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Resoluções festivaleiras #1

Eu nunca fiz uma lista de resoluções de Ano Novo na vida. Não é porque não tenho projetos e metas, mas porque não me organizo pensando em semanas, meses e anos. Vejo o tempo como um contínuo e por isso planejo e coloco em prática conforme os desejos se encaixam com as oportunidades (mas gosto do clima de réveillon, não tanto pela celebração, mas pela farra).

Tomei três grandes decisões com implicações importantes para a minha vida nos últimos meses e todas elas tinham aquele jeitão de planos para o ano seguinte – envolviam riscos, esforços e mudanças (e medo, claro). Mas o melhor momento para realizá-las era agora. Pronto, minha vida está caminhando para novos rumos e nem precisei esperar uma convenção de categorização do tempo para começar a agir.

Portanto, os próximos planos que tenho para a minha vida dentre desse novo mundo chamado Festivalando listados abaixo ficam para o ano que começa por causa, digamos, de ~problemas de logística~: o desejo de fazer tudo abaixo existe, mas as oportunidades vão precisar de algum tempo para se encaixarem com essas vontades, e quando isso acontecer vai coincidir do calendário gregoriano estar marcando 2015. Acho que é até por isso que eu e a Gra batizamos essa mini-série de resoluções festivaleiras, e não de Ano Novo 😛

Voilá:

Descobrir a América
Eu viajei para Buenos Aires este ano (não foi por motivos de festival), mas isso ainda é pouco, quase nada do que ainda tenho para explorar nas vizinhanças daqui do lado e lá do alto. Agora que os festivais norteiam meus destinos turísticos, tenho motivações em dobro para visitar determinados lugares e já descobri alguns festivais que muito me interessam nos arredores de America del Sur, en México and in the States.

Ir a um festival de eletrônica
Essa é uma meta para a felicidade de todos e para o bem geral da nação festivaleira, menos pra mim. Não tenho empatia com música eletrônica o suficiente para me enfurnar voluntariamente em um festival do gênero, mas olhando de fora me parece que os festivais de tuti-tuti são alguns dos que mais conseguem envolver o público (vide toda a mística em torno do Tomorrowland, que ganha edição brasileira em 2015). Tenho que descobrir o que é essa tal de EDM experience (electronic dance music experience) de que tanto falam. Quem sabe eu gosto? #brinks

Usar ear plugs. Mesmo
Já contei aqui como é importante cuidar da saúde dos ouvidinhos sempre tão expostos aos decibéis dos festivais e até pedi novos ear plugs para o Papai Noel (ainda estou esperando chegar. Deve ter ficado no fundo do trenó já que eles são muito pequetitos). E diferentemente dos meus dois outros planos, este eu já comecei a colocar em ação porque não há nada que me obrigue a postergá-lo. Só que ainda me falta hábito e disciplina na hora de proteger meus ouvidos.

Quando eu fui para São Paulo no mês passado, coloquei na mala um par de tampões de ouvido que trouxe de Montreux. Dias antes de acompanhar o Popload Festival, fui ao show do Paul McCartney no novo estádio do Palmeiras e brilhei: levei-os na bolsa e usei durante a apresentação. Só que me esqueci de fazer o mesmo no primeiro dia do Popload. E também no segundo. Comecei a levar para a academia também, porque faço umas aulas com música em volume que já considero muito exagerado. Nas primeiras vezes, levei num dia, esqueci em outro, mas depois que guardei na bolsa da academia um par que ganhei num voo da TAM não falhei mais na meta. Preciso adotar a mesma metodologia quando voltar a festivalar. Foco!

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

3 comments

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  1. Rodrigo Airaf 18 março, 2015 at 12:40 Responder

    Priscila, festival de música eletrônica eu posso te indicar alguns: o Electric Daisy Carnival em Las Vegas tem a mesma reputação de contos de fadas que o Tomorrowland e atualmente acho que é até mais desejado! Dos festivais Ultra, só o de Miami presta. Saindo da EDM Experience e entrando nas vertentes mais underground, os que você com certeza vai amar são o Holy Ship (em um cruzeiro marítimo), o We Are Fstvl na Europa, e o Hard Summer Festival nos EUA. O Hard Summer também tem uma edição temática de Halloween chamada Hard Day Of The Dead que é igualmente almejada. No Brasil, sugiro que você conheça a Tribaltech, maior festival de música eletrônica underground do país, com nada menos que DOZE palcos, e o Xxxperience Festival.

    • Priscila Brito 19 março, 2015 at 01:15 Responder

      Uau, Rodrigo! Senti muita propriedade nas suas dicas. E também percebi que não posso mais enrolar para tirar meu visto para os EUA! O Holy Ship também muito me interessa porque já há algum tempo eu e a Gra comentamos que seria interessante acompanhar esses festivais que agora rolam em navios. Vou pesquisar com cuidado todos esses que você sugeriu, pode ter certeza. Muito obrigada!

  2. Rodrigo Airaf 19 março, 2015 at 14:30 Responder

    Por nada, que bom que ajudei! Eu sou louco por festivais de música eletrônica mas infelizmente nunca fui à Europa nem aos EUA, também vou providenciar isso em breve ahhahaahha

    Sobre o Holy Ship, leia todas as regras com cuidado, pois são muitas regras e o não-cumprimento resulta em expulsão do festival. Prepara os bolsos porque é um festival caro, mas deve ser uma experiência única!

    Parabéns pelo site, descobri ele ontem e to adorando ler tudo sobre festivais! abração

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