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festival dos sonhosJason Bryant/Glastonbury/Divulgação

5 motivos para ir ao Glastonbury

Quando um festival esgota seus 135 mil ingressos em apenas meia hora você tem exatamente 135 mil razões para frequenta-lo. Quando isso se repete todos os anos, você tem 135 mil razões multiplicadas pela quantidade de vezes que isso aconteceu. Mas, mesmo assim, o Glastonbury, essa instituição, esse fenômeno que esgota dezenas de milhares de ingressos há quase cinco décadas, consegue fornecer a cada edição novas razões pra você dar um pulinho lá em Pilton, no sul da Inglaterra, onde fica o fazendão que sedia o festival desde os anos 1970.

Neste ano, especificamente, há cinco razões (mas não só) bastante peculiares para ir ao Glastonbury:

1) Vai ter headliners inéditos
Michael Eavis, 80, o fundador do Glastonbury, já garantiu: dos seis headliners da edição deste ano, dois são completamente novos. Os outros quatro já foram as atrações principais do festival em algum momento. Como na Inglaterra absolutamente tudo é motivo para aposta, e como os headliners de um festival desse porte sempre geram muita especulação, grandes casas de apostas como a William Hill estão há meses recebendo palpites sobre as atrações principais do Glasto.

A lista abaixo, dos mais cotados para os menos cotados, reflete as revelações de Eavis: tem bandas que já foram headliners (Coldplay, Stones) e artistas altamente cobiçados, mas que até hoje não deram o ar da graça no Pyramid Stage (Daft Punk e Adele).

Coldplay – 4/1
Adele – 5/1
Foo Fighters – 6/1
Blur – 12/1
AC/DC – 14/1
Fleetwood Mac – 14/1
Muse – 14/1
Prince – 16/1
Ed Sheeran – 20/1
The Stone Roses – 20/1
Bloc Party – 25/1
Daft Punk – 25/1
Oasis – 25/1
Green Day – 33/1
Kate Bush – 33/1
Noel Gallagher’s High Flying Birds – 33/1
Radiohead – 33/1
The Rolling Stones – 40/1

2) Vai ter mais mulheres no lineup

ir ao glastonbury

Divulgação

A promessa é de Emily Eavis, filha mais nova de Eavis e que divide a produção do festival com o pai. Em uma entrevista ao Noisey a moça disse que a questão das mulheres no lineup este ano está sendo levada bastante a sério e adiantou alguns nomes, como as rappers inglesas Lady Leshurr e Little Simz (foto).

A baixa presença de mulheres no lineup dos festivais foi evidenciada por um vasto levantamento feito no ano passado. No Glastonbury, especificamente, só 17% dos artistas são do sexo feminino, segundo o estudo.

3) Pode ter Adele

glastonbury

Divulgação

Este terceiro motivo é uma junção dos motivos 1 e 2. Ao menos desde 2012 a produção do Glasto sonha em ter Adele no seu lineup, mas até hoje não conseguiu fechar um acordo com uma das principais vozes femininas da música pop. De um lado, Adele alega que morre de medo de cantar para multidões como a do Glasto e só admite ir ao festival para curtir os shows. De outro lado, agentes da programação do festival garantiram no fim do ano passado que estavam em estágio final de negociação com a cantora. No meio de tudo isso, tem o público inglês apostando alto (literalmente) num show de Adele no festival: conforme você viu na lista de apostas acima, ela só perde para o Coldplay.

4) O festival vai se transformar em GlastonBowie
Vai levar um tempo até o mundo pop se recuperar da morte de David Bowie. Vai demorar mais tempo ainda para os ingleses, que perderam não só um ícone da música, mas também um ícone local. Certamente essa recuperação não vai ter se dado ainda quando o Glasto chegar. Por isso mesmo, um fã anônimo iniciou no Twitter a campanha #GlastonBowie. A ideia é simples: juntar todos os fãs em frente ao Pyramid Stage na primeira noite do festival para um coro em massa dos grandes hits de Bowie. É a deixa para que a organização do Glasto arregace as mangas e também faça uma homenagem digna ao artista.

5) É o Glastonbury
E assim estamos de volta ao início do texto: não estamos tratando apenas de um festival. Estamos tratando de uma instituição, um festival remanescente da contracultura e da era dos autênticos pioneiros que definiram o formato e o espírito dos grandes festivais. Um dos maiores e mais relevantes festivais do mundo, firme há cinco décadas, apesar da enxurrada de festivais que inundam o verão do Hemisfério Norte em anos mais recentes. Um festival que é o sonho de muita gente, inclusive o meu e de muitos leitores do Festivalando. Diante de tudo isso, não precisa de razão alguma. O Glastonbury se basta a si mesmo.

O Glastonbury 2016 acontece de 22 a 26 de junho.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

3 comments

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  1. Leo Silva 1 maio, 2016 at 10:19 Responder

    Ola Priscila,

    Outro motivo que eu daria sera a celebracao dos 150 anos do livro Alice no pais das maravilhas, e por conta disso O Rabbit Hole (para os que o encontrarem) promete ser o melhor dos ultimos anos!!! Eu nao vejo a hora, esse ano chegarei mais cedo para explorar os segredos que sempre descubro naquele lugar magico…. Ps: Tbm estou super empolgado para ver a dupla de DJ’s pernambucanos “radiola serra alta” tocar no Silver Hayes!!! 🙂

    • Priscila Brito 1 maio, 2016 at 15:57 Responder

      Leo, você é um Glasto-pro! Sabe tudo! Não fazia ideia de que tinha um Rabbit Hole lá (no mínimo instigante pra qualquer um que já tenha lido Alice). Quando eu for vou te chamar pra ser o guia do Festivalando na Worthy Farm hahaha 😛

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