" /> A Paranóia da segurança no Roskilde | Festivalando

A Paranóia da segurança no Roskilde

Você consegue imaginar um show de metal sem stage diving, mosh ou roda de pogo? Eu realmente acho bem difícil imaginar!
Mas tive que me preparar psicologicamente para o Roskilde festival . Foi uma grande surpresa quando abri o guia do festival e li o capítulo referente as medidas de segurança impostas pela organização. Na verdade, há um subitem dedicado apenas à segurança de palco. Lá está escrito bem claro que é expressamente proibido moshar ou surfar nas multidões durante os shows. Da mesma forma, antes do início de cada show estão lá as placas de aviso sobre isso. Existem também voluntários dedicados exclusivamente à segurança da platéia. Desde separadores de muvuca à fornecedores de água e ajuda médica se necessária.

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A pista também é dividida no mínimo em duas partes: O front pit ou a famosa grade como conhecemos, e a pista comum.Contudo, não existe uma diferenciação de preços de ingressos por isso, uma vez que é apenas uma medida de segurança para ninguém ser esmagado com o empurra empurra. Antes do show é organizada uma fila parao front pit e, notada lotação do lugar, acende-se um farol vermelho situado na entrada da fila.

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A princípio achei muita loucura e paranóia, pois estava até admirada com o fato de não haver revista das mochilas e bolsas na entrada do festival, uma das medidas que fariam sentido para mim. Então eu e a pri confabulamos e lemos coisas até achar um fato muito justificável por trás de todas as precauções:
Em 2000, nove pessoas morreram pisoteadas e outras muitas ficaram feridas durante o show do Pearl Jam no Orange Stage. Quem esteve na grade algumas vezes na vida sabe o quanto é realmente duro e perigoso ficar à mercê da excitação da multidão. Em shows dos gêneros mais extremos do rock, punk e metal os ânimos podem ficar ainda mais exaItados.

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De qualquer forma, ontem durante o show do Philip Anselmo and the illegals ( atual banda do Phil Anselmo, ex -mas para mim eterno vocalista do Pantera, uma das melhores bandas de thrash metal que já existiram), o bicho pegou contidamente em algumas rodas educadas , impossíveis de serem negligenciadas quando uma lenda do metal clama por elas. Nós ,então , obedecemos com cuidado ao nosso mestre e deixamos a galera do Crowd safety meio de olhos estatelados.

Minha expectativa para o Carcass já era  bem diferente. Mas, o que eu e Jeff Walker encontramos foi uma platéia morta (ultimo dia de festival…) e obediente.

Outras instruções de segurança , escritas no manual e faladas pelo MC antes de cada show, fazem do Roskilde quase uma mãe : tomem água e se alimentem bem para aguentarem o tranco dos shows crianças! E não usem drogas!

 

 

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário no mundo sobre Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Comecei a ir em festivais de metal internacionais em 2009. Desde então, viajar em busca da música, essa outra paixão, tornou-se um projeto profissional que hoje chamamos de Festivalando.

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