Desafio eDestinos: Como viajar com dois mil reais

Aqui no Festivalando já são comuns os cálculos de quanto custa viajar para um determinado festival. A ideia é sempre dar as estimativas mais baratas possíveis, mas nunca há um limite a ser gasto. Pois a hora do limite chegou. A eDestinos desafiou a mostrar como viajar com dois mil reais. O desafio foi aceito na viagem deste mês para o Lollapalooza Argentina e o Lollapalooza Brasil 2018.

Antes de detalhar como tudo aconteceu na prática, vale ressaltar o que a gente sempre diz quando fazemos os cálculos de quanto custa viajar para os festivais: há maneiras e maneiras de gastar dinheiro em uma viagem. Os seus hábitos, preferências, o período da viagem e as datas em que são feitas as reservas podem fazer variar os gastos.

Em resumo, não há uma única resposta para como viajar com dois mil reais; há muitas e algumas delas você vê a seguir.

Como viajar com dois mil reais: o que eu fiz

A viagem para o Lolla Argentina e Lolla Brasil já estava engatilhada. Eu tinha milhas que estavam prestes a expirar e vi que com elas era possível fazer uma viagem para a América do Sul.

O bichinho festivaleiro me deu uma mordida na hora, me mostrando que o mais certo a fazer era aproveitar a temporada dos Lollas para gastar essas milhas. Por isso, não houve custo com aéreo (SP-Buenos Aires). Também não entra na conta o ingresso pro Lolla Brasil.

Como, então, eu usei dois mil reais?

  • R$ 700 (hotel em Buenos Aires – sete noites em quarto individual)
  • R$ 400 (hotel em São Paulo – quatro noites em quarto individual)
  • R$ 300 (ingresso Lolla Argentina)
  • R$ 100 (seguro viagem)
  • R$ 500 (transporte, alimentação, passeios)

Veja bem que o ingresso do Lolla Argentina é ridículo de tão barato. Por outro lado, dos custos com hotel não se pode dizer o mesmo. Mas isso não quer dizer que este é o valor que você obrigatoriamente vai gastar com hospedagem numa viagem dessas.

Lembra-se do papo lá do início do texto sobre os hábitos de viagem interferirem nos gastos? Pois eu optei por reservar quartos individuais para ter mais conforto, privacidade e sossego para trabalhar. Optando por quartos compartilhados, esses gastos cairiam significativamente. Quer ver?

quanto dinheiro levar em uma viagem para o exterior

umpo via Shutterstock

Como viajar com dois mil reais: o que você pode fazer

Você pode usar R$ 2 mil para “n” destinos, mas para ficar dentro dos exemplos deste texto, o foco continua sendo os Lollas Argentina e Brasil. Considerando Buenos Aires, uma viagem para o Lollapalooza Argentina pode ficar dentro dos R$ 2 mil com um arranjo diferente do que eu fiz, e excluindo São Paulo.

  • R$ 800 a R$ 1 mil (passagem aérea tomando como referência voos partindo de São Paulo)
  • R$ 200 (hotel. Este era o preço no hostel em que fiquei em Buenos Aires para as mesmas sete noites, só que em quarto compartilhado)
  • R$ 300 (ingresso Lolla Argentina. Seja veloz e compre o Early Bird, o primeiríssimo lote!)
  • R$ 100 (seguro viagem)
  • R$ 400 (transporte, alimentação, passeios)

O que mais pesa neste caso é a passagem. Este valor de R$ 1 mil toma como referência voos saindo de São Paulo e considera os preços médios. Pode ser que você tenha sorte e encontre promoções com valores bem abaixo disso.

E o Lolla Brasil? A conta fecha?

Ainda é possível pensar num orçamento de R$ 2 mil para o Lollapalooza Brasil. Para a conta fechar, é preciso levar em conta o preço do Lolla Pass meia-entrada (estudante o social).

  • R$ 300 (um valor médio de passagem que pode ser tanto maior ou menor conforme o lugar onde você mora no Brasil)
  • R$ 200 (hotel em quarto compartilhado)
  • R$ 800 (Lollla Pass meia)
  • R$ 700 (transporte, alimentação e margem de segurança para as variações de passagem ou hotel)

Imagino que se vocês chegarem aí nos comentários vão mostrar outras contas possíveis, uma boa prova de que há muita flexibilidade dentro de um mesmo orçamento 😉

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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