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Roteiro para um bate-volta em Viena

Ir de Budapeste a Viena é um pulo. Como são só pouco mais que duas horas de trem de uma cidade a outra, a visita à capital da Áustria é inevitável. Eu já dei dicas sobre como fazer  o bate-volta Budapeste-Viena de trem (são dicas importantes mesmo!). Agora é hora de dizer o que dá para fazer em um dia na cidade, caso você tenha tempo disponível apenas para um bate-volta em Viena, o que foi o meu caso.

Obviamente, não dá para fazer muita coisa e você vai embora com a vontade de poder ficar mais. Deixei Viena pra trás com a sensação de que poderia ficar flanando por aquelas ruas feliz da vida, pois Viena é uma cidade tranquila e aconchegante (acho que o tempinho chuvoso do dia em que estive lá ajudou a criar essa impressão). Vai dar tempo mesmo é de visitar um número restrito de pontos turísticos e, se você estiver com disposição, pode fazer partes do trajeto a pé para ver e sentir mais a cidade em seu cotidiano.

Se você for de trem partindo de Budapeste, vai desembarcar na estação West Banhof. Lá mesmo é possível comprar o bilhete diário que dá acesso ilimitado ao metrô, tram e ônibus por 24 horas. Em agosto de 2014 o ticket de 24 horas custava 7,60 euros (cerca de R$ 22), mas cheque aqui os valores atualizados antes de viajar. A estação é integrada com linhas de metrô e tram, então de lá mesmo você começa o seu roteiro pela cidade.

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Palácio de Schönbrunn

O “Versalhes” de Viena foi erguido no século XVII para abrigar a imperatriz Eleonora Gonzaga e sua corte e hoje é um dos principais pontos turísticos da Áustria.

Se houver ânimo, como disse antes, dá para ir a pé da West Banhof até Schönbrunn, como eu fiz. É uma senhora caminhada, leva uma meia hora, mas é o tipo de coisa que gosto de fazer quando visito uma cidade nova, pois acabo vendo mais que os pontos turísticos. Neste caso, no meio do caminho, você pode optar por passar por dentro do Auer-Welsbach Park, um dos muitos parques espalhados por Viena.

Voltando a Schönbrunn, assim como seu análogo francês, o palácio vienense é um complexo formado pela construção e extensos jardins. Visitar tudo pode tomar muito tempo, e ainda pode ser necessário esperar algumas horas para ter acesso ao palácio caso você não tenha comprado ingressos com antecedência – veja como comprar antes aqui.

Se houver pouquíssimo tempo, como no caso de um bate-volta, vai ser preciso fazer escolhas. Para me decidir, usei Versalhes como referência. Quando estive na França, tive tempo para visitar o palácio e os jardins, mas achei estes últimos muito mais deslumbrantes-estonteantes que o palácio. Assim optei apenas pelos jardins em Viena e não me arrependi. Se tivesse com mais tempo, teria entrado em um dos labirintos armados no jardim. Deve ser um barato brincar em um labirinto em tamanho real.

Fotos Priscila Brito

Fotos Priscila Brito

Quanto ao palácio, mesmo que você não entre, vale a pena subir o morrinho oposto à entrada para ter uma vista da construção. Além disso, as escadarias do palácio têm acesso livre e dá para subir só para tirar aquela fotinha turistona básica para mostrar pro papai e pra mamãe.

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Catedral de Santo Estevão

As capitais europeias têm sempre “a” igreja antigona e em Viena esta igreja é a catedral de Santo Estevão (apesar de haver outras que também são elencadas como pontos turísticos, como a de São Pedro). A construção do século XII impressiona pela grandeza e pela arquitetura gótica.

Andrew Bossi/Wikimedia Commons

Andrew Bossi/Wikimedia Commons

A visita vale também pelo entorno da igreja, a Stephansplatz, um lugar mais muvucado que o normal em comparação com o que vi em outros cantos de Viena. É quando ela fica com cara de cidade turística pra valer, com lojas de souvenires e caras vestido com roupas medievais oferecendo excursões turísticas.

A estação de metrô que leva o nome da praça te deixa lá pertinho, mas acabei descendo antes, na Ladnstrße – Wien Mitte, e dei mais uma caminhada daquelas que eu gosto de dar, desta vez passando por dentro do Stadtpark.

Fotos Priscila Brito

Fotos Priscila Brito

Palácio Belvedere

Mais palácio? Bom, aqui é um pouco diferente. De fato é muito mais palácio mesmo, pois o complexa abriga o Belvedere Superior e Inferior, separados por um extenso jardim, todos datados do século XVIII, mas a graça maior aqui é que o primeiro deles abriga a Österreichische Galerie, um museu com obras austríacas dos séculos XIX e XX, além de arte internacional. A grande estrela do acervo é a famosa “O Beijo”, de Klimt, um dos filhos mais famosos da arte austríaca.

A vista de todo o complexo também compensa, principalmente para quem admira esse tipo de arquitetura. Quando estive lá, em agosto de 2014, havia uma instalação muito bem sacada que te permitia tirar uma foto com os dois palácios e jardins ao fundo.

Fotos Priscila Brito

Fotos Priscila Brito

O desafio deste bate-volta é fazer ginástica para fazer tudo caber não só em um dia, mas também dentro do horário de funcionamento dos locais. Viena não é grande e o sistema de transporte funciona muito bem, o que vai te ajudar a se deslocar com facilidade, mas o tempo não para de correr, não é? Outro desafio, claro, é não ficar com vontade de ficar mais tempo. Impossível.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora também coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Além de uma das mães do Festivalando, sou colaboradora da Mixmag e do Brasil Post e autora do Porque eu gosto de música. Também ajudei Paul McCartney a falar uai em pleno Mineirão.

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