E dá-lhe brasileiros no Metal Magic também!

O Metal Magic tá aí para não me deixar mentir: onde menos se espera você vai encontar brasileiros, mesmo! O que me fazia acreditar na ausência completa de brasileiros n0 Metal Magic – 1) festival pequeno, recente e pouco conhecido; 2) Fica na puta que pariu da escandinavia, rsrrrs, numa cidade interiorana quase; 3) brasileiro gosta é de samba e calor, certo?

Mas nada disso, gente! Sambando na minha cara e nas minhas ideias formadas sobre nós, da metaleiragem brasilis, encontro com um sujeito que estava nada mais nada menos do que na sua segunda edição do festival. O nome dele é André, André Non Serviam para os facebookisticos! André ficou apaixonado pela escandinávia. Veio para o Metal Magic no ano passado e aproveitou para conhecer a Suécia. Dessa vez, decidiu ver um pouco da Dinamarca, e vistiar a capital, Copenhague, o que ele não tinha feito antes. André é bem enfático: vai voltar, sempre que for possível!

Andre nonserviam

Numa voltinha entre um palco e outro, encontro duas moças, visivelmente não dinamarquesas, sendo mascadas por um australiano de uma das bandas. Cara bem ruim de jogo, hahahaha. De repente, ouço as meninas soltarem um “nossa, é mesmo, é aquele que você falou…” e pronto, me entrometo na conversa e já quero saber de onde elas são! Renata de Manaus, ou ” green hell” como ela insistiu em dizer, e Kelly de São Paulo, meu! 😉 Como as duas foram parar ali? Bom, ambas têm longas histórias. Renata veio como Au Pair, tal como Kelly. Kelly na verdade namora um dinamarquês há 4 anos, e parece que vão se casar! Renata e Kelly estavam “grelhando” por lá, hahaha, termo que aprendi com as duas e que se aplica ao nosso já conhecido “arrasando”. Mulher brasileira espalha magia, né gente? 😉

renata e kelly

Aos poucos, comecei a exercitar meu faro ou capacidade cognitiva de identificar e reconhecer brasileiros fora de casa. E por duas vezes deu muito certo! Virava para a Renata e Kelly, minhas companheiras festivaleiras da vez e falava ” olha a cara de brasileiro daquele ali”… e num dava outra, quando me aproximava e perguntava, era mesmo brasileiro! Foi nessa aposta que conheci o Pedro Saunite, estudante do ensino médio fazendo intercâmbio em Eisberg, na Dinamarca, há seis meses veio curtir o friozinho e os festivais das terras vikings. Trocamos ideia e o moço ficou interessadissimo em ir ao Aalborg Metal Festival, que acontece em Dezembro. Eu não perderia, Pedro!

sanite

E para finalizar, uma das bandas que tocaram no segundo dia de festival era das terras tupiniquins! O Sodomizer saiu direto do RJ para Fredericia, e fez uma ótima apresentação no festival. O trabalho dos caras é distribuído por uma gravadora dinamrquesa, a Horror Records, que possibilitou os contatos e a inclusão da banda no casting do festival. Não é demais?

Sodomizer

Sodomizer divulgação

Conversei com o Leatherface, vocalista e baixista, e com o guitarrista Toxic Cannibal. Os caras estavam muito empolgados com a tour europeia e cheios de energia para tocar. O resultado, destruição, hahaha, confere aqui um trecho da apresentação no festival:

Quer conhecer mais sobre a banda, vai na página dos caras no face e escuta mais do trabalho deles =)

Ainda tinha muito mais brasileiros por lá, mas devido à correria que foi a minha passagem pelo Metal Magic, acaba que não consegui conversar e tirar foto com todo mundo. Teve uma moça com a qual conversei brevemente,  mora na Finlândia, também passeia pelos festivais da escandinávia faz um tempo… mas num rolou de tirar foto e nem saber do nome dela… moça, valeu mesmo assim pela rápida conversa, hehe!!!

Por isso, fiquem atentos, amiguinhxs! Mesmo em pequenos festivais, não falem muita bobeira, pode ter alguém que fala a mesma língua e as mesmas gírias do seu lado, muahahahaha!!!

Gostou deste post? Temos muito mais pra você!

Receba sempre nossas dicas, histórias e novidades sobre viagens para os melhores festivais de música do mundo.

Compartilhe este post

Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

No comments

Add yours

Deixe uma resposta