" /> Shine at Wacken crazy King Diamond | Festivalando
Akis Konstantinidis/regioactive.de/Divulgação

Shine at Wacken crazy King Diamond

Era meia noite. “The Candle ” criava a atmosfera sonora para o início de um culto ao obscuro, intocável e dramático mundo do rei do heavy metaI: king Diamond.

Essa peça rara de origem dinamarquesa fundou nada mais nada menos do que o Mercyful Fate, uma das bandas mais importantes do metal.

king Diamond parado na nossa frente sozinho já seria uma atração por si só.

Acompanhado de uma banda competente, do guitarrista Andy LaRocque (que foi guitarrista do Death-sem mais!),uma cenografia detalhista e comparsas do teatro, a majestade reinava absoluta.

Ouvir ao vivo aqueles falsetes que tanto tentei imitar, desde que escutei “Don’t break the Oath” de cabo a rabo, foi digno de gargalhadas e muita satisfação! O king estava a minha frente e fazia caretas horrorosas.

Bruxas, bonecas macabras, caixão… 0 oculto explícito, o conhecido sobre o desconhecido e todos os clichês magníficos do metal, espalhados pelo repertório do rei.

Num momento em que as músicas da carreira solo se tornam  quase enfadonhas, a majestade consulta o público para saber se  gostaríamos de ouvir algo do Mercyful Fate.

Nós não hesitamos numa resposta positiva.  O rei concorda e pede então que seja trazida a escuridão. A cenografia muda e, à nossa frente, apenas um fundo preto com duas cruzes invertidas e um pentagrama. Suficientemente malévolo,  o rei então entoa a fantástica Evil!

Depois seguem várias outras do velho e recente repertório. Destaque para as clássicas Welcome Home, Come to the Sabbath e Nightmare. Um show memorável para os olhos e ouvidos. King Diamond, no meio das estrelas recentes do metal,  mostrou porque foi e é professor.

 

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário no mundo sobre Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Comecei a ir em festivais de metal internacionais em 2009. Desde então, viajar em busca da música, essa outra paixão, tornou-se um projeto profissional que hoje chamamos de Festivalando.

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