Aquilo que não vi na Cidade do Rock

Roda gigante, rock street, apresentação de street dance, stands de “x” marcas, tirolesa, karaokê, tatuagem, game… ufa!! Tudo ao mesmo tempo agora, mas, por favor, uma coisa de cada vez!

Foto: Victor Nomoto / I Hate Flash/Rockinriooficial

Foto: Victor Nomoto / I Hate Flash/Rockinriooficial

Sem dúvida, entrar na cidade do rock significa ter muitas opções de entretenimento, apesar de eu desconfiar que a maioria das pessoas deveria ou estava ali por um motivo: os shows. Não se trata de fazer uma crítica à presença das atrações, mas sim de achar bem complexa a ideia de que dá para aproveitar tudo. Para mim, a experiência de um show é única. Por isso, nem a pau que eu ficaria assistindo a um show meio de lado, meio longe, enquanto espero desembolar a fila da tirolesa. Mas óbvio que dá vontade de fazer essa cacetada de coisas. Só que não na hora dos shows. Penso que é tipo uma overdose de entretenimento.

Ariel Martini / I Hate Flash/Rock in Rio

Ariel Martini / I Hate Flash/Rock in Rio

Será que a gente não pode parar e simplesmente conversar ou contemplar a vida entre um show e outro? Será que essa multiplicidade de estímulos é mesmo uma característica dos festivais do século XXI? Vi tudo que eu queria no Rock in Rio, mas ao mesmo tempo a sensação do “Rock in Rio que não vi” foi inevitável.

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário no mundo sobre Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Comecei a ir em festivais de metal internacionais em 2009. Desde então, viajar em busca da música, essa outra paixão, tornou-se um projeto profissional que hoje chamamos de Festivalando.

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