" /> O que fazer em BH e além: história, gastronomia, bares (muitos) e música | Festivalando
o que fazer em bhThaynara Souza/Unsplash

O que fazer em BH e além: história, gastronomia, bares (muitos) e música

Escrever uma lista com sugestões do que fazer em BH foi mais difícil do que eu pensava. Por morar aqui, me senti inicialmente na obrigação de fazer algo mirabolante, fora do óbvio ou whatever. No fim, tirei o peso dos ombros para seguir o coração e as recomendações que já fiz a amigos que vieram de fora pra cá.

O que fazer em BH por uma nativa de Belory Hills

O resultado mistura um pouco do que é meio inescapável com a alma deste blog: os bares e a gastronomia, música, história e as escapadas para além dos limites da cidade.

Mais Festivalando impossível: Santa Tereza e o Bar do Bolão

Para um blog como o Festivalando, que tem a música como o ponto de partida para a viagem, começar uma lista de sugestões do que fazer em BH com o bairro de Santa Tereza e o Bar do Bolão é honrar a nossa alma com louvor.
Temos o bairro, que consegue conservar a fama de boêmio numa cidade abarrotada de bares, e que te recebe com um dos cartões-postais da capital, o Viaduto Santa Tereza, sobre cujos arcos Drummond um dia caminhou (ok, pelo viaduto você acaba passando antes pelo bairro da Floresta, mas Santa Tereza está logo ali).

E temos o Bar do Bolão. Boteco com todas as letras, tradicionalíssimo – abriu as portas em 1961 – e, mais que tudo, parte da história da música mineira ao longo de décadas. O Clube da Esquina, o Sepultura e o Skank declaradamente tiveram parte de seus destinos definidos em uma mesa do Bolão.

Se um bar é bom o suficiente para resistir ao tempo, à gourmetização e para ter ajudado dado vida a alguns dos principais nomes da MPB, do heavy metal e do pop rock, este bar não pode ser ruim.

Comida e mais bares: Mercado Central, Pão de Queijaria e varandão do Maletta

Mesmo tendo nascido em BH, sou mais apaixonada por outras cidades que conheci. Mas nunca nenhum mercado local que eu tenha conhecido aí pelo mundo conseguiu me impressionar tanto quanto o Mercado Central de BH.

Pra quem quer provar e levar na mala as delícias típicas do meu país Minas Gerais, o Mercado é o melhor lugar para encontrar variedade e qualidade num só lugar. Tem ainda os belisquetes pra provar enquanto se passeia pelos corredores, sendo o meu preferido a empada de queijo canastra com goiabada do Ponto da Empada.

Quando o assunto é pão de queijo, fica difícil não recomendar a Pão de Queijaria, que desde que foi inaugurada virou um dos meus lugares preferidos pra comer. É um templo de louvor ao pão de queijo, com ele em sua forma original e recheada (doce e salgada), e outras orgias de queijo, como tábuas de queijo e sorvete.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por A Pão de Queijaria (@apaodequeijaria) em

Pra fazer um rodízio de comida de boteco, o hoje chamado varandão do Maletta pode ser uma opção. O Maletta é um dos prédios mais famosos de BH, lotado de lojas, sebos, livrarias, bares e restaurantes desde sempre – o que por si só já rende um bom passeio. Em anos mais recentes, a sobreloja, que tem uma varanda direta para a avenida Augusto de Lima, passou a ser ocupada por muitos bares, o que revigorou o espaço, com opções para gostos diversos.

Rock e metal: Cemitério do Bonfim, Cogumelo Records e (ainda) mais bares

O título acima não está errado. Um cemitério e duas lojas de disco colocados num mesmo pacote porque todos estão unidos pelo heavy metal, tendo em vista que BH é fundamental para a história do gênero no Brasil. Junto com outros pontos de interesse, é possível fazer um roteiro do metal em BH completíssimo. Tem ainda um monte de bares de rock para encerrar o roteiro do dia.

Se heavy metal não é pra você, ainda assim fica a sugestão de conhecer o Cemitério do Bonfim. Por lá, há passeios guiados em função do riquíssimo acervo artístico de seus túmulos. Os detalhes da visita estão no link do roteiro metal, no parágrafo acima.

Turistão: Praça da Liberdade, Pampulha e Mineirão

o que fazer em bh

Nathalia Segato/Unsplash

A Praça da Liberdade é um dos pontos turísticos mais famosos de BH e, felizmente, já faz tempo que deixou de ser aquele lugar famoso onde você só vai pra olhar para ser um lugar onde é possível também vivenciar algo. Isso graças aos museus e centros culturais que ocupam os prédios históricos do entorno da praça e as proximidades – o Circuito Cultural da Praça da Liberdade. Sempre tem algo interessante pra se fazer e tudo com preço acessível – em alguns casos até gratuito.

A Lagoa da Pampulha, seu complexo arquitetônico projetado por Niemeyer e o Mineirão completam esse bloco turistão de BH. O Mineirão, a propósito, tem visitas guiadas e ainda abriga o Museu Brasileiro do Futebol.

Para além de BH: Inhotim e cidades históricas

Uma parte ótima de se fazer turismo em BH é o fato de poder emendar o roteiro com outros pontos de interesse de Minas, já que tem muita coisa a uma distância razoável da capital. Inhotim, em Brumadinho, na região metropolitana, a essa altura já está na categoria turistão, mas não falta mérito pra isso. O mesmo vale para as cidades históricas.

  • BH – Ouro Preto (cerca de duas horas). O bate-volta mais rápido e um dos mais cobiçados.
  • BH – Tiradentes (três horas). Vale lembrar que, uma vez em Tiradentes, em cerca de meia hora você chega em São João Del Rei.
  • BH – Diamantina (quatro horas). Das cidades históricas mineiras, é minha preferida. Tenho memórias afetivas muito boas por conta do Festival de Inverno da UFMG.

Em alguns casos – Inhotim e cidades históricas, um bate-volta pode resolver, mas dedicar mais de um dia a esses lugares é tanto cabível quanto recomendável.

Gostou deste post? Temos muito mais pra você!

Receba nossas dicas, histórias e novidades de viagens para os melhores festivais de música do mundo.

Compartilhe este post

Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

No comments

Add yours

Deixe seu comentário