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coolritiba 2018Caroline Hecke/Seven Entretenimento

Como foi o Coolritiba 2018

Fizemos uma viagem relâmpago até Curitiba no fim de semana pra realizar um dos passeios de trem mais bonitos do Brasil (Curitiba – Morretes), tomar uns bons drinks e, acima de tudo, pra aproveitar um festival. O escolhido da vez foi o Coolritiba 2018. Encontramos um festival com personalidade, estrutura legal e algumas respostas para a pergunta: afinal, por que o Coolritiba é cool?

Os feats. do lineup são um coringa

A ideia de usar o festival para encontros e parcerias dá um up no lineup (rima não intencional). Isso não é novo (o Rock in Rio tem um palco só pra isso, o Sunset). Mas quando a fórmula é aplicada nas atrações principais, é como se a gente pudesse tomar nosso sabor de sorvete preferido com direito a cobertura é um confeitos.

Emicida tinha o público nas mãos, mas a participação de Pitty trouxe um outro ar pro show – e sonoridade também, com “Máscara”, depois do dueto em “Hoje Cedo”. Já a entrada de Mano Brown deu mais força ainda pra apresentação.

A quase entidade Anavitória já está craque em comandar o público dos festivais (neste ano, além do Coolritiba, a dupla também esteve no Planeta Atlântida e Planeta Brasil). Mas o encontro com Sandy trouxe uma expectativa totalmente diferente pro show. Qual hit de sua carreira ela cantaria? A resposta foi “Quando você passa”, uma escolha da dupla tocantinense. A jam com o Outro Eu ao final, com “Dê um Rolê”, do Novos Baianos e regravada por Pitty, foi uma boa surpresa (por um momento ficou a dúvida se a baiana não apareceria outra vez no palco).

Veja nosso roteiro de Curitiba e dicas de onde ficar em Curitiba

Existe um conceito e ele não é de fachada

Tem festival que tem alma. Isso é para alguns poucos – normalmente aqueles com longa história ou que estimulam no público uma relação visceral. Tem também aqueles meio perdidos, tipo o meme do John Travolta, que não sabem muito bem pra onde ir nem quem são, perdidos em referências. E tem aqueles com uma identidade e sabem pra onde vão.

Novato, o Coolritiba poderia ser um desses perdidos, mas já tem uma pegada muito bem decidida em apenas dois anos de existência. A promessa é chamar atenção pra sustentabilidade e, felizmente, não fica só na fachada.

O festival da capital mais sustentável da América Latina consegue honrar bem suas origens. A limpeza é exemplar, de um jeito que nunca vimos antes nos festivais por onde passamos.

Detalhe: as lixeiras eram poucas proporcionalmente falando e nem isso foi desculpa pra que a Pedreira Paulo Leminski virasse um depósito de lixo. Muito pelo contrário. O pouco lixo que é gerado é devidamente separado pra reciclagem, pois essa é a única opção na hora de descartar os resíduos – as lixeiras de coleta seletiva. Outra honra às origens, visto que Curitiba foi pioneira na reciclagem no Brasil.

coolritiba 2018

Uso realmente sustentável dos copos

Vale aqui uma observação relativa aos copos reaproveitáveis, tão comuns hoje em todo festival, e sempre usados como recurso anti-desperdício. Enquanto é comum ver gente empilhando copos ou descartando um monte deles no chão, gerando mais lixo ou acúmulo desnecessário de plástico (quem já não viu uma cena dessas no Lolla?), no Coolritiba foi possível ver gente levando de casa o copo do festival do ano anterior.

O cenário ajuda

Um lago, uma queda d’água, um palco no meio das árvores. Além de ~ornar com a vibe ecológica do Coolritiba, a Pedreira Paulo Leminski é um cenário naturalmente bonito. A praça de alimentação também tinha uma localização bem sacada, ao lado do lago e de frente pro palco principal, em uma posição mais elevada. Acabou virando um camarote alternativo.

A água é de graça

“Água de graça é cool” era a frase que decorava o bebedouro com água à vontade pra todo mundo. Ainda bem que a organização do festival sabe disso e segue o padrão de muitos festivais gringos por aí.

Porém… Ainda não é cool

  • A localização do palco Arnica. Ele coincide com o principal corredor de entrada/saída do público, gerando aglomeração num espaço que precisa de circulação. Quem está chegando, saindo ou indo pro espaço de ativações fica num gargalo. E quem está parado vendo o show tem que lidar com o empurra-empurra inevitável enquanto tenta ver o show. No fim, todo mundo sai perdendo
  • A iluminação do palco Paradis. Um breu quando cai a noite. Só as luzes que vêm do palco não são suficientes

Felizmente, o Coolrtiba 2018 foi um festival com mais acertos do que erros. Fica a torcida pra que ele tenha longevidade, que é sempre um dos maiores desafios dos festivais no Brasil.

Veja o calendário de festivais no Brasil em 2018

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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