finlândia tuska open airFotos Ivan Coluchi

24 horas de sol e heavy metal na Finlândia: Tuska Open Air

Hoje a seção Leitor@ Festivaleir@ complementa perfeitamente o giro que o Festivalando fez pela Europa neste verão do Hemisfério Norte. Depois de passarmos pelo Sweden Rock (Suécia), Hellfest (França), Roskilde e Metal Magic (Dinamarca), o Ivan Coluchi colabora conosco com um relato do Tuska Open Air, na Finlândia.

Quem tem vontade de ir ao festival vai ficar mais disposto ainda depois de ler o relato do Ivan. Os elogios aos shows e à estrutura são muitos, sem contar a experiência peculiar de ver shows às 23h com o sol brilhando – coisas do verão escandinavo.

Se você também quer compartilhar sua experiência de uma viagem para um festival, fique à vontade. É só mandar pra gente seu texto e fotos no e-mail [email protected] 😉

TUSKA OPEN AIR – Por Ivan Coluchi

Entre 26 e 28 de junho aconteceu o Tuska Open Air Metal Festival em Helsinque, capital da Finlândia. Tuska, em finlandês significa “agonia”, mas o evento não tem nada de agonizante. Realizado anualmente desde 1998, o Tuska é um dos festivais mais pesados do país.

Confira abaixo o line up desse ano, que foi dividido em 3 palcos:

finlândia tuska open air

Se muito nomes parecem estranhos ou pouco conhecidos, é porque o Tuska investe bastante em bandas da região nórdica (principalmente Finlândia e Suécia). O evento acontece próximo da região central de Helsinque, o que facilita o acesso.

Uma dica: se algum dia você for ao Tuska, leve óculos escuros e protetor solar, porque o festival é realizado no meio do verão finlandês, quando os dias são mais compridos. Como o sol estava se pondo à meia-noite e o evento terminava por volta das 23h, todas as bandas tocaram com o sol brilhando.

Como foram os 3 dias do festival
Sexta-feira (26/06)
O primeiro dia foi o mais vazio, por ser dia de semana. Pelas camisetas do público, já dava para saber que os shows mais esperados eram Sabaton e Lamb of God. No entanto, quem roubou a cena foi o Exodus, que pegou um público cansado (depois de pularem com o Lamb of God) e conseguiu deixá-lo ainda mais animado.

A banda que eu mais tinha expectativas de ver era a sueca Blues Pills (que descobri por indicação aqui do Festivalando). Eles tocaram para um público pequeno, pois o estilo deles estava meio fora do perfil das outras bandas do festival. Melhor para mim, que pude ficar bem perto do palco sem ter que disputar espaço. Com um som (e aparência) setentista, eles animaram o pequeno público e deu para perceber que já tinha alguns fãs na plateia.

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O show do Sabaton foi um espetáculo à parte. Já conhecia as músicas, mas nunca tinha visto ao vivo. Eles usaram bastante pirotecnia, o baterista tocou em cima de um tanque e, esbanjando simpatia, conversaram com o público, contaram causos e fizeram piadas. Sabaton definitivamente é uma banda que merece ser vista ao vivo.

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Sábado (27/06)
No segundo dia do festival, não tive muita pressa para chegar, pois as bandas que eu queria assistir (Loudness, Amorphis e In Flames) só subiriam no palco depois das 15h. Novamente, as camisetas do público indicavam as preferidas do dia: Amorphis e Abbath.

Abbath é um dos ícones do black metal e fundou a extinta banda Immortal. Ele e a banda de apoio subiram no palco devidamente caracterizados com maquiagens e armaduras pretas, mas, apesar da cara de mal, Abbath até fez algumas piadinhas durante o show. Difícil foi ver a banda, com tanta fumaça no palco.

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Nesse dia, a banda que saiu um pouco do perfil do festival foi Atomirotta, uma banda de rapcore finlandesa. No entanto, diferente de outros lugares, ninguém no público jogou garrafas, vaiou ou ficou de costas. Se eles não estavam interessados, simplesmente iam para outra área do festival e deixavam quem gosta da banda curtir o show.

Amorphis estava em casa, pois são finlandeses, e apresentaram um palco bem produzido.

Domingo (28/06)
O último dia do evento apresentou algumas boas surpresas, como a banda Mokoma. Eles cantam em finlandês, por isso não são muito conhecidos fora da Finlândia, mas, estando em casa, se apresentaram diante de um público grande e entusiasmado.

Opeth também se apresentou nesse dia. Entre uma música e outra, o vocalista e guitarrista Mikael Akerfedt falou sobre sua admiração por Alice Cooper, que se apresentaria mais tarde.

Para encerrar o festival, show do Alice Cooper. Foi certamente a apresentação com o maior público dos três dias. Atenção merecida, afinal, Alice Cooper é e sempre será um dos maiores shows de rock da história, com direito a guilhotina, sangue falso, bolhas de sabão, confete, monstros, cobras de verdade e 4 homenagens a amigos falecidos (Jim Morrison, John Lennon, Keith Moon e Jimi Hendrix). Na última música, Alice Cooper cantou com Micheal Monroe, um músico finlandês.

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Estrutura
Além dos 3 palcos, o Tuska também conta com uma pequena área de lojas de roupas e comidas, banheiros, um bar a céu aberto e guarda-volumes. A organização foi impecável, com os shows começando no horário e alguns até mesmo poucos minutos antes.

O único ponto negativo foram algumas falhas de som. Por exemplo, no show do Sabaton, demorou para fazerem o microfone do vocalista funcionar e metade da primeira música ficou só instrumental.

Concluindo
Helsinque é longe, mas se você é fã de bandas pesadas e que ir em um festival bem organizado, o Tuska é um ótimo destino. Se você fala inglês, não terá dificuldade para se comunicar (atendentes falavam inglês fluentemente em todos os lugares que fui; hotéis, restaurantes, museus, estação de trem etc.).

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