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Festa DKG: o futuro festival de hard do Brasil?

Coletivo formado por DJs, MCs, VJ e dançarinas, a Dirty Kidz Gang – DKG para os íntimos – renasceu para a noite de São Paulo este ano, depois de uma pausa. Na época, falamos como seria legal se a tchurma voltasse não só para os clubes, como também para os festivais, resgatando o caos delicioso que vimos no Planeta Terra 2013. Pois se tudo der certo o nosso desejo vai ser cumprido com louvor. Como? Com calma, a DKG quer evoluir e se transformar em um festival de hard e outras vertentes menos mainstream da eletrônica, inspirado no Hard, Rampage e outros.

O pontapé inicial dessa ambição é no sábado (17), quando a festa DKG volta em sua segunda edição do ano, em local surpresa que só será divulgado na sexta (16), com 13 horas de evento e uma experiência totalmente inédita para o coletivo. Pela primeira vez, o coletivo é responsável por 100% da produção do evento.

Esse formato finalmente cumpre com a intenção inicial do coletivo, que era de realizar eventos independentes e fora do circuito de clubes, o que abre caminho para que se comece a pensar na evolução da DKG para um formato de festival futuramente. Rafael Feliciano, o Erro, um dos fundadores do coletivo, contou com exclusividade pro Festivalando sobre esse desejo.

“Agora nós finalmente estamos indo em direção da nossa verdadeira ideia de festas. Essa festa que acontece no dia 17/12 será a primeira edição onde nós pudemos pensar em tudo e produzir a festa de acordo com o que a gente quer. A partir da evolução dessa ideia, do que rolar no ano de 2017, essa ideia de se tornar algo maior, como um festival, pode começar a tomar mais forma.”

“Nossas maiores referências e inspirações para isso, são festivais como Hard, Rampage, Buku e a Mad Decent, esse último segue um estilo bem mais dentro do que a gente faz e quer fazer de um modo geral, que vai além das festas, partem para marca de roupa, festas na rua, gravadora, etc”.

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Marcus David

O Brasil precisa de um festival de hard e afins, neam?

Caso o projeto de se transformar em um festival de hard venha a se concretizar, a DKG vai preencher uma lacuna no Brasil e atender uma demanda latente de público. O VJ do coletivo, Felipe Krust, com experiência nos bastidores de grandes festivais do Brasil, deu pra gente um panorama estratégico desse cenário.

“Acho que o Brasil precisa de um festival assim, abordando a música “não-tão-mainstream” e que ainda sim tem MUITO público no Brasil. Quando toquei o Marketing Digital do EDC Brasil 2015, via um bocado de pessoas que estavam indo mais empolgados em ver alguns artistas de dubstep e bass do EDC Brasil em 2015 (Adventure Club, Yellow Claw, Zomboy, Bro Safari, etc…) do que os “hypes” (Tiesto, Martin Garrix, afins..). Isso é só um exemplo simples do potencial de novos públicos de festival.”

“Como os próprios responsáveis pelos festivais “majors” aqui no Brasil disseram no RMC São Paulo 2016 este mês: fica difícil arriscar em trazer atrações deste cenário no momento que o mercado financeiro não está tão favorável pra apostar em uma mudança ou em algo que ainda precisa ter um investimento maior pra afinidade do público aumentar. Porém, valeria muito mais pra um grupo se desenvolver aos poucos assim e produzir – gradativamente – algo cada vez maior até chegar à um festival. Além de ir conquistando público fiel em cada edição, vai mostrando uma evolução que empolga, de fato, todas as marcas a investirem nesse outro lado da música eletrônica.”

Se você estiver em São Paulo neste sábado, já sabe o que fazer:

Ingressos aqui.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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