA já conta com uma boa base de estrutura e a aproveita bem. O importante é dar atenção a alguns detalhes para aperfeiçoar o que é oferecido ao público.
7.7

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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