área vip festivais exteriorÁrea vip Graspop Metal Meeting/ Divulgação

Área vip em festivais no exterior compensa? Uma comparação do que já vimos na gringa e aqui no Brasil

Muita gente se vê tentadx a comprar ingresso de área vip em festivais no exterior, mas não sabe muito bem como essas coisas funcionam na gringa. Foi pensando nisso que resolvi refletir sobre todas experiências de área vip que vivi no exterior e também uma que vivi no Brasil. Mas não se engane, não optei por pagar para estar nesses lugares. Estive lá por ossos do ofício, digamos assim, já que em muitos festivais as áreas de imprensa ficam localizadas nas áreas vips.

Área vip em festivais no exterior – compensa ou não?

Antes de tirarmos conclusões a respeito, é melhor analisar como são as áreas vips, em geral, nos festivais lá de fora. Posso falar das minhas experiências em festivais de metal e em pouquíssimos festivais mais geralzões, tipo o Roskilde. Mas já é uma bagagem que oferece um bom apanhado para a gente bater um papo.

Estrutura de área vip em festivais no exterior

Em geral, as áreas vips variam pouco em termos de estrutura nos festivais de metal em que estive no exterior. O que oferecem em comum são mais espaços para descanso, menos filas para banheiros e para alimentação. E, em muitos dos casos, a possibilidade de trombar com integrantes de bandas e pessoas ilustres da mídia.
Contudo, não se engane com o que parece ser muita vantagem. Pois, apesar de serem áreas vips, elas reúnem um número relativamente grande de pessoas. Portanto, não espere ficar totalmente livre de filas para ir ao banheiro.

Comes e bebes

A maioria das áreas vips em que estive presente no exterior não inclui alimentação ou bebidas gratuitas. Nem há sequer descontos para quem está lá dentro consumindo. Portanto, ao pagar um ingresso de área vip, não espere por este tipo de vantagem por lá.

Inclusive, algumas áreas vips, como a do Hellfest, oferecem uma gama de stands de alimentação infinitamente menor e por vezes menos interessante do que o que se encontra lá fora, na área comum do festival.

Mas, também é preciso dizer que nem toda área vip disponibiliza água potável para seus convidados, o que é bem ridículo.

Limpeza

Por ter menos gente, muitas vezes as áreas vips são mais limpas do que as áreas comuns de festival. No entanto, algumas áreas vips de festival decepcionam bem quando o assunto é a limpeza dos banheiros. Hellfest, por exemplo, foi um horror pois, em determinado momento, não havia nem mais papel higiênico. E, por incrível que pareça, fui a banheiros do lado de fora desta área que estavam em condições muito melhores.

Preço

Geralmente, os ingressos para áreas vips são vendidos por até 100 euros mais caro do que o preço normal. Neste sentido, você acaba perdendo uma grana que poderia usar em comida e cerveja.
Lá dentro, os preços de alimentos e bebidas não diferem dos vendidos na área comum do festival, o que é bem paia.

Algumas vantagens

De modo geral, quem tem ingresso de área vip tem acesso a entradas e saídas exclusivas, enfrentando menos filas nestes momentos no festival.
Além dessa vantagem, há também o fato de que algumas delas possuem melhor wifi do que no restante do festival. Ainda, em alguns casos, como é o do Graspop, as áreas vips oferecem uma visão privilegiada do palco.

Porém, alguns festivais como o Hellfest, de olho em agarrar mais euronimos de nossos bolsos, fazem modalidades vip +, com direito a visão privilegiada do palco.
Também é legal mencionar que várias áreas vips têm discotecagem exclusiva e algumas festinhas reservadas para quem está lá.

área vip festivais exterior

Hellfest, área VIP +. Ph: Gracielle

Decoração e telão

Além disso, algumas áreas vips constumam ter decorações bem legais e funcionais. Este foi o caso do Hellfest, que tinha uma fonte de água maravilhosa, pra ajudar na refrescância dos vip’s.

Também há, em algumas áreas vips, telões exclusivos para acompanhar os shows. Assim, pra quem às vezes é tomadx por uma preguicinha de colocar a moleira sob o sol, às vezes é bem oportuno estar numa área vip.

Minha experiência no Brasil

No Brasil, não tenho tantas experiências de área vip como as que tive no exterior. Porém, a que tive foi bem marcante e foi no Rock In Rio 2017. Como muita gente já sabe, a área vip do RIR é destinada a artistas e convidades das marcas. Também são vendidas algumas entradas para quem é cliente do banco patrocinador do festival. Até a edição deste ano, não foram vendidas entradas vips para o grande público.

Uma área verdadeiramente VIP

A área VIP do RIR também não é para acesso à imprensa, que tem uma área separada (a que trata melhor os jornalistas, de todas as áeas de imprensa em que estive na vida). Contudo, eis que chegamos para a cobertura do RIR naquele ano e a sala de imprensa ainda não estava preparada.

Assim, soltaram um bando de jornalistas na VIP. E lá, amigues, tem tudo o que vocês podem imaginar de luxo e ostentação: banheiros super confortáveis, que mais pareciam camarins; comida à vontade, incluída na sua passagem por lá, tal como bebida – de todo tipo que se pode imaginar, e com qualidade lá em cima; além de haver ótimas áreas de descanso, ambiente climatizado, locais reservados para festinha vip e muito mais.

Assim, essa experiência me mostrou o quanto a nossa síndrome de vira-lata é grande. Pois eu mesma tinha outra ideia sobre a área vip de festival no exterior. Sempre achei que fossem muito mais sofisticas. Porém, existem áreas vips que nem climatizadas são. Pode imaginar isso?

Compensa ou não comprar área vip em festivais no exterior?

Tendo como base as experiências que vivi, na minha opinião e para a minha realidade, não compensa. Entretanto, pode ser que alguém entenda ser uma grande vantagem o fato de ter acesso a banheiros mais vazios, entrar no festival com menos filas e ter mais locais disponíveis para descansar.
Ao final, de todas as áreas vips que vi na gringa, não compraria ingresso pra nenhuma delas. Porém, caso o RIR vendesse esta modalidade, eu até poderia pensar, dependendo do preço que cobrariam para isso.

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário no mundo sobre Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Comecei a ir em festivais de metal internacionais em 2009. Desde então, viajar em busca da música, essa outra paixão, tornou-se um projeto profissional que hoje chamamos de Festivalando.

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