rio de janeiroBaía de Guanabara. Rio de Janeiro. Wkimedia commons. Foto: Vanessa Carla

O que fazer nos dias de intervalo do Rock in Rio?

Em termos de potencial turístico e de entretenimento, o Rock in Rio dispara na frente de muitos outros festivais, uma vez que acontece na Cidade Maravilhosa. O Rio de Janeiro é uma das capitais mais bonitas e visadas por gente de todo o mundo. Portanto, não se preocupe e não precisa de praguejar sobre o nome do Medina por ter te separado em 2 fins de semanas dos seus artistas preferidos. Há muito o que se fazer na cariocolândia, programas para agradar gente de boas e tranquila na vida, bem como gente phyna e elegante.

Muita gente já deve ter planejado os roteiros de passseio mas acredite, não tem mistério se você não planejou. Nós também no meio do grande furacão de atividades não tivemos como prever milimetricamente a viagem, mas nem por isso vamos ficar morrendo de tédio dentro do Hostel. Bora para algumas sugestões?

Praias

Praia de Ipanema.wikimedia commons

Praia de Ipanema.wikimedia commons

Amo/sou praia. Sou a metaleira pirigótica mais atípica da humanidade, pois se eu pudesse eu viveria na praia, e se rolasse ia ficar lá para vender minha arte, hauahauahau. O lance é que a praia é uma das opções de entretenimento mais fáceis e mais baratas para você curtir nos intervalos do Rock In Rio. Ficando amigo do metrô ( confira aqui os itinerários)– que no Rio é um sistema de transporte muito confortável, por sinal, você pode ir na maioria delas.Caso decida ir para a zona sul, entretanto, talvez seja necessário completar o trajeto com o BRT ( planeje seu deslocamento com o Moovit).

As praias que você vai escolher certamente precisam ser perto de você, para não causar muito desgaste e perda de tempo na locomoção. Mas, de qualquer forma, tenho as minhas sugestões aqui:

1. Copacabana

Seja por causa do reveilon, do show dos Rolling Stones ou pelos mil eventos que sediou, além da beleza extrema, Copacabana é uma das praias mais legais e visitadas do Rio. É um lugar de uma certa muvuca, entretanto. Mas a muvuca pode ser bem divertida, ainda mais quando ela fica repleta de representantes da metaleiragem. Você pode fazer amigos, comer biscoito globo com chá matte, tomar um picolé, uma cerva geladinha, etc. Pode fazer as típicas comprinhas de praia também, pois os vendedores ambulantes não param de passar. A dica é que, ao final do dia geralmente também rolam feirinhas de biquines e souvenirs nos calçdões das praias.

Ah, ainda tem o vôlei de praia rolando em muitos pontos. Vai lá e me chama para a de fora, que eu adoro!! A mineirada também tem obrigação de bater o ponto por lá, para dar um abracinho no conterrâneo de bronze, Carlos Drumond de Andrade. A estátua do mineiro que era louco por copa fica no finalzinho da praia. A orla tem quase 3km e convida para uma bela caminhada.

2. Ipanema

Aqui é badalação e é bafo, é a praia cenário para amores e Tom Jobim e melodias que atravessam os sete mares. É lá que fica o Posto 9 ( área no entrono do posto de salvamento 9), ponto de encontro concorrido, cheio de gente bonita e diversa. Todos os quiosques, o calçadão e a ciclofaixa ficam bem movimentados durante todo o dia. Lá também rola a possibilidade de passeio de barco, saindo da Marian da Glória, para visitas ao arquipélago de Cagarras. Uma graça!

3. Praia vermelha

Ela fica pertinho pertinho do bondinho e pão de açúcar. Portanto, se você curte o roteiro turistão dos lugares para os quais viaja, essa é uma praia bem estratégica. Ainda é de lá que saem também algumas barcas para Angra dos Reis 😉

4. Leblon

Tiete dos famosos, amante das novelas da globo? Compensa ir ver como é a zona sul, o mundo perfeito da ficção. Porém, todo o ambiente requintado tem o seu preço…

Apesar de tudo, é um lugar de beleza natural muito exuberante. Pode compensar dar uma olhada.

Boemia

Bar Subúrbio Alternativo - foto: Alexis

Bar Subúrbio Alternativo – foto: Alexis

Essa é e sempre será uma opção de muitas viagens festivaleiras. E no Rio não faltarão espaços para você se jogar na gandaia. Tem para todos os estilos: desde o típico festivaleiro do Rock in Rio até @ [email protected] [email protected] que vai ao Rock in Rio por causa de algumas atrações, mas queria mesmo é que o RIR fosse o Wacken.

Para planejar seu deslocamento, acesse o Moovit e o site do Metro do RJ.

1. Lapa

Falou em boemia falou em Lapa, sem vacilar. A história da região é regada à alcool e movimentos musicais, à diversidade de estilos e contraculturas, apesar de o carro chefe da parada ser mesmo o samba. O ambiente da Lapa é festivo o tempo inteiro. Também, são muitos os bares, restaurantes e casas de show. É lá que fica o Circo Voador, uma das casas de shows mais importantes para o movimento do rock e metal na cidade. Além dele, ainda se tem casas como o Rio Scenarium, Mofo, entre outros.

O legal da Lapa é que, antes da balada você pode aproveitar para conhecer os arredores, pois coisas como o Teatro Muncipal, a praça da Cinelândia e Igreja de São Sebastião estão por perto. Além disso, você vai poder passar pelos Arcos da Lapa, um dos cartões postais do Rio, e pela famosa escada de Selarón, que leva para o bairro de Santa Teresa, um outro destino possível e recomendável, pelo fato de ter inúmeors espaços para artes, ateliers, lojinhas e bons restaurantes. Lá você ainda pode ver construções do século 19, como o Convento de Santa Teresa.

Como chegar: desça na estação de metrô da cinelândia e faça o restante do passeio a pé. Garanto que vai gostar.

2- Bares de rock do RJ

Talvez eu esteja enganada, mas quem vem para o Rock in Rio pode estar mais interessado nos bares de rock da cidade do que no sambódromo… claro que uma coisa não exclui a outra. Porém, vamos supor que você quer mesmo respirar rock na cidade do samba, 24 horas por dia. Isso é factível, pois a cidade também é repleta dos rock bars, com lugares underground ou engomadinhos – aí vai depender do bolso e estilo de cada um!

A- Heavy Duty

Ele fica na Ceará, a mesma legendária rua que foi palco para o surgimento dos diversos movimentos underground cariocas. O famoso bar Garage ficava nessa rua, e desde 1989 era um espaço em que os metalheads cariocas se reuniam para ver vídeos. Mais tarde, o bar abriu espaço para shows, apresentações importantes, mas fechou recenemente. Hoje, não no mesmo endereço, porém muito perto está o Heavy Duty, bar com shows de rock ao vivo de quinta a sábado.

Onde: rua ceará, 104 – Praça da Bandeira

B- O novo Caverna

Dorsal Atlantica, Metalmorfose, Azul limão entre outras bandas de metal carioca – assim como toda gente da cena – devem muito ao frenesi metálico potencializado pelo primeiro Rock in Rio, mas também a inciativas como o Caverna II, um espaço do rock, que ficava no bairro de Botafogo, na rua Lauro Mauer e teve shows importantíssimos, tanto daquelas bandas quanto de outras muito importantes para o metal nacional, como o Sepultura, Viper. O Caverna ficava ao lado de outra casa de shows importantes, o Canecão. Hoje ambos estão fechados. Mas, recentemente foi reaberto, na mesma região, em Botafogo, uma outra proposta de bar com rango bom e mais glamour – o que não necessariamente é bom ou ruim, mas deve -se ter em mente que ali já não existe mais o charme de um templo do metal dos anos 80. De qualquer maneira, vale a vista à região e ao local do novo bar, que não tem ligação direta com o anterior.

Onde:rua Assis Bueno, 26 Loja Botafogo – Rio de Janeiro

C- Calabouço heavy & rock bar

Com uma oferta grande de cervejas e burguers, o Calabouço se tornou um point da leva moderna do metal. O ambiente dizem ser bem massa, mas é um pouco mais caro. De qualquer maneira, lá você poderá experimentar o Dimmu Burguer, o Symphony Eggs, o Dream Chicken e o maior burguer do Rio, o Calabouço Burguer… gostou dos trocadilhos? Então talvez compense dar uma passada por lá!

Onde:R. Felipe Camarão, 130 – Tijuca, Rio de Janeiro – RJ, 20550-165

D- Subúrbio alternativo

Em Brás de Pina, em frente ao bar subúrbio alternativo, que fica na Zona Norte do Rio rola banda e DJ tocando direto e reto. Talvez esse seja um dos rolês mais legais do metal no RJ. Espontâneo e sem muita frescura, com preços acessíveis. É lá também que você vai saber mais da história do DJ terroe, um adolescente muito fã de Kiss que aterrorizou todo o corpo docente de uma escola ao levar os cds favoritos para tocar. Recentemente, ele coloca todos esses cds favoritos para tocar em picapes, intervém com distorções e leva a vários locais do RJ. Mas o subúrbio alternativo foi um dos seus primeiros palcos, para o qual sempre retorna quando possível.

Onde: Rua Iguaperiba 155, Brás de Pina

Confeitaria Colombo

Confeitaria Colombo. Wikimedia Commons.

Confeitaria Colombo. Wikimedia Commons.

Aproveitando que já te contamos sobre o centro, chega de bar e vamos falar agora de doces e guloseimas! A confeitaria Colombo é um item a parte e um lugar pelo qual não se pode deixar de passar. Primeiro, por motivos de gula. Segundo, por que se trata de um dos prédios mais belos do Rio de Janeiro, com um interior que é uma aula de história pronta. Fundada em 1893 a Colombo, os salões da confeitaria deram lugar a encontros nobres, com direito até mesmo a visita da rainha da Inglaterra, por exemplo. O prédio remete à belle époque da cidade, faz parte do Patrimônio Histórico e Artístico do Rio de Janeiro.

Onde: Rua Gonçalves Dias, 32 / Centro – Rio de Janeiro

Bate e volta nas belas cidades vizinhas

Lagoa Azul, ilha grande. Wikimedia Commons.

Lagoa Azul, ilha grande. Wikimedia Commons.

O Rio de Janeiro, capital, é lindo! Mas pode-se dizer que a afirmativa vale para quase todo canto do estado. Por isso, se você vai ter um tempinho a mais entre um show e outro no RIR, vale a pena considerar os passeios bate e volta para algumas cidades cheias de belezas naturais, que ficam entre 20 e 200 km da capital.

1. Niterói

Fica a apenas 21km do Rio, e é uma cidade com várias belezas. É uma das cidades mais visitadas do Rio, com praias legais como a de Itacoatiara, bem como fortalezas dos tempos dos piratas . Lá também está o Museu de Arte Contemporânea, projetado por Niemeyer.

Como chegar:
De carro – Cruzar a ponte Rio-Niterói, no sentido de Búzios, Cabo Frio e Lagos.

De ônibus – Linha 1730 D, 39 A, 1920 D entre outros nos quais você pode embarcar na região central. As tarifas vão de 3,30 até 9,00 reais.

De barca – As barcas saem da Praça 15, no centro histórico e região movimentada da Cidade do Rio de Janeiro.De lá partem as barcas para Niteroi e Ilha de Paquetá, assim como partem barcas para alguns outros dois locais da Baía de Guanabara, mas com horários menos frequentes. Os bilhetes podem custar a partir de 7,90. A praça 15 é facillmente acessada via metrô, para quem curte andar um pouquinho. É só descer na estação Carioca e fazer um caminhada breve, tendo a av. Rio Branco como guia e 7 de Setembro, indo em direção ao mar. É só descer na estação Central e pegar um ônibus em direção à praça. Há pelo menos 3 que passam de 15 em 15 minutos.

2.Angra dos Reis

Angra fica a 157 km do Rio. É bem mais distante, mas com 3h de viagem você chega ao seu destino, pode conhecer um pouco do arquipélago e voltar. Vai ser impossível ver uma parcela muito significativa, no entanto, com apenas 1 dia. Afinal, são centenas de ilhas, todas lindas, de águas calmas e cristalinas. A região ainda é muito privilegiada com as bordas de mata atlântica e da paisagens litorâneas mais complexas e belas do país.

Em Angra dos Reis, os passeios de barco pelas ilhas são um dos principais atrativos, mas nem sempre cabem no bolso festivaleiro.

Como chegar:

De carro – Acesso pela BR-101 a partir de Santa Cruz, saindo pela Avenida Brasil. Para quem trafega pela Linha Vermelha, pegar a saída em direção a Irajá e, em seguida, a Avenida Brasil.

De ônibus – Ônibus para Angra partem regularmente durante todo o dia do terminal rodoviário Novo Rio ( o qual você acessa por meio da integração metrô-ônibus, descendo na estação estácio, por exemplo, e pegando o 406 A em direção à rodoviária). No terminal você vai procurar a empresa Costa Verde. A viagem vai durar cerca de 2h30 e pode custar até 50 reais, dependendo do horário. Fique atento, no caso de fazer o bate volta, com os horários de retorno. O último ônibus costuma ser às 22h40.

Empresas de turismo – há várias empresas de turismo que oferecem pacotes com vans saindo de Copacabana, ou até mesmo barcos com serviço vip. Você vai desembolsar um pouco mais do que 100 reais para ida e volta, mas pode ser bem compensador. Há barcos, os flexiboats partindo diariamente da Praia Vermelha para Angra, com valores a partir de 40 reais.

3.Petrópolis

Fica a 65 quilômetros do Rio de Janeiro, e é conhecida como a cidade Imperial, por ter sido fundada por Dom Pedro II. Esse rolé é para quem curte história, pois lá se encontra o Museu Imperial, o Palácio de Verão do imperador, etnre outras construções importantes dessa era.

Como chegar:

De carro – O acesso se dá pela rodovia BR-040.

De ônibus –Do terminal rodoviário Novo Rio e outros saem vários ônibus regularmente. A viagem demora em torno de 1h30 e pode custar a partir de 15,00, dependendo dos horários.

4.Teresópolis

Um pouco mais distante, Teresópolis fica a 91 km do Rio de Janeiro e foi uma cidade fundada em Homenagem à imperatriz, Teresa Cristian, esposa de Dom Pedro II. Na cidade pode-se visitar o Palacio Teresa Cristina, um dos mais bonitos do período colonial.

Como chegar:

De carro – Pela Linha Vermelha, no sentido Baixada Fluminense, acessar a BR-040 (Rodovia Washington Luiz). Percorrer até a BR-116 (Estrada Rio-Teresópolis) até a cidade.

De ônibus – a viagem pode ser feita a partir da rodoviária Novo Rio, e vai durar cerca de 2 horas. Os horários de ônibus são um pouco mais escassos,e o preço mais alto do que Petropolis- o valor da passagem gira em torno de 30 reais.

Para esse rolé no RJ, não se esqueça de baixar o app Moovit, ele funciona muito bem para a cidade, e te dá opções práticas de deslocamento.

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário no mundo sobre Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Comecei a ir em festivais de metal internacionais em 2009. Desde então, viajar em busca da música, essa outra paixão, tornou-se um projeto profissional que hoje chamamos de Festivalando.

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