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a experiência do Federal Music 2018Federal Music 2018. Ph: Cauê Diniz

A experiência do Federal Music 2018, o maior festival de eletrônica do centro-oeste

Nos dias 11 e 12 de outubro o Cauê Diniz, colaborador e fotógrafo viveu a experiência  do Federal Music 2018. Todas impressões e alguns clicks dele você vai ler e ver aqui. 😉

A experiência do Federal Music 2018, o maior festival de eletrônica do centro-oeste – por Cauê Diniz

Brasília, Brasília. Uma cidade que certamente não passa desapercebida. Uns estranham a proposta da cidade dividida em setores, outros acham q isso confere certa frieza, tem os que são entusiastas do planejamento arquitetônico q gerou uma das mais únicas cidades do mundo. O fato é que se leva um tanto até entendê-la, lê-la e sacar como curtí-la. No entanto, também é certo: quando se está por lá, é uma experiência que não vai passar em vão.

a experiência do federal music 2018

Federal Music 2018. Ph: Cauê Diniz

Assim, pegamos o feriado pra ir conferir um festival que existe por lá desde 2011. Além disso, sempre trouxe grandes nomes do eletrônico mundial para Brasília (como Armin van Buuren, Hardwell, Steve Angello e Steve Aoki).

Nossa idéia continua firme: mostrar os festivais bacanas (e grandes) que rolam por todo o país e de repente a gente não se tocou da existência. Pois estão fora da eixo tradicional ou das grandes franquias internacionais.

2 pistas principais: 2 propostas, 2 públicos

Embora o Federal tenha 3 palcos, a coisa acontece mesmo entre o House Mag e o Mantra. Chegando lá, você saca que a estrutura toda é disposta nestes 2 “lados”. O 3º palco, na verdade, ficava no backstage do HouseMag. Portanto, só era acessível pra quem comprou um dos tipos de camarote. E, diferente dos outros 2, que bombaram da nossa chegada lá até o fim da festa, tinha um público bem menor e mais pontual.

Pista HouseMag

A pista HouseMag tinha um clima mais parecida com o que é a “balada eletrônica” de hoje: sons bem dançantes. Além disso, uma pegada levemente mais comercial (importante ressaltar q não achamos isso ruim!) variando entre o house, o deep-house e o techno-house, geralmente com flertes com o EDM.

O público estava entre o descontraído e aquele “casual chic” bem pensado. Era também onde estavam instalados os 2 tipos de camarotes da festa (o palco Mantra não tinha esta opção). Também notamos uma produção mais caprichada, com efeitos especiais como canhões de fumaça e estouros de papel picado. Uma tenda transparente cobria o público em caso de chuva, mas vale dizer que, em se tratando de Brasília, isto não foi problema.

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Federal Music 2018. Ph: Cauê Diniz

Destaques

Dos destaques entre as atrações, o hoje sempre aguardado Cat Dealers, que já tem seu público cativo e seus hits, não decepcionou. Com direito à mar de lanterninhas de celular, teve coro em várias musicas. Além disso, o conversaram bem com a pista, inclusive fazendo vários agradecimentos à energia do publico brasiliense.

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Federal Music 2018. Ph: Cauê Diniz

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Federal Music 2018. Ph: Cauê Diniz

Mas é importante falar de um garoto que já há algum tempo parece estar saindo da curva: Kvsh.
À Primeira vista, você acha que vai coloca-lo na mesma linha do “Brazilian Bass” de Alok, Cat Dealers… porém, o set dele se revela ser muito mais que isto.

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Federal Music 2018. Ph: Cauê Diniz

Principalmente quando você percebe a montanha-russa de bpms, variando do acelerado do hit “Free Tibet” de Vini Vinci até uma versão própria de “Sorri, sou rei” do Natirus que, mesmo mais leve, é impossível de não agradar e cantar junto. Kvsh já tinha feito um set matador na XXXPerience de São Paulo, semanas atrás, e aqui parece ter ido mais além. A energia que emanava do palco era contagiante.

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Federal Music 2018. Ph: Cauê Diniz

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Federal Music 2018. Ph: Cauê Diniz

O Palco Mantra

No palco Mantra, dedicado ao Psytrance e vertentes, lá estava o fiel público do trance. Todos aguardando o raiar do dia para ver as principais atrações, como acontece com frequência na cena.
Skazi e Infected Mushroom pegaram a hora dourada do dia.

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Federal Music 2018. Ph: Cauê Diniz

Enquanto Astrix fechou com pista cheia, mesmo iniciando as 8 da manhã, já com o rostinho pedindo filtro solar. Conversando com as pessoas na pista, é impressionante constatar como ele, um dos mais antigos da cena, não só continua na ativa como continua chamando público, seja old school ou newbies do rolê psy.

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Federal Music 2018. Ph: Cauê Diniz

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Federal Music 2018. Ph: Cauê Diniz

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Federal Music 2018. Ph: Cauê Diniz

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Astrix fechando palco Mantra no Federal Music 2018. Ph: Cauê Diniz

Outros destaques

Um destaque a se falar foi o show de Reality Test, às 2 da manhã, projeto da djane Nica Iliuhin. Única mulher no line-up neste mercado que infelizmente continua sendo bem masculino, fez um dos sets mais quebradores do palco.

Hoje com 27, Nica começou a produzir aos 17 anos de idade e mostrou que sabe dar ao público exatamente o que lhe agrada: bass lines gordos com melodias psicodélicas, uma pitadinha de vocais e vários kicks matadores na hora certa.

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Federal Music 2018. Ph: Cauê Diniz

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Federal Music 2018. Ph: Cauê Diniz

Festival por preço de balada

Comparado com o que temos visto por aí, o preço do Federal até que estava justo. Os últimos lotes de ingresso foram vendidos na casa de R$ 90,00. Pra se ter uma base, qualquer festa na Laroc, casa noturna em Valinhos-SP (onde vemos a maioria dos DJs que estavam no palco HouseMag) sai pelo mesmo valor ou mais.

Ou seja, pode ser um ótimo lugar para comemorar o aniversário de namoro se você é um casal baladeiro, como este simpático duo que conhecemos lá:

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Federal Music 2018. Ph: Cauê Diniz

Talvez esperássemos um preço mais “camarada” também nos bares. Mas a média ficou na mesma que temos visto em festivais do eixo sudeste (Heineken 250ml a $10 ou 2x$17, água $8,00). Por outro lado, o atendimento estava super tranquilo tanto nos caixas (que eram volantes) quanto nos bares, sem filas e com pessoal atencioso.

O local

O lugar escolhido foi a torre de TV digital de Brasília. Trata-se de um mirante a cerca de 20km ao norte da área central da cidade. Por isso, nos dava aquela sensação de estar mais “no alto”, com o horizonte limpo – o que contrastava com o chão todo de asfalto.

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Federal Music 2018. Ph: Cauê Diniz

Muitas vezes nos acostumamos com os grandes festivais de cenografias milionárias, praças de alimentação, performances e mil efeitos especiais. Porém, é bom lembrar  que isso sempre é repassado no preço do ingresso. Portanto, com um ingresso mais acessível e cenografia modesta, a proposta do Federal Music é outra.

Contudo, é preciso ressaltar que o Federal não deve nada à outras festas eletrônicas e sem dúvida é uma ótima opção pra curtir . Pode ir festivalar sem medo ; )

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Federal Music 2018. Ph: Cauê Diniz

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