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como é se hospedar no the hostel vila marianaFotos Priscila Brito

Como é se hospedar no The Hostel Vila Mariana

São Paulo é minha segunda casa e tenho o meu cantinho preferido para ficar nessa cidade que de tempos em tempos vira um lar provisório pra mim. É na Paulista, ali perto da Consolação. Coisa de afinidade, questão subjetiva e muito pessoal. Mas em quase uma década indo e voltando da capital paulista (em alguns casos até sete vezes no mesmo ano!), já me aconcheguei em diferentes cantos. Já fiquei no centrão, quase cruzando Ipiranga com São João, em Pinheiros, Perdizes, no Paraíso e na Bela Vista. Agora foi a vez de conhecer a Vila Mariana.

Fiquei no The Hostel Vila Mariana na última semana de abril para tratar de negócios festivaleiros em São Paulo (tá pensando que Festivalando é bagunça? 😛 Somos moças de negócios). Tinha também um festival no meio do caminho, o Monsters. Mas por motivo$$ de força maior não foi possível estar presente.

Segunda unidade da rede em São Paulo (tem outro The Hostel na região da Paulista), o The Hostel Vila Mariana tem na localização o ponto mais forte. Numa cidade tão grande e com tantos problemas de mobilidade como São Paulo, estar bem localizado é essencial pra facilitar sua vida, e por bem localizado entenda estar perto do metrô.

Quanto mais perto melhor, e neste caso estamos falando de um hostel que fica no quarteirão seguinte a uma estação do metrô, a Ana Rosa. Tem um ponto extra aqui porque a estação Ana Rosa está integrada às linhas azul e verde. Isso te ajuda a poupar tempo eliminando algumas integrações dependendo do trajeto que você tiver que fazer.

Outro ponto positivo é que a rua em que está localizado o The Hostel é bem movimentada e bem comercial, com supermercados, farmácias, restaurantes e fast food, aqueles serviços de que a gente sempre precisa em qualquer lugar do mundo.

Como é se hospedar no The Hostel Vila Mariana

Quem gosta de uma graça a mais vai achar interessante saber que o The Hostel Vila Mariana está instalado em um castelo construído em 1926 e tanto externa quanto internamente muitos dos detalhes arquitetônicos foram mantidos, como vitrais, afrescos, piso e ornamentos na sacada das janelas.

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Apesar da construção datar de décadas, nota-se que as instalações são bem conservadas, reflexo da inauguração recente do hostel (no segundo semestre de 2014). Além disso, a decoração dos espaços é bem descolada e divertida. Há ainda limpeza frequente dos quartos e outros espaços. A propósito, o pessoal que cuida da arrumação e os funcionários de um modo geral são muito simpáticos e receptivos. Um ponto a favor do hostel.

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Quarto

Fiquei oito noites no quarto feminino compartilhado. São oito camas e há um aproveitamento interessante do espaço. Há um cantinho com pufe, poltrona e penteadeira (há quanto tempo não me deparava com uma!), uma mini-área de convivência bem simpática. Nessa parte também ficam os lockers, que têm espaço bem razoável (dá para colocar uma mala de mão). Um ponto negativo aqui é que as camas todas têm tomadas, mas não têm luminária individual como informa o site. Ter sua própria iluminação quando você divide o quarto com mais sete pessoas faz muita diferença.

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Problemas

Há banheiros nos dois andares, mas apesar de ter ficado no primeiro andar, acabei utilizando mais os chuveiros do segundo. A água é aquecida por pressão e me pareceu que às vezes ela não chega com força suficiente para aquecer a água das duchas do andar de baixo. A água oscilou várias vezes entre quente e fria, mesmo abrindo somente o registro para saída de água quente e deixando o de água fria completamente fechado. Quando passei a tomar banho somente no andar de cima deixei de enfrentar esse problema.

Um outro problema do primeiro andar que precisa ser resolvido é a questão do barulho. Há quatro quartos rodeando a recepção e é natural que as pessoas usem o espaço para conversar. Mas houve vários dias em que as conversas passaram da meia noite ou começaram muito cedo, lá pelas seis da manhã. Foi impossível não ter o sono interrompido. Sempre fui acordada muito antes da hora por essas conversas. Um toque de silêncio a partir de determinada hora da noite até certa hora da manhã poderia ser uma solução. É uma alternativa que vi sendo usada no hostel que fiquei em Bogotá, em março, onde os quartos também ficavam bem próximos das áreas de convivência).

Café da manhã

O café da manhã é simples, mas em concordância com o valor da tarifa. Há pão, torrada, bolo, biscoitos variados, geleia, cream cheese, manteiga, leite, suco e café. É servido das 7h30 às 9h30, mas poderia ser estendido em ao menos meia hora, principalmente tendo em vista que quem fica no andar de baixo nem sempre dorme direito por causa do barulho e sente a necessidade de uns minutinhos a mais na cama.

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A cozinha onde o café é servido é equipada com fogão, micro-ondas, sanduicheira e geladeira. Seria legal se houvesse separação do lixo reciclável. Talheres, copos e pratos usados no café da manhã são recicláveis, fora as embalagens de manteiga, geleia e cream cheese. Me incomodou muito ver que diariamente eu estava produzindo tanto lixo que não seria reaproveitado.

Compensa

Quem busca uma acomodação barata em São Paulo vai encontrar no The Hostel Vila Mariana uma boa opção, que virá acompanhada de boas instalações e ótima localização. Há acertos a se fazer. Mas o pessoal da recepção se mostrou aberto a ouvir os hóspedes ao pedir que eu fizesse comentários sobre a estada nas redes sociais e sites especializados. Que sigam por este caminho 😉

The Hostel Vila Mariana

Rua Domingos de Morais, 775, Vila Mariana, São Paulo
Diárias a partir de R$ 39
Reservas aqui #ap

O Festivalando se hospedou a convite do The Hostel Vila Mariana

O Festivalando faz parte do programa de afiliados do Booking.com. Isso quer dizer que fazendo as reservas no Booking através dos nossos links, você ajuda o site a ganhar uma pequena comissão, mas não paga nada a mais por isso.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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