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Do hostel ao cinco estrelas: 17 hotéis em São Paulo para ficar durante festivais

Se você vai a festivais aqui no Brasil, fatalmente, em algum momento, irá a algum festival em São Paulo. É o epicentro do showbizz e a grande concentração de festivais está lá, sejam eles grandes, médios ou pequenos. Lollapalooza? Maximus? Não tem como escapar de São Paulo. As minhas primeiras viagens para shows e festivais, saindo daqui de BH, foram para São Paulo, assim como viagens a trabalho e por outros motivos pessoais também. Já são quase dez anos de vai-e-vem constantes pra lá. É uma média de três ou quatro viagens por ano. A essa altura eu já sou quase uma semi-moradora da cidade, a ponto de dar informação na rua pras pessoas! Sério.

Com tanta viagem, dá até para fazer um ~Guia da Priscila de Hotéis em São Paulo~. E é mais ou menos isso mesmo que esse post é: uma compilação de todos os hotéis que eu já fiquei na cidade nesses anos todos. Ou pelo menos daqueles que eu consegui lembrar. Como eu fui em diferentes momentos da vida – estudante, empregada, frila, convidada, com muito dinheiro, numa economia brava – acabei ficando em hotéis de todo tipo. Fiquei em hostels, hotéis de rede, mais familiares e cinco estrelas. Isso justifica mais ainda a estruturação desse guiazinho, pois oferece uma gama diversificada e até um pouco mais real das alternativas de hospedagem em São Paulo.

Eu separei os hotéis justamente pela categoria e para cada um dou minhas impressões sobre minha experiência. Talvez algumas coisas possam ter mudado para melhor ou para pior desde que eu me hospedei, mas isso é inevitável e de certo modo imponderável. De qualquer forma, acredito que é uma referência bastante útil pra quem está indo para a cidade, evitando perder tanto tempo assim procurando uma hospedagem legal.

17 opções de hotéis em São Paulo

HOSTELS

Brazilodge All Suites

Até o presente momento, este é o melhor hostel onde eu já me hospedei. Na vida. O conceito é ótimo: é um hostel com estrutura e serviços inspirados em hotéis de rede. Os quartos são compartilhados, mas todos têm banheiro interno (o que elimina uma das partes mais chatas de se ficar em hostel, que é ter que sair do quarto para ir ao banheiro). Isso não é exatamente novo, mas a qualidade e a modernidade das instalações em geral e dos quartos (com direito a portas com abertura eletrônica, por meio de senha) coloca o Brazilodge alguns níveis acima dos demais. O café da manhã também está mais para café de hotel que para café de hostel.

Fica a alguns quarteirões da estação Ana Rosa e o preço é bem próximo dos demais hostels da cidade, mesmo a qualidade sendo superior, o que torna o lugar ainda melhor.

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The Hostel Vila Mariana

Fica num castelinho charmoso na Vila Mariana. Fui inicialmente convidada, mas acabei me hospedando lá outras vezes, inclusive junto com a Gra, porque o hostel é realmente bastante agradável. Tem um clima mais caseiro, por ficar num casarão antigo, e os preços estão sempre bons, até de última hora – acredito que por não ser necessariamente a região que todo mundo procura quando vai a São Paulo.

Os arredores são ótimos, com bastante comércio, e o hostel fica a pouquíssimos passos da estação Ana Rosa, que é um coringa, pois dá acesso às linhas azul e verde do metrô.

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The Hostel Paulista

É irmão do hostel acima, como o nome indica. A localização é excelente, na rua Pamplona, a dois quarteirões da paulista e da estação Trianon-Masp. O preço também é bem razoável. Em comparação à unidade da Vila Mariana, acho que fica devendo no quesito conforto – os quartos são menores e as instalações não têm aquele ar de coziness, parece mais um internato labiríntico. Se isso não for um problema pra você, vale a pena.

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Kéra Smart Hostel

Fica instalado numa casa ao lado da estação Vila Madalena. É bem pequenino, mas bem acolhedor e com um staff bastante simpático. O café da manhã é básico, mas muito preparado com um certo cuidado, bem naquele estilo “fazendo algo simples, mas gostoso pra visita de casa”. Pra quem gosta da Vila Madalena, é uma boa opção.

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Garoa Hostel

Fica em Pinheiros, bem próximo à estação de metrô Faria Lima. Ou seja, tem na localização um de seus pontos fortes. O preço das diárias costuma ser competitivo. Fica instalado onde antes costumava ser uma casa, o que dá um ar mais confortável à estadia. O café da manhã incluído na diária é bem simples e básico, mas a cozinha vende bolos, omeletes e outros quitutes para os hóspedes. É um gasto a mais, mas há a vantagem de tudo ser fresco, preparado na hora.

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Traipu Eco Hostel

Nem parece que é São Paulo. Fica numa casa com piscina nos fundos e um monte de árvores na entrada, encrustada em Perdizes. Talvez encrustada até demais, porque a caminhada até a estação mais próxima, a Barra Funda, é meio longa. Pra quem gosta de dar preferência para o transporte público, pode não ser tão legal assim. É uma opção interessante pra conhecer São Paulo em outro ritmo, aquela coisa bem “de bairro”. Recomendo se for para festivais e shows nos arredores: Arena Palmeiras, Memorial da América Latina, Espaço das Américas e Audio Club.

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TRÊS ESTRELAS/INTERMEDIÁRIOS/REDES

Hotel Turiassu

Esse hotel também é interessante para quem for a festivais e shows na região da Barra Funda. Um ponto mais positivo em relação ao hostel citado acima é que ele está mais próximo da estação da Barra Funda. As instalações são bem simples, mas o preço para um quarto individual é um dos melhores que vai se encontrar na região, justamente por não ser um hotel de “grife”. A Turiassu é uma rua ótima, com bastante comércio e outros serviços por perto.

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Hotel San Raphael

Fica bem no coração do centro de São Paulo, mais precisamente no Largo do Arouche – aquele que a gente ouviu tanto falar no Sai de Baixo. É uma localização boa pra quem gosta dessa região da cidade. Tem um senhor café da manhã, bem típico de hotel (me lembro de que em uma das vezes que fiquei lá tinha até carolina no buffet!). É um hotel com estilo mais antigão, decoração mais pomposa, com muita família hospedada e um preço competitivo com os hotéis de rede.

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San Juan Business

É do mesmo grupo do San Raphael e fica relativamente próximo do mesmo, ainda ali no centrão. O nível é bastante semelhante ao do hotel irmão, com alterações de preços em relação ao San Raphael que vão depender mais da temporada e da lotação do que da qualidade em si.

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Ibis Budget São João

Continuamos no centro de São Paulo. Quem já ficou num Ibis Budget da vida já sabe o esquema: quartos com espaço econômico (a única exceção pra mim, por enquanto, foi o Ibis Kurfuerstendamm, de Berlim, cujo quarto era suuuper espaçoso), café da manhã padrão pago à parte. O que conta sempre positivamente para qualquer hotel da família Ibis é a boa localização – neste caso, a estação mais próxima é a Santa Cecília, da linha vermelha.

Ibis Budget Paulista

Esse aqui é um hotel coringa pra quem vai a festivais em Interlagos (alô, Lolla! alô, Maximus!). O hotel fica ao lado da estação Paulista, e ter acesso direto à linha amarela do metrô é vida quando é preciso ir até Interlagos, pois otimiza-se muito o trajeto de trem até lá. Está sempre cheio, por isso é bom olhar a reserva com antecedência para pegar tarifas melhores. Em época de festival, é como se tivessem alugado o hotel inteiro só pra galera que vai pros shows.

Mercure Central Towers

O Mercure já se encontra alguns níveis de qualidade acima no cardápio de hotéis da Accor e essa unidade do Paraíso não foge da regra. Quartos espaçosos e facilities como sala de ginástica e piscina aquecida. Claro, não é barato, mas pode ser interessante pra quem vai acompanhado e tem com quem dividir a diária. Não sei se é uma prática comum, mas quando eu fiquei lá, quando fui para o Lolla 2013, eles me concederam um upgrade de quarto no momento do checkin sem custo nenhum. A estação de metrô mais próxima é a São Joaquim.

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Hotel Matiz Guarulhos

Uai, saímos de São Paulo? Pois é. Mas achei que valia a pena registrar esse hotel que fica nos arredores do aeroporto de Guarulhos, pois ele é do tipo hotel quebra galho. Eu precisei passar uma noite lá por causa de uma alteração de última hora de um voo meu que estava voltando de Buenos Aires. A conexão pra BH, que seria inicialmente no domingo à noite, foi transferida para a manhã de segunda. É uma boa opção quando você tem voos assim bem cedo e precisa estar perto do aeroporto.

Basicamente, é um hotel que serve pra quem está em situações como essa que eu experimentei – chegar e voltar pro aeroporto em poucas horas. Tanto que eles oferecem transfer gratuito pra quem chega e pra quem vai para o aeroporto.

CINCO ESTRELAS/EXECUTIVOS

Meliá Paulista

Definitivamente, é meu hotel preferido dessa lista toda, desde os tempos em que ele operava sob a bandeira do Caesar Business. Como se não bastasse ser cinco estrelas e simplesmente dividir a calçada com a entrada da estação Consolação, fica no meu ponto preferido de São Paulo, que é a Paulista (e lá pra ponta final, que é mais interessante ainda).

Tem toda aquela pompa de hotel cinco estrelas. Travesseiros e toalhas super macios, amenities de todo tipo no banheiro e um bombom com um desejo de boa noite te esperando no quarto quando você volta da rua. A vista que se tem da Paulista é ótima. No café da manhã, além de um banquete matinal, tem um chef a postos pra fazer, na hora, o que você escolher: tapiocas doces e salgadas, ovos mexidos e waffles.

É claro que o valor da diária está longe de ser barato, mas não é nada estratosférico e fora do alcance. Isso vale mais ainda para as tarifas de fim de semana. Como o hotel tem um perfil mais executivo, e acolhe quem vai fazer negócios na cidade durante a semana, nos fins de semana as tarifas caem um pouquinho.

Vale a extravagância de vez em quando por motivos de todos nós merecemos uma mordomia na vida. Sobrou um dinheiro? Faz esse agrado pra você, sem culpa, nem que seja uma vez só.

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Transamerica Executive 21st Century

Além do alto padrão das instalações, tem um quê de praticidade, pois os quartos têm uma mini-cozinha, com microondas, cafeteira e frigobar. Está nos Jardins, há umas seis quadras da Paulista, e por isso o deslocamento pode acabar ficando mais caro. Eu fiquei lá quando fui a São Paulo a trabalho, a convite de uma empresa de beleza, quando trabalhava em jornal. Por essa razão havia transporte particular disponibilizado pela empresa que me fez o convite, o que facilitou meu deslocamento. Em condições normais, pode ser necessário apelar para Uber/Taxi.

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Transamerica Executive Congonhas

O (alto) padrão é o mesmo do hotel acima, naturalmente, por se tratar da mesma rede. Eu optei por esse hotel quando fui ver o U2 na 360° Tour. Eu precisava voltar num voo cedo no dia seguinte para trabalhar à tarde. O hotel fica grudado em Congonhas e oferece transfer gratuito para o aeroporto. É uma mão na roda em situações desse tipo. Claro, ainda tem todas as vantagens e conforto de se ficar em um hotel executivo, com uma cama imensa e um quarto super confortável.

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Clarion Faria Lima

Tem toda aquela mordomia e conforto de um hotel cinco estrelas. Quartos espaçosos, mesmo os da tarifa mais barata. Mais que espaçosos, os quartos são bem equipados com uma mini-cozinha embutida. Sempre que o serviço de quarto faz a arrumação, deixa um agradinho: caramelos, biscoitos amanteigados. Todos os quartos têm varanda e há uma piscina coberta no topo do prédio, com uma vista maravilhosa para São Paulo.

O café da manhã é farto, com opções variadas o suficiente para se fazer um brunch. Fica numa das ruas que corta a Faria Lima, no ponto da avenida já distante do metrô. Ônibus, táxi e uber são as alternativas de transporte. A tarifa pode pesar um pouco para quem se hospeda sozinho (vale considerar o custo/benefício, de qualquer forma), mas pode ser um grande negócio para quem tem companheirx para dividir o valor da diária.

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O Festivalando faz parte do programa de afiliados do Booking.com. Se quiser, saiba mais detalhes da nossa política comercial.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora também coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Além de uma das mães do Festivalando, sou colaboradora da Mixmag e do Brasil Post e autora do Porque eu gosto de música. Também ajudei Paul McCartney a falar uai em pleno Mineirão.

2 comments

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  1. Renan 16 janeiro, 2017 at 00:39 Responder

    Hoje pra ficar em hotel/hostel só se for mais de um dia. Geralmente quando vou para shows ou festivais de um dia é sempre no bate e volta, já que moro no Rio e é mais fácil. No quesito economia eu prefiro os hosteis mesmo. Vou anotar de dica esse Brazilodge All Suites para as próximas vezes que for a Sampa ficar mais de um dia. Vem cá: o Festivalando vai sortear ingressos pro Lolla? Ano passado vocês sortearam. Esse ano provavelmente não irei por conta do Rock In Rio e Maximus e também por causa da grana curta. Cada escolha é uma renúncia, não é?

    • Priscila Brito 16 janeiro, 2017 at 09:45 Responder

      Ei, Renan! A gente sabe muito bem como é ter que sacrificar um festival em benefício de outro! Estamos na batalha para ver se vai rolar sorteio de ingresso pro Lolla. Em breve vamos saber se vai ser possível ou não.

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