O maior ( e gratuito) festival de música eletrônica da Escandinávia: Distortion

Deixei Copenhague ontem para ir à Sölvesborg, na Suécia, para ver o Sweden Rock. Contudo, um outro grande festival tem feito parte da minha rotina, um festival bem difícil de se ignorar para falar a verdade, tão grande ele é – cartazes foram afixados em toda região central de Coepnhaguem lembrando às pessoas que de 3 a 7 de junho a festa acontece em todas as ruas, sem parar – não se estaciona carro, não circula o mesmo tráfego e não existe lei do silêncio: é o Distortion, festival de música eletrônica que toma as ruas da capital dinamarquesa, as enche de DJs , música, gente descolada e muita alegria, com cerveja, claro, do jeito que os dinamarqueses gostam! Olha só como foi no ano passado:

Os amantes da música eletrônica e dos festivais do gênero devem abrir um espaço digno na agenda festivaleira para o Distortion. A cultura dos clubes e das festas de rua são celebradas no melhor estilo, num festival que te faz interagir na cidade e com a cidade. E o melhor, boa parte das festas de rua são gratuitas – no entanto, se você quiser dar uma contribuição para a limpeza, você pode pagar entre 13 e 100 coroas dinamarquesas (7 e 50 reais) para a Gadearmbånd, ou pulseirinha da rua, como também é chamada a fundação que gerencia essa parte.

Os preços dos demais ingressos – para festas ou para os passes de todos os dias em todos os lugares de Copenhague variam entre 170 e 570 coroas ( 85 e 280 reais). Aqui está um site onde você pode ter a informação precisa dos preços de ingressos, dependendo de onde queira ir. Vale lembrar que o “Hele Købehavn” é uma passe para todos os dias, locais, festas de rua e ainda te dá descontos no transporte público. Ele custa 570 coroas, ou 280 reais.

A semana do Distortion começa com grandes festas nas ruas de Copenhague, nos distritos de Vesterbro e Nørrebro (duas das vizinhanças mais legais de cph, diga-se de passagem). Neles são montados 40 palcos e pequenos eventos musicais todos os dias. Essa parte do festival acontece durante o dia. Já as noites são reservadas para a parte do festival chamada Distortion Club, que acontece, obviamente nas casas noturnas, bares, museus e espaços de entretenimento.

Mais de 100 mil pessoas vindas de todos os lugares do mundo ocupam essa grande festa, todos os dias. Marcas que organizam eventos em todo o mundo também estão envolvidas na realização do Distortion. Vice Magazine, Fabric – London, Resident Advisor, Adidas, Ed Bangers, Kompakt, Trouw – Amsterdam, Fact Magazine, Red Bull Music Academy são algumas delas.

distortion cph

Official Distortion

O fim de semana vem com a grande festa de encerramento, a Distortion Ø, que acontece na área do porto de Copenhague, também Com 9 palcos este ano e várias tendas e espaços para festa. Artistas como Hot Chip, Simian Mobile Disco, Spank Rock, Sebastien Tellier, Diplo & M.i.a. São exemplos das atrações que passam pelos palcos e casas em que ocorrem o festival.

Esse ano, encontramos no line up artistas talentosos dentro da música eletrônica e dance music, nomes locais e também internacionais: TWRK, Beatrice Eli, Blank Mass, Yungest, Actress, Anthony Naples, Anya , Axel Boman, Barnt, Berlin Zoo DJs, Bok Bok , Brodinski presents Brava, Cashmere Cat, Code Walk, Dj Koze, Kant , Kenton Slash Demon, Kesi, Khalazer, Laid Back , Lena Willikens, Liss , Louis Currency , Mission, Noir , Oh Boy! , Okat, Omar Souleyman, Sekuoia, Sophie, Thomas Barfod,Wooden Wisdom feat. Elijah Wood e muito mais!

Caos orquestrado, ou um evento que transforma as ruas em uma grande boate – assim também gostam de se referir ao Distortion. O festival usa toda a infra estrutura da cidade – O que nao poderia ser melhor , e ainda conta com muitos voluntários.Tudo planejado com antecedência, como manda o figurino na escandinávia. Nascido em 1998 como uma festa no clube Mantra, no Tivoli, o Distortion tomou proporções maiores e muito interessantes a partir de 2000, quando usou o espaço da cidade para garantir a alegria dos locais e visitantes.

Já abriu espaço na sua agenda para ele? Eu abriria! Aliás, mesmo cansada da maratona de um outro festival, tenho pensado seriamente em abrir mão do meu sono de domingo para conferir de perto e encerramento dessa grande catarse em forma de festival.

E se você também se decidiu por vir, Lembre-se que temos um tanto de dicas de viagem para a escandinávia e Copenhague, inclusive a mais importante: as dicas para economizar!!!

 

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

2 comments

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  1. Rodrigo Airaf 4 junho, 2015 at 12:08 Responder

    Meu deus! É tipo um carnavalzão só que DE MÚSICA ELETRÔNICA. Festival na rua na Dinamarca… 40 palcos… evento da Fabric London, da Vice e da Kompakt… line-up com Cashmere Cat, Brodinski e Noir… é muito pra eu superar no momento. Aqui jaz menino Rodrigo.

    • Gracielle Fonseca 8 junho, 2015 at 08:02 Responder

      hahaha,Rodrigo Airaf, esse festival mexe com a escandinávia e proximidades inteira. Tem que ver que massa que é! E o mais impressionante, é realmente um caos orquestrado. Programe-se para vir no próximo ano 😉

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