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Maximus Festival quer ser o Hellfest do Brasil

O Maximus Festival quer ser o Hellfest do Brasil. Em entrevista ao Festivalando, William Crunfli, sócio-diretor da Move Concerts, empresa responsável pelo festival que estreia em São Paulo no dia 7 de setembro, foi direto e claro ao expor os planos para o Maximus.

O francês Hellfest é a principal referência para o novo festival brasileiro. Dando um passo de cada vez, o Maximus estreia com programação concentrada em um dia e estimadas 35 mil pessoas, contra os três dias e 150 mil pagantes do Hellfest. Mas a médio e longo prazo, o plano é ampliar o Maximus para três dias, num evento realizado de sexta a domingo. A produção também espera anunciar a data da edição 2017 antes mesmo da estreia do festival.

Leia a entrevista completa abaixo e acompanhe com a gente as novidades do Maximus.

Nas redes sociais e releases há sempre comparações do que se terá no Maximus com o que se vê nos festivais europeus. Quais são os principais festivais de referência para o Maximus?
Hell Fest.

Vocês realmente procuraram focar em um público mais jovem, como muita gente inferiu pelo tipo de atrações do lineup?
Essa edição está focando os mais jovens, mas sempre haverá espaço para os dinossauros juntamente com o atual, como Rammnstein, Disturbed, A.S.F e muitos outros.

Além dos shows, quais atrações e atividades estarão à disposição do público?
Criamos um festival de rock em São Paulo inspirado nos que existem lá fora como Hell Fest, por exemplo. Além do line up, cuidar carinhosamente de todos os detalhes de um grande festival, como cenografia, acessos, forma de pagamento, muitas atrações e ativações.

mapa maximus festival

As atrações extra-musicais do Maximus Festival: Gastown será a área de alimentação e bebidas. Bartertown terá lojas, merchandising e bares. No Sector 26, ativações de marca e arte

A principal referência que se tem hoje de festival em Interlagos é o Lollapalooza, que ocupa uma porção bastante ampla do autódromo. O Maximus vai ocupar o espaço de uma forma mais condensada. Por que essa opção?
Sim. Os dois principais palcos estão lado a lado, prevemos um público de 35 mil pessoas, não precisamos de todo Interlagos.

O Maximus vai ter detalhes que se vê em festivais no exterior, como as pulseiras cashless e estações de carregamento. Haverá também distribuição gratuita de água, outra prática comum nos festivais lá fora?
Sim. Em resumo a ideia é trazer o diferencial de um Hell Fest aqui pra São Paulo.

Qual a expectativa de público do festival?
35 mil pessoas.

2017 é ano de rock in rio, que tem sido realizado em setembro e dedica tradicionalmente parte de sua programação ao rock pesado. Isso pode interferir no Maximus 2017, que está acontecendo em setembro e com lineup dedicado ao rock pesado?
Esperamos ter a data da segunda edição antes da realização da primeira. RIR não nos atrapalha, é outra proposta diferente da nossa.

Quais os planos para o Maximus Festival a médio e longo prazo?
Festival anual com 3 dias (sexta a domingo).

Maximus Festival
Quando: 7 de setembro, quarta-feira, das 12h30 às 23h (abertura dos portões: 11h)
Onde: Autódromo de Interlagos (av. Senador Teotônio Vilela, 261, São Paulo – SP)
Quanto: R$ 440 (pista, inteira, 2º lote), R$ 800 (Maximus Lounge, inteira)
Informações: maximusfestival.com.br

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora também coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Além de uma das mães do Festivalando, sou colaboradora da Mixmag e do Brasil Post e autora do Porque eu gosto de música. Também ajudei Paul McCartney a falar uai em pleno Mineirão.

8 comments

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  1. Renan 25 julho, 2016 at 00:45 Responder

    Se a proposta é tentar ser um Hellfest a longo prazo, show! Mas, por enquanto, acho que com este line e referente a questão de um ou dois dias, estará mais para algum festival americano como Houston Open Air ou Knotfest. Acho que para se chegar a um nível do Hell terá de se testar muitas coisas e claro que elas podem não dar certo num curto espaço de tempo. Gostei da visão desse cara e espero mesmo que o festival possa dar certo a ponto de ser bem mais sucedido que o Monsters. Quanto a questão das datas futuras, a do ano que vem pode acontecer entre março e abril ou então entre outubro e novembro.

    • Priscila Brito 25 julho, 2016 at 10:44 Responder

      A questão é só ter paciência pras coisas acontecerem no tempo certo. Muito festival de metal no Brasil se deu mal porque tentou dar o passo maior que a perna e agora fica claro que muitos produtores aprenderam a lição e estão começando mais com o pé no chão (vide não só o Maximus, como também o Metal Land e o Maniacs Metal Meeting). Sonhar alto e agir com os pés no chão é um bom começo pras coisas começaram a dar os resultados desejados. Tomara mesmo que eles consigam fazer do Maximus isso tudo, porque o Brasil precisa de um festival grandioso nesse nicho! 🙂

  2. Marco 25 julho, 2016 at 10:33 Responder

    Uma coisa que gostei logo de cara foi colocar 2 palcos e fazer shows simultaneos, como nos festivais europeus, pois isso faz com que não se perca tempo entre uma banda e outra e se possa colocar mais shows por dia

  3. Max Rodrigues 29 agosto, 2016 at 21:57 Responder

    Deixe-me ver se entendi. Nessa entrevista o sócio-diretor da produtora/organizadora do Maximus Festival disse que haverá distribuição de água, mas a página do festival divulgou preço de água. É normal isso? Os festivais que distribuem água também vendem água ou ele quis dizer nas próximas edições? Ou será água apenas para ficar na grade? Como vai ser isso daí?

    • Priscila Brito 30 agosto, 2016 at 09:01 Responder

      Oi, Max. Isso é um ponto interessante levantado por você. A princípio, a distribuição gratuita de água não impede que um festival também comercialize água. Uma coisa não anula outra. Vivi essa situação no Lolla Chile, por exemplo. Bebi água dos bebedouros o dia inteiro e na hora de ir embora comprei uma garrafinha pra não perder o dinheiro das fichinhas do festival (e também porque alguns pontos de distribuição de água estavam desativados). A pergunta que fiz na entrevista e a resposta estão bem claras. Se as coisas não ocorrerem como foi dito, aí é o caso de tentar entender o que aconteceu. Vamos aguardar a chegada do Maximus para ver como será na prática.

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