" /> Um show pra não perder no Lolla: o Fatnotronic e suas brasilidades | Festivalando
Ruda Cabral/Divulgação

Um show pra não perder no Lolla: o Fatnotronic e suas brasilidades

Não importa muito como uma tal balearic brazilian boogie acid disco deve soar, e sabe-se lá se essa definição é realmente séria vindo de quem vem – Gorky e Phillip A., mas é fato que o show que a dupla Fatnotronic vai fazer no Lollapalooza no domingo (29), às 13h15, é um dos mais imperdíveis do Palco Perry.

Cabe muita coisa boa no baú desses dois moços e uma das mais interessantes delas é uma certa brasilidade eletrônica que vem ganhando cada vez mais corpo e espaço no repertório. A brincadeira consiste basicamente em fazer edits e remixes de pérolas nada óbvias da música malemolente-gingada-pra balançar brasileira dos anos 1970.

Começou com um remix de “Margarida”, do Harmony Cats, trio feminino de disco que se lançou no Brasil naquela década em questão. Pelas mãos do Fatotronic, a faixa virou nada menos que uma das cinco músicas que mais inspiram Fatboy Slim, segundo o próprio.

A coisa cresceu quando Diplo, outra atração do Lolla com seu Major Lazer, e que adora um batidão brasileiro, convidou a dupla para produzir uma mixtape para seu programa na Radio One da BBC, às vésperas da Copa do Mundo, no ano passado. O resultado é uma hora de Tim Maia, Gretchen, Moraes Moreira, Djavan e outros nomes tropicais liquidificados na eletrônica do Fatnotronic.

Tudo ficou mais sério neste ano, quando saiu pelo selo californiano Chit Chat records o primeiro EP da dupla, “Brazilian Compilation Series Vol. 1”. Além de ter incorporado o remix de “Onda”, de Cassiano, presente na mixtape feita para o programa de Diplo, o EP tem uma produção inédita nessa onda de brasilidade eletrônica, “Gold and Timber”, parceria com a Alcatraz Black Band, trazida diretamente do universo disco brasileiro dos anos 1970.

Aguardo ansiosamente para ouvir ao vivo pelo menos uma parcela disso tudo no show do Lolla, ok, rapazes?

O Festivalando é Embaixador Oficial do Lollapalooza Brasil. Leia mais sobre o festival aqui.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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