lineup do lollapalooza brasil 2018Iana Domingos

5 perguntas sobre o lineup do Lollapalooza Brasil 2018

No surprises, amores! Depois de tantos vazamentos como nunca antes na história desse país, a divulgação do lineup do Lollapalooza Brasil 2018 serviu pra gente ter aquele 1% de certeza que faltava para completar os 99% de convicção sobre as atrações confirmadas extra-oficialmente nos últimos meses. Dentre os headliners e sub-headliners, estão os nomes que a gente já tinha ouvido: Killers, Red Hot Chili Peppers, Pearl Jam, Lana Del Rey, LCD Soundsystem, Imagine Dragons e Chance the Rapper.

lineup do lollapalooza brasil 2018

Sem surpresas também para as reações, que são praticamente as mesmas: tem gente que amou o lineup do início ao fim na mesma medida que tem gente reclamando. Como acontece com qualquer lineup. De qualquer festival. Daqui a pouco tem gente reclamando da divisão dos dias, depois da divisão dos palcos, mas no fim vai estar todo mundo em Interlagos.

De todo modo, não tem como deixar de notar certas coisas. Estão lá LCD Soundsystem (muito pedido no ano passado) e Lana Del Rey (muito pedida desde sempre). A composição do hip hop está bem interessante também, talvez como nunca antes. Do lado nacional tem (ninguém menos que) Mano Brown e Rincon Sapiência. Do lado internacional, Wiz Khalifa, Tyler, the Creator e Chance the Rapper (só ficou faltando o Kendrick). Tem também um leve déjà vu do Lolla 2013, com Pearl Jam e Killers como headliners – justamente o único Lollapalooza Brasil a ser realizado em três dias até então.

Fora isso, tem algumas perguntas que vêm à tona com esse lineup do Lollapalooza Brasil 2018. Vamos a elas.

1. Cadê as 100 bandas?

Tem que existir alguém muito sem o que fazer nessa quarta-feira para contar quantos nomes tem no lineup e esse alguém sou eu. Fiz questão de contar porque o anúncio de que todos os Lollas da América do Sul teriam três dias em 2018 veio acompanhado da promessa de mais de 100 bandas. Todos os três festivais prometeram isso.

A contagem final ficou assim:

Lollpalooza Chile: 97
Lollapalooza Agentina: 84
Lollapalooza Brasil: 76

Pois é, amigues. Por enquanto, só o Lolla Chile está bem perto do que foi prometido. A pergunta que fica é: vai parar por aí ou tem mais gente pra ser confirmada e preencher as 100 bandas?

2. Cadê meu Foster the People?

Essa foi uma das perguntas mais repetidas depois da divulgação do lineup. Afinal, a banda do Mark havia sido anunciada no Lolla 2018 por ninguém menos que José Norberto Flesch e, portanto, não havia motivos para duvidar. Já era até o caso de sondar qual música o Foster the People pediria no Fantástico! 😛 (seria a terceira vez deles no Lolla BR). Mas deu ruim, não se sabe o porquê, e segundo o próprio Flesch a banda foi substituída pelo Volbeat.

3. Haim, a banda do nunca?

Gente, até quando vamos ter que esperar para ver um show delas aqui? O Lolla é sempre a esperança maior delas virem ao Brasil, porém, ano após ano, elas seguem sendo “o nome que ficou faltando”. Banks era outra artista com torcida forte para esse Lolla, mas também não rolou. Fica a torcida para que a vinda dela não vire uma novela eterna como tem sido com as irmãs Haim.

lineup do lollapalooza brasil 2018

4. E o Brasil?

Essa é a pergunta feita pelos fãs da Camila Cabello, que está no lineup do Lolla Argentina e do Lolla Chile, mas não no “nosso” Lolla. O fato é que essas variações de atrações gringas entre os Lollas daqui acontecem. Em 2014, por exemplo, tivemos Muse aqui enquanto o Chile teve o Red Hot Chili Peppers. Em 2016, com o cancelamento do Snoop Dogg, o Brasil ficou com Planet Hemp, já o Chile e a Argentina ficaram com Brandon Flowers.

5. Quem vamos?

Está faltando aquela banda que você queria. Tem também aquela outra que você acha meio dispensável. Mas, confessa. Você vai. Eu sei que você vai. Nós vamos. É o Lollapalooza Brasil, festival que gradativamente está crescendo não só de tamanho e de duração, mas também de relevância e apelo perante o público. Em 2018, quando não teremos Rock in Rio, ele reinará pleno e sozinho. Será, possivelmente, o único grande festival do ano, e bota grande dessa vez (edit: conforme o pessoal deu o toque aí nos comentários, Medina está armando um novo festival para outubro de 2018, Zytrons; coisa grande como ele sempre faz). No conjunto, esse lineup está chamando urgente para um fim de semana em Interlagos. Até lá!

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

16 comments

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  1. Tha 28 setembro, 2017 at 14:47 Responder

    “Mas, confessa. Você vai. Eu sei que você vai. Nós vamos.” A vontade é grande. Mas e o medo*? Estão meio sumidinhos na praça, mas há alguma possibilidade de nossos amados Macacos Árticos (Arctic Monkeys) vir para o Brasil ano que vem?
    * Medo de investir no ingresso, viagem, etc, e aparecer do nada AM.

    • Priscila Brito 28 setembro, 2017 at 20:34 Responder

      Tha, a única notícia que tenho do Arctic Monkeys é a que saiu por esses dias: que eles devem lançar disco novo ainda esse ano. Daí a terem planos de turnê e incluírem Brasil/América do Sul na rota é outra história; sobre isso eu infelizmente não sei, mas gostaria demaaaais de saber!

  2. Renan 2 outubro, 2017 at 02:47 Responder

    Só achei que faltou mais bandas femininas ou com vocalistas, como o próprio Haim, Wolf Alice, CHVRCHES e Alwways. Queria até o Justice, já que foram headliners do Estereo Picnic desse ano. Lembrando que o Gorillaz vai ser o cabeça desse festival. A minha grana tá curta e ainda vou depender de algumas coisas pessoais para ver se consigo ir nos três dias ou, pelo menos, em um deles. O certo é que devo ir num dos três, de preferência no dia do Volbeat. Aliás, que excelente surpresa ver esses dinamarqueses no line do Lolla.

    • Priscila Brito 2 outubro, 2017 at 11:26 Responder

      Tem algumas bandas com mulheres na formação, tipo o Metronomy, Oh Wonder, Sofi Tukker, Vanguart, Plutão Já foi Planeta, Francisco El Hombre… Fora as que são solo, como a Lana, Tiê, Mallu, Zara, Mahmundi, Devochka e outras. Contei e no total deu 16 artistas mulheres/bandas com mulheres na formação. E ainda tem a Liniker, que já se declarou mulher trans e ao mesmo tempo também já disse que aboliu o gênero, que podemos chamar de “a”, “o”, tanto faz. Podemos então encaixá-la nessa lista ou não… Enfim… Acho que dá uns 20% do total, o que é bem pouco pra uma única edição. Não sei se pelo menos representa uma melhoria na comparação com outras edições, mas aí tem que parar pra fazer novas contas

    • Priscila Brito 2 outubro, 2017 at 11:28 Responder

      Sobre o Volbeat, melhor comentário que vi a respeito foi no Twitter. Alguém falou que tem trocentos festivais de metal no BR e tiveram que esperar o Lolla pra trazer a banda. Aparentemente já era um namoro que vinha de antes, porque me lembro de boatos sobre o Volbeat no Lolla Chile do ano passado. Esse ano finalmente se confirmou

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