O festival de heavy metal mais frio ( do sul de Minas)

A temperatura média no município de Varginha, Minas Gerais, gira em torno dos 20 °C. Agora imagina isso numa noite de outono  ou inverno, estações em que geralmente o Roça ‘n Roll acontece, no meio de uma fazenda cercada por mato e água… preciso dizer que, minha sensação térmica é praticamente do frio da Noruega me arrebatando pelada no meio do Fjord.

Apesar de que, este ano, com a mudança de data do festival para o mes de maio ( as edições anteriores foram em junho), a temperatura estava menos severa, o que permitiu que eu colocasse minha snow gear só ao fim do evento. É isso mesmo – agasalho quase que para a neve! sobretudo, luva e gorro.

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Aliás, essa é uma ótima oportunidade para todos os góticos brasileiros usarem toda aquele indumentária sem derreter no calor. No Roça, meu bem, sua pasta d’água não vai derreter e escorrer em forma de um suor de maizena… oh, disgusting!

Tem gente que combate esse frio de outras maneiras também, lá na banquinha dos destilados. Mas, como muitas pessoas voltam para casa dirigindo, eu não recomendaria esse tipo de aquecimento corporal, a não ser que se tenha carona para casa ou se durma no camping. Aliás, dormir no camping do Roça deve ser uma opção muito complexa para mim. Certamente eu teria que usar um saco de dormir Deuter -10°C para conseguir pegar no sono, e uma barraca preparada para neve também. Pois é,  não curto sentir frio!

Outro jeito de espantar o frio é  comer um caldinho de feijão ou mandioca, sempre presentes nesse festival. Tinha também canjica doce e leite quente.

Agora, se mesmo assim você sentir frio, há dois outros conselhos. Ou vc se enfia na muvuca em frente aos palcos e por lá fica e aguenta todas as consequências que uma muvuca de perto de palco pode ter.  Se bem que, no Roça, ela dura pouco tempo e é uma muvuca menos árdua de suportar do que a de outros festivais. O último conselho seria andar, andar, andar , tipo medindo o lugar do show mesmo.

Tem gente que ainda leva cobertorzinho. Achei digno. No próximo Roça vou considerar essa opção, por menos glamourosa que ela pareça.

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

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