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Contando os mata-burros para chegar no Roça ‘n’ roll

Imagina um trenzin bunitin assim que ocê vai pra escuta umas música, encontrar uns amigo, tomar aquela canjibrina! Trem bom demais, no mei da roça intão nem se fala, sô!
Só mueção como eles mesmo diz lá nesse tal de Roça ‘n Roll que é um festival deveras bom!
Roça ‘n roll é inusitado? Para quem se preocupa muito com quem mexeu no queijo que tava em cima da mesa, talvez sim. Salvem-se os paradigmas que se puderem, mas roça não lugar so de sertanejo ou moda de viola. O rock e o heavy metal se misturam muito bem com o meio do mato, mais do que muita gente pode imaginar.
Para chegar à fazenda estrela, a roça que uma vez por ano dá lugar para as bandas do rock brilharem, não se assuste caso se pegue contando mata-burros. Afinal, saindo da estrada que liga Três Corações à Varginha, duas cidades sulmineiras (uma a do Pelé e café, e a outra do superstar ET), você entra numa estradinha de terra, logo após virar num galpão de algo chamado Cafeco – inclusive, para quem vem de Três Corações, o pessoal do Roça podia dar um forcinha e sinalizar melhor.
Da estradinha de terra em diante, já dá para entrar no clima e entender o nome do festival. Cavalo, cachorro, mato, fogueira, gente simples e feliz ao redor, sem contar a peculiaridade culinária de encontrar caldos de feijao, milho cozido, canjica e outros. Tudo isso voce ve no roca.
E é com esse jeitinho mineiro, muito original e profissional, que o Roça ‘n roll faz há 16 anos um dos maiores festivais de música do interior do Brasil. Com o passar dos anos, o pessoal da organização só aumentou o nível da produção do que antes, de acordo com os muitos depoimentos presentes no dvd do festival, era apenas uma diversão para uma turma de amigos rockeiros do sul de minas.
hoje o Roça conta com um line up que, apesar de valorizar muito o metal nacional, sempre traz atrações internacionais de peso, em todos os sentidos de peso digo aqui, rs. Nas duas edições em que dei o ar da minha graça ou desgraça, assisti aos shows do Samael -Suíça, Grave- Suécia, Rotting Christ – Grécia.

Foto de Divulgação Roça'n' Roll - Thiago Bode

Foto de Divulgação Roça’n’ Roll – Thiago Bode

Dois palcos, lado a lado, e sem conflitos de horários, boa aparelhagem e iluminação, a roça fica bunitinha demais tomada pela metaleragem. Tem também SAMU para caso alguém se machuque, banheiros ( não muito bons, infelizmente, pq eu odeio banheiro químico – sério, eu prefiro fazer no mato! ), meeting and greeting com as bandas, banca de venda de material de divulgação, entre outras atrações que a gente vai falar ainda por aqui.
Sem dúvida, o Roça é um festival que já está garantido num cantinho do coração do Festivalando. Eita trêm bom sô!

Transporte7.5
Informações7.5
Hidratação e comida8.5
Limpeza5.5
Conectividade1
Segurança6
O Roça é o maior festival de metal e rock do sul de minas. Mas, pela sua história ainda recente, prima pelo fato de ter um ótimo line up, pela exclusividade e iniciativa. Mas, peca em vários pontos estruturais. Sabemos, contudo, que a equipe sempre faz grandes esforços para oferecer o melhor festival possível e que faz o trabalho com paixão. Porém, muitos deslizes existem no que diz respeito ao transporte e acesso ao local - um tanto quanto longínquo e com partes de estrada não muito adequada, falta de sinalização nas principais rodovias de acesso e um site que vem melhorando com o tempo, mas ainda é confuso. As redes sociais também têm se tornado fortes aliadas do festival. A limpeza deixa muito a desejar, principalmente dos sanitários, que ainda são os terríveis banheiros químicos. A conectividade é quase nula, inclusive para comunicação telefônica também, em certos casos ( o que não deixa de dar um certo charme ao festival!). A segurança é boa, mas ainda enfrenta desafios com relação a alguns pequenos incidentes de furtos que ocorreram em algumas edições, mas ainda sim é um cidade do interior, e por isso mais tranquila, bem como o público.
6

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

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