pudim dinamarquesPolitiken.dk- Photo: JOACHIM ADRIAN

Conheça a sobremesa preferida da língua dinamarquesa

Rødgrød med fløde – por favor, tente falar essa maravilhosa expressão. Somente tente, pois tenho certeza que vai ser muito complicado para você que, assim como eu, é nativo da língua portuguesa! Na verdade, acho que essa expressão é quase impossível de ser dita por quase toda a humanidade que não nasceu na escandinávia… dá uma olhada nesse vídeo aqui da galera tentando falar essa parada:

Tente você também, siga o áudio:

E aí?! Conseguiu chegar perto dessa pronúncia maravilhosa, dessa língua linda e glamourosa que é a língua dinamarquesa (SQN elevado à vigésima potênciaaaaa…) hihihihi =) Como você pode perceber, a pronúncia correta parece alguém com ânsia de vômitos na nossa cultura.

Pois bem, digna de “três tigres tristes para três pratos de trigo”, Rødgrød med fløde é uma sobremesa super tradicional aqui na Dinamarca. Ao pé da letra a expressão quer dizer “mingau vermelho” com creme, ou pudim vermelho – apesar de que a textura é bem diferente daquilo que conhecemos como pudim em nossa culinária. A receita é um milhão de vezes mais simples do que a pronúncia dessa aberração fonética  [ˈʁœðˀɡʁœðˀ] é mole?? Um dado interessante da cultura aqui é que se você se sair bem na pronúncia disso, os dinamarqueses vão ficar todos vaidosos e te respeitarão bastante por isso. Falar corretamente Rødgrød med fløde pode ser um passaporte para você ser aceito em uma amizade, por exemplo, hahahaha!

Em alguns sites dinamarqueses, fala-se que a sobremesa é novinha, tem poucos séculos de vida. É geralmente muito comum no verão, quando todas as berries, ou frutas avermelhadas da Dinamarca começam a aflorar nos pomares. Eu provei, mas tive que passar por vários testes de pronúncia até poder colocar a colher na boca.Meu amigo dinamarquês  se divertiu horrores com minha cara enquanto eu tentava pronunciar, daí só depois de muita chacota é que rolou a sobremesa para mim. Deve ser por isso que achei tão bom, afinal, fiquei com fome depois de tantas horas terem se passado enquanto eu tentava hahahahaah! Maldade dinamarquesa, viu?!

Como a moça no vídeo a seguir ensina, basta você pegar uma boa quantidade de alguma fruta vermelha – pode ser morango, framboesa, cereja, ou então você mistura algumas delas, como é feito na receita tradicional. Daí, em seguida você corta as mesmas, joga na água, coloca açúcar a gosto e bota para fever. Depois de o açúcar ter engrossado um pouco a calda, você faz uma mistura com uma colher de amido de milho e água. Mexe bem e joga isso na água com as frutas até virar um mingau. Depois disso, você coloca algum creme por cima para finalizar. O que seria mais próximo do creme usado aqui na Dinamarca é o nosso creme de leite. Você só precisa “decorar” com ele, mais nada. Pronto, você tem uma sobremesa simples e internacional, fácil de fazer e comer, difícil pra kct de falar!

 

Para você que já desistiu de falar mas tá a fim de fazer a sobremesa, segue aqui uma receitinha que a gente fez e ficou “lækker”, como eles dizem aqui quando querem dizer que algo é muito gostoso – e o adjetivo vale para pessoas também, assim como a gente usa no Brasil 😉
Talvez a pronúncia até melhore quando encher a boca com a sobremesa, hehehe!

 

sobremesa dinamarquesa
Wikimmedia commons. Photo: Olaf Simons

 

Ingredientes:
175 gramas de framboesa

175 gramas de morango

175 gramas de groselha ( se não tiver a frutinha aí, pode colocar um pouquinho do xarope)

175 gramas de cassis ( se não tiver a frutinha, pode colcoar um pouquinho do liquor ou xarope, caso encontre).
lembre-se de que não é obrigatório ter todas as frutas junto =)
400 ml de água

150 g de açúcar

1 colher de chá de essência de baunilha

1/2 litro de creme de leite.

Preparo:

Lave e corte as frutas. Coloque-as juntas com a quantidade de água indicada. Acrescente o açúcar. Deixe a mistura ferver por mais ou menos 6 minutos. Quando você notar a calda mais grossinha um pouco, acrescente uma mistura de uma colher de sopa rasa de amido de milho com 200 ml de água. Mexa e acrescente essa mistura a mistura de frutas. Espero o caldo engrossar.
Despeje o caldo em tigelas e deixe esfriar.

Misture o creme de leite com a essência de baunilha e despeje sobre cada um das tigelas na hora de servir.

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário no mundo sobre Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Comecei a ir em festivais de metal internacionais em 2009. Desde então, viajar em busca da música, essa outra paixão, tornou-se um projeto profissional que hoje chamamos de Festivalando.

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