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4 motivos para amar o Lollapalooza Brasil 2016 JÁ!

Post atualizado em 05/09

Começa nesta quarta-feira (2) a venda de ingressos para o Lollapalooza Brasil 2016 no site www.ticketsforfun.com.br. O festival acontece nos dias 12 e 13 de março no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Por enquanto, estará à venda apenas o Lolla Pass, por R$ 330, e que dá direito aos dois dias de festival. Eu sei que dá aquele medinho básico de comprar ingresso às escuras, afinal não tem absolutamente nada oficial em relação ao lineup. A gente vai ter que se aguentar por pelo menos mais uns dois meses até a produção soltar tudo.

MAS, temos vazamentos. Vazamentos do tamanho daqueles desastres ambientais que viram notícia, de tantos nomes que circulam por aí. Que eu me lembre, nunca antes na história do Lolla a boataria sobre o lineup vazou tantos nomes em tão pouco tempo. Juntando as informações liberadas até agora pelo José Norberto Flesch, do jornal Destak, e o Lúcio Ribeiro, da Popload, temos dez nomes que ~~~supostamente~~~ vão tocar em Interlagos no ano que vem:

Noel Gallagher
Florence and The Machine
Of Monsters and Men
Alabama Shakes
Haim
Marina and the Diamonds
Mumford and Sons
Sam Smith
Tame Impala
Albert Hammond Jr
Eminem

Dá pra preencher as três primeiras linhas do cartazinho do lineup do Lolla, né?

Eu sei que é um risco tanto se jogar no Lolla Pass às escuras quanto se apegar cegamente a essa lista, mas ela não pode estar integralmente errada. Pelo menos parte desse pessoal vai dar as caras por aqui em 2016. E se isso acontecer mesmo, penso que vamos ter um Lolla digno. É sério. Acho que desde as primeiras edições eu não me empolgava tanto com um lineup do Lolla, que é um dos meus festivais do <3, não me canso de repetir. Ok, o fato do Noel estar no meio dos boatos responde por uns 60% da empolgação, confesso. 😛

Sendo assim, se você está na dúvida se vai ao Lolla 2016 ou não, se compra esse Lolla Pass ou não, considere que a próxima edição já ganha contornos interessantes:

Mais indie
Eu sou farofenta, escuto um monte de coisa muito diferente, mas fico feliz em saber que tenho um porto seguro indie nos festivais, e o Lolla tem sido esse lugar pra mim. Na última edição, o Lolla deu uma guinada eletrônica mais acentuada que em anos anteriores (e eu me diverti horrores com isso, tanto que vi Skrillex e Major Lazer aqui AND no Lolla Chile), mas desde a primeira edição aqui no Brasil ele se configura como um festival voltado proporcionalmente mais ao indie e ao rock, principalmente lá na parte de cima do lineup (nos Estados Unidos é outra história). Com esses nomes que já foram vazados, há vários headliners em potencial, o que indica um Lolla encabeçado pela turma indie. E o pessoal da eletrônica nem vai ficar #chatiado, pois quem tem Tomorrowland e Electric Daisy Carnival no quintal de casa deve estar muito feliz da vida. O palco Perry, lugar reservado para a eletrônica no Lolla, já está de bom tamanho e contribui bem para adicionar (necessária) diversidade ao festival, né?

florence welch lollapalooza 2016

 

Uma segunda chance para Marina
Geral ficou #chatiada quando a Marina, aquela dos diamantes, cancelou o show de última hora no Lolla deste ano. Segundo a versão oficial, a moça não conseguiu pegar a tempo o voo de Nova York até São Paulo. Os fãs, tadinhos, foram avisados à queima roupa, horas antes do horário previsto para o show. Mas a vida sempre dá uma segunda chance, e a moça está na lista extra-oficial das atrações de 2016. É bom que a banda possa, de fato, figurar no lineup do festival. Marina and the Diamonds é uma atração que é a cara do Lolla, ainda não fez show no Brasil e os fãs não merecem ficar só na vontade. De qualquer forma, recomendo à produção que agende o voo da banda para pelo menos dois dias de antecedência em relação à data do show. Vai que… né?

marina and the diamonds lollapalooza brasil 2016

Mumford and Sons e Haim, enfim
Há quanto tempo vocês esperam ver essas duas bandas no Brasil? É de se surpreender que, mesmo com tantos festivais e turnês de artistas gringos por aqui, Mumford and Sons e Haim não tenham até hoje arquitetado uma turnê pela América do Sul (ou que ninguém tenha se interessado em trazê-los). Principalmente porque são alguns dos bons nomes que surgiram no universo musical ao qual se dedica o Lolla, e têm público bem dedicado. A essa altura, já nem dá mais para tratá-los como “novidade” ou “revelações”, mas acho que ainda vão chegar por aqui exalando algum frescor, nem que seja pelo ineditismo dos shows no Brasil.

lollapalooza brasil 2016

Ambos na lista da boataria, Marina and the Diamonds e Albert Hammond Jr, o guitarrista-tantão dos Strokes, também não fizeram ainda sua estreia aqui no Brasil.

Expectativa de mais novidades na estrutura e no conceito
Quem acompanha o Lolla desde os tempos do Jockey e viu a transição para o autódromo de Interlagos deve ter notado que não foi só o lugar que mudou. O festival ficou maior, mais desgastante, os palcos ficaram mais distantes. Mas ele também ficou mais completo, pois há uma clara intenção de preencher física e conceitualmente os espaços de Interlagos com atrações extra-palco. Lembro que lá no Jockey eu só fui notar que elas existiam depois do festival, olhando um mapa antigo, de tão deslocadas que elas estavam. Em Interlagos, elas estão integradas aos espaços de circulação. E de um ano para outro, muita coisa melhorou sensivelmente: o Chef Stage cresceu e ficou mais confortável, o público ganhou espaços de descanso, agora temos um mercadinho hipster-chic. Eu espero muito que isso seja uma política progressiva e, se assim o for, teremos mais novidades interessantes em 2016.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

10 comments

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  1. Rogério Nunes 31 agosto, 2015 at 14:55 Responder

    Pra mim esse line do Lolla parece que vai ser muito bom! (aguardava Haim, Mumford, Impala e Florence, inclusive!)
    PORÉM, copiar a cabacice do Rock in Rio de vender ingressos mais baratos “no escuro” visando possíveis pessoas que querem “a experiência do festival em si, independente do line-up” é um tiro no pé, e deveria seriamente ser desincentivada sob risco de virar padrão para os próximos festivais.
    Afinal, tenho o direito de escolher que artistas irei ver e quando sem ter que pagar mais caro por isso!

    • Priscila Brito 31 agosto, 2015 at 19:19 Responder

      Rogério, se o Lolla fechasse só com esses nomes que vazaram, o festival pra mim já seria 100%! Tô empolgadíssima! Quanto à venda no escuro, é realmente bem complicado e coloca o público numa condição pouco favorável. O problema é que essa não é uma prática exclusiva só do Rock in Rio ou do Lolla, mas de muitos grandes festivais fora do Brasil também. É uma lógica de uma indústria inteira, em escala mundial 🙁

    • Priscila Brito 9 setembro, 2015 at 21:17 Responder

      Obrigada 🙂 Nossa! Delirei agora só de pensar em ver Stone Roses! Eu também ia amar se trouxessem uma banda das antigas. Fiquei muito feliz quando o Lolla trouxe o Pixies em 2014 e minha ida ao festival foi uns 80% por conta deles. Sou “indie velha” já, tô entrando naquela fase nostálgica da vida rsrs Preciso ver esse pessoal da minha adolescência.

  2. Lucas Cavalini 23 janeiro, 2016 at 00:10 Responder

    Parabéns pela matéria… É bom e ruim ver que existem tantos fãs de “indie” aqui no Brasil, o “bom” é porque quanto mais fãs, maior a chance de virem ao Brasil, e o “ruim” é que sou egoísta e só eu posso gostar de indie…(brincadeirinha)!!!! Mas realmente, o Lolla deste ano ganhou um porte maior e acho que esta no caminho alternativo mesmo, algo que o SWU tentou. Fiquei muititititissimo feliz em ver o nome do Albert Hammond Jr, estava na esperança do Edward Sharpe & The Magnetic Zeros virem também, mas tudo bem, não podemos reclamar da line-up, não é?

    • Priscila Brito 23 janeiro, 2016 at 15:34 Responder

      Te entendo perfeitamente sobre esse lado bom e ruim, Lucas! hahaha O lineup do Lolla este ano está super empolgante. Claro que sempre falta o artista X ou Y que a gente queria ver, mas acho que esse é o melhor lineup deles em uns três anos. E o festival, como um todo, não só na parte musical, tem evoluído e se transformado a cada ano. Espero que continue assim. Nos vemos lá!

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