de berlim a potsdamFotos Priscila Brito

Um pulinho de Berlim a Potsdam

Passei duas semanas em Berlim e, se dependesse só da minha pessoa, não teria arrastado o pé de lá por nada nesse mundo. É muito amor por aquela cidade, gente. Na verdade, só saí de lá por motivos de: não posso virar uma imigrante ilegal na Europa. Mas o dever de turista bateu à minha porta naqueles 15 dias berlinenses e me fez separar um dia para conhecer Potsdam, cidade que fica ali pertinho da capital alemã, mais precisamente a 27 km de distância.

Indo de Berlim a Potsdam

Como é fácil ir de Berlim a Potsdam, achei que valia o sacrifício de abandonar a capital por um dia. Basta pegar a linha 7 do S-Bahn (os trens metropolitanos de superfície) em direção à estação Potsdam Hauptbahnhof. O S7 faz conexão com várias outras linhas de trem e metrô de Berlim, inclusive com as principais, como a estação da Alexander Platz, o que torna fácil o acesso à linha. O trajeto dura aproximadamente 40 minutos. Para viajar até a estação de Potsdam você vai precisar de um bilhete válido para a zona C. Há bilhetes diários e de sete dias que cobrem as três zonas (ABC) nas quais se divide o sistema de transporte público de Berlim, mas é possível também complementar bilhetes que a princípio cobrem só as zonas A ou AB.

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Roteiro: o que fazer em Potsdam

Mas o que fazer em Potsdam em apenas um dia, nesse esquema de bate-volta? A maioria só vai à cidade atraída pelo Parque Sanssouci, complexo palaciano que inclui dentre suas principais atrações o palácio de mesmo nome, residência de verão de Frederico, o Grande, rei da Prússia em meados do século XVIII. Só que ir ao Sanssouci foi o que eu não fiz. São cinco palácios/palacetes e jardins distribuídos por um mega-parque de quase 300 hectares e cuja visita me tomaria um dia inteiro, conforme aprendi na minha ida a Versailles, na França. E como também aprendi em Versailles, quem entende melhor de palácio nesse mundo é francês. #prontofalei

Eu só queria dar um rolezinho nas ruas de Potsdam, ver qual era a da cidade. Passando o dia lá, descobri felizmente que a cidade é uma boa para andar sem compromisso e fugir um pouco da aceleração de Berlim, e também atende aos desejos de quem quer fazer aquele turistão padrão, que não inclui só o Sanssouci. Até sem querer, você vai se esbarrar em monumentos e lugares que contam um pouco da história da cidade.

Impressões

Potsdam conserva um certo clima bucólico e pacato, com algumas ruas menores, mais estreitas, menos cheias de gente (talvez o dia cinzento e chuvoso tenha influenciado), além daquela arquitetura bem fotogênica, típica das cidades europeias. É uma boa para respirar e pegar um pouco de fôlego diante da intensidade que é Berlim. Descobri que é uma boa também para fazer aquelas compras inevitáveis de viagem, já que as lojas por lá, consequentemente, são mais vazias também. A fofíssima Brandenburger Straße, rua exclusiva para pedestres, é um bom lugar para surtar sem muvuca na H&M, por exemplo.

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Nos arredores você vai acabar se esbarrando com os principais monumentos da cidade. Há a igreja de São Pedro e São Paulo. Também o Naunener Tor, um portão em estilo neogótico que concentra uma boa dúzia de restaurantes. Há ainda um mercado a céu aberto às quartas e sábados e o Portão de Brandenburgo. Oi? Mas esse não fica em Berlim? Também. São dois portões de Brandenburgo na Alemanha, ambos encomendados pelo tal Fredericão do início do texto (repetitivo ele, né?). Porém, o portão de Potsdam pode reivindicar para si o título de primogênito: foi inaugurado em 1770, 21 anos antes do seu irmão mais novo e celebridade do turismo mundial, lá em Berlim.

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Um pedaço da Holanda

Perto dali você vai topar também com o quarteirão holandês, resquício da imigração holandesa em Potsdam. Para além da arquitetura típica das Netherlands, elemento que salta aos olhos de imediato, vale prestar atenção no que funciona em cada uma dessas portinhas. Há ateliês de moda, brechós, galerias de arte, antiquários e restaurantes. Tudo no padrão charmoso, fofinho e cenográfico da cidade.

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Como fiz tudo a pé e me empolguei demais na H&M, faltou tempo para dar uma olhadinha em dois locais que me chamaram atenção. O Filmpark Bablesberg, uma espécie de museu e parque temático dedicado à história do cinema e da TV. E também a Kommandantenhaus, memorial sobre a repressão policial no século XX. Ele foi construído simbolicamente em um prédio onde nazistas praticaram sessões forçadas de esterilização. Esse mesmo prédio também abrigou a antiga prisão utilizada pela Stasi, divisão de inteligência da polícia da Alemanha Oriental.

Conclusão: de Berlim a Potsdam é só um pulinho, mas se você tiver tempo e disposição, o passeio pode render muito. Talvez até mais de um dia.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora também coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Além de uma das mães do Festivalando, sou colaboradora da Mixmag e do Brasil Post e autora do Porque eu gosto de música. Também ajudei Paul McCartney a falar uai em pleno Mineirão.

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