Fotos Priscila Brito

Subindo a Candelaria, em Bogotá

A Candelaria é um daqueles lugares inescapáveis de uma cidade. Ao visitar Bogotá você vai em algum momento subir as ruas íngremes e estreitas do bairro histórico da capital da Colômbia. Seja para visitar pontos turísticos localizados na região, seja para sentir um pouco do clima da cidade, um misto de tradição e modernidade, tão comum a outras capitais latino-americanas.

Uma caminhada despretensiosa pelo bairro já vale muito. A arquitetura é linda, barroca, coloridíssima, e o horizonte é emoldurado pelo Cerro Monserrate, que percorre boa parte da região central de Bogotá. A região está mais ou menos delimitada pelas calles 7 e 12 (as ruas de Bogotá, “calle” em espanhol, são numeradas e traçadas no sentido leste e oeste) e pela carrera 7 (carrera sétima, como eles dizem lá. As grandes avenidas seguem a mesma lógica de numeração, de norte a sul).

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Candelaria morro acima

Já na carrera 7 você vai se deparar com a Plaza de Bolivar, uma das principais da cidade. Lá está a Catedral Primada de Colombia, datada do século XIX. Ao redor da praça você vai notar a presença de prédios administrativos do governo. A alguns quarteirões dali está o Museo del Oro. O acervo é composto por arte pré-colombiana esculpida exclusivamente com o ouro abundante na região até a chegada dos colonizadores.

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Subindo mais umas duas carreras você vai se deparar com uma característica bem peculiar do comércio de Bogotá: ele é setorizado em alguns casos. Nesse ponto da Candelaria vi muitas lojas que vendem artigos militares. Outras tantas vendem jóias fabricadas com esmeraldas. Mais longe dali me lembro de ter passado por uma carrera com uns três quarteirões de óticas! Só óticas!).

Na carrera 6 com a calle 11 fica o Centro Cultural García Marquez, um local que pode ser um ponto de parada legal dessa caminhada morro acima. Há exposições gratuitas. Quando estive lá havia uma de fotografias sobre a população negra do México. Há também restaurante, café e um terraço sobre o qual vale a pena subir para ter uma visão melhor do Cerro Monserrate e de parte do centro da cidade. Logo no quarteirão de cima fica o Museo Botero.

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Agito no topo

A subida começa a ficar mais interessante, ao meu ver, a partir de agora, em direção à carrera 2. A Candelaria também é sede de várias universidades e a vida estudantil confere um agito descolado à parte mais alta do bairro. Quanto mais no alto, mais vão surgindo os bares e cafés moderninhos instalados nas construções barrocas, que conservaram o traço arquitetônico, mas ganharam imensos grafites. Um fim de tarde/início de noite é um momento ideal para aproveitar o movimento da região. Há também algumas galerias, estúdios de tatuagem e lojas de artesanato.

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Chorro de Quevedo, ponto histórico

Pelo caminho também me deparei com alguns hostels. Mas eu não recomendaria uma hospedagem tão lá no alto da Candelaria. A área fica um pouco distante das estações do Transmilenio, sistema de transporte baseado em ônibus que é fundamental para se deslocar por Bogotá.

O topo e fim do caminho é na carrera 2, no sentido da calle 13. Lá fica o Chorro de Quevedo. Hoje é uma pracinha, mas no passado foi um dos primeiros pontos a serem ocupados em Bogotá.

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Como as ruas são estreitas, algumas delas só com passagem para pedestre, o caminho de volta também tem que ser feito a pé. Mas não se desanime. Na descida todo santo ajuda e você vai poder admirar a beleza do bairro novamente 😉

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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