afropunk bahia 2022Jef Delgado/Divulgação

AFROPUNK Bahia: prepare-se para a experiência multicultural na estreia do festival

Atualizado em 25/11/2021 – Das muitas coisas que a pandemia adiou, a estreia do AFROPUNK Bahia foi uma bastante sentida. Planejado inicialmente para fazer sua estreia no Brasil em novembro de 2020, ampliando a circulação pelo mundo de sua plataforma de celebração da negritude, naturalmente ele não pôde acontecer no formato desejado. Pois ele retoma essa história nesta semana, com atividades distribuídas ao longo dos próximos dias e o ápice no sábado (27).

O local escolhido para o festival segue o mesmo do plano inicial: Salvador, a cidade com a maior população de negras e negros fora da África. E a vontade de construir uma relação longa com o Brasil também se mantém. Esta edição de estreia, que será híbrida, com atividades presenciais e transmissões online, está sendo apresentada pelo festival como uma transição para um evento totalmente presencial em 2022.

Mas antes há uma grande estreia para acontecer.

AFROPUNK Bahia: confira a programação

O AFROPUNK Bahia nasce de uma equipe artística polivalente, com direção criativa de Bruno Zambelli e Gil Alves, curadoria musical de Larissa Luz, curadoria de conteúdo da pesquisadora Monique Lemos e direção musical de Ênio Nogueira.

O resultado é uma programação que tem na música o seu ponto mais alto, mas vai muito além dos shows, para abarcar todas as manifestações e expressões da negritude que o festival vem exaltar.

Por isso mesmo, o Festivalando esmiúça tudo o que o AFROPUNK Bahia preparou para sua estreia no Brasil:

Música

O primeiro lineup do AFROPUNK em terras brasileiras traz encontros inéditos que colocam lado a lado artistas consagrados da música Brasileira e expoentes da nova geração. Os shows serão ao vivo, transmitidos via YouTube e Planet AFROPUNK direto do Centro de Convenções de Salvador.

lineup afropunk bahia 2022

Mais que isso, o festival terá presença de público, em um momento mais confortável da pandemia, mas que ainda exige cuidados — por isso, a capacidade do local será limitada e será preciso estar com a imunização completa para ter acesso ao local, além de cumprir com os protocolos internos do evento.

Os ingressos estão disponíveis aqui, por R$ 55, e todo o valor arrecadado será revertido para o projeto cultural Quabales, com sede no bairro soteropolitano Nordeste de Amaralina.

Para quem for ao Centro de Convenções, os portões serão abertos às 16h. Para quem for acompanhar online, a transmissão começa às 15h30.

Artes plásticas e audiovisual

A seleção musical do AFROPUNK Bahia vai vir acompanhada de projetos musicais e conteúdos artísticos que celebram o protagonismo afroindígena.

A organização do festival selecionou novos talentos musicais, conteúdos criativos audiovisuais e conteúdos criativos em ilustração, pintura, fotografia e imagem com texto e poesia de todo o Brasil.

Os conteúdos em vídeo vão integrar a transmissão do AFROPUNK Bahia no sábado (27) e os demais trabalhos serão apresentados nas redes sociais do AFROPUNK Bahia e do AFROPUNK Global (respectivamente @afropunkbahia e @afropunk em todas as redes).

O aquecimento com a apresentação dos trabalhos começa já na sexta (26), um dia antes dos shows. Aqui nessa thread você confere as @s selecionadas que terão seus trabalhos destacados durante o festival.

Conversas

Na quinta (25) e na sexta (26), às 18h30, o canal do AFROPUNK no YouTube vai realizar uma série de conversas com e sobre o protagonismo, memórias, trajetórias e processos de figuras afroindígenas de diferentes setores da sociedade. Serão três rodas de conversa:

  • Protagonizando nossas novas histórias: com Arturo Nuñes, Joana Mendes e Monique Lemos
  • Afeto como estrutura: com Tati Santarelli, Arhur Igor e Lili Almeida
  • Ineditismo, ascensão e autonomia: com Vitor Martins e Samantha Almeida

Encontros locais

Além da transmissão online no YouTube e no Planet AFROPUNK, e dos shows presenciais em Salvador, alguns espaços de Salvador, do Rio de Janeiro e de São Paulo vão transmitir as apresentações do AFROPUNK Bahia para quem quiser ter uma experiência híbrida, semipresencial, semivirtual.

A curadoria dos estabelecimentos é do Guilherme Soares, criador do Guia Negro. Ele escolheu lugares que valorizam a ancestralidade preta. Se você estiver em uma dessas cidades, confira aqui a lista dos 10 lugares para assistir ao AFROPUNK selecionados por ele.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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