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É com muito orgulho que apresentamos a vocês, respeitável público, a nossa nova categoria de posts: [email protected] [email protected]!

A ideia é que a gente possa ter a participação de vocês aqui, para construir uma memória ainda mais rica de experiências em festivais pelo mundo!

Essa semana quem inaugura a sessão é o Leonardo do Carmo Cota. Mineiro e apaixonado por heavy metal, ele dificilmente perde um show! O Leo vai contar para a gente como foi a experiência dele em um festival que, digamos, foi meio furada: o Metal Open Air – MOA.

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E quando o festival dá errado? – por Leonardo do Carmo Cota

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O Festivalando tem mostrado como funcionam os festivais,  os pontos fortes e fracos e até se vale a pena ir em alguns desses eventos. Tenho lido atentamente alguns posts e acho fenomenal ver informações e experiências sobre festivais que um dia pretendo conhecer. Tudo isso que tenho lido me fez lembrar de um fracasso estrondoso presenciado por mim, o Metal Open Air – MoA para os íntimos. Não poderíamos deixar de falar disso.

Em 2012 veio uma luz no fim do túnel para quem curtia metal no Brasil: um grande festival nos moldes do Wacken seria produzido, com dezenas de bandas e headliners de peso como Megadeth, Anthrax, Rock’n’Roll All Stars e Venom. O ponto contra era que o festival seria realizado em São Luís do Maranhão, um estado muito distante e fora do eixo das principais rotas as quais estávamos acostumados.  Apesar disso,  decidi que iria, pois uma ideia dessa eu teria que apoiar! Tinha que dar certo, pois desde o Phillips Monsters of Rock não havia um festival tão grande para o público metálico.

Hotel marcado, ingressos (a módicos R$ 450,00) e passagens compradas. Estava tudo pronto! Animação total, mas a caminho do maranhão, no voo de São Paulo para São Luis, já tive notícias de cancelamento de shows: Venom, Ratos de Porão, Saxon e outras bandas haviam cancelado os shows por falta de pagamento dos realizadores! Quem me contou isso, na ocasião, foi um amigo que conheci nessa viagem a caminho do festival. Mas é aquele negócio: tá no inferno, abraça o capeta. Fui assim mesmo e fui pelo menos feliz, pois os caras do Anthrax estavam no mesmo voo.

Ao chegar no local do show, vimos o tamanho do problema: era um parque de exposições bem afastado do centro de São Luis.  A única forma de acesso ao festival era de táxi, não tinha transporte público.  Ao pegar o ingresso, vi que o mesmo era uma fitinha do tipo “Nosso senhor do Bonfim” que amarravam no seu pulso, muito precária! Quase não havia seguranças e a boate que supostamente seria uma área privada, para que as pessoas que pagaram mais encontrassem os ídolos, não havia sido sequer montada. Tudo era um lamaçal! Quase não havia barracas para comida e bebidas. Os banheiros eram poucos.  Por fim – e isso nos deu muita pena – a área de camping era dentro dos estábulos! Um local fedido e sem qualquer infraestrutura para abrigar o pessoal que lá se acampou.

No primeiro dia, algumas bandas se apresentaram, dentre elas Destruction, Exodus e Megadeth. Tive até esperança de que as coisas melhorariam. Mas não melhoraram.  No segundo dia, no hotel, recebemos notícias de que o palco estava sendo desmontado… Entre vários boatos, uma hora escutamos que haveria shows e decidimos ir para lá. Ao chegarmos, não havia mais seguranças, estava tudo aberto. Chegamos ao palco e a banda Legion of the Damned estava tocando… Muito bom o show, inclusive. Fiquei fã dos caras desde então. Depois, foi a vez dos veteranos paulistas do Korzus subirem ao palco. E eles fizeram um show fenomenal, tentando consolar os presentes. Após esse show, foi avisado formalmente que se encerrava, de maneira melancólica, o que seria o maior festival de metal do Brasil.

O lado bom, pelo menos, foi que me hospedei em um hotel onde estavam alguns dos meus ídolos. Tive chance de tomar cerveja com o pessoal do Obituary e Fear Factory, e na piscina tirei foto com o Udo, lendário vocalista do Accept (que trajava uma sunga xadrez, mas foi advertido por seu baterista para por uma bermuda hahahahaha… Teria sido uma foto épica!!!!!). Além disso, fiz dois grandes amigos, o Bruno e o Renato, com quem até hoje tenho contato.

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