Marcelo Mattina/I Hate Flash/Divulgação

Festival Update: Ônibus do Rock in Rio mais caro, festivais europeus contra o assédio e a favor do teste de substâncias

Pouco a pouco, o Rock in Rio fica mais perto e nesta semana fomos lembrados de um jeito não muito legal. Saíram as informações sobre o transporte oficial do festival e descobrimos que em 2017 o ônibus do Rock in Rio está mais caro. Ouch! Um olho aqui, outro na Europa, que ferve com os festivais de verão, e as notícias de lá. Os festivais estão juntando forças para reduzir casos de assédio e para incentivar o teste de substâncias. Tudo em detalhes no Festival Update desta semana.

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Ônibus do Rock in Rio mais caro

O Transporte Rock in Rio Primeira Classe, transfer oficial do festival que leva e busca o público da Cidade do Rock, está mais caro este ano. Vai custar R$ 100, contra os R$ 70 cobrados em 2015. O valor dá direito à ida e à volta do festival.

O cartão que dá direito ao transporte pode ser comprado neste site até o dia 1º de setembro. A partir do dia 2 de setembro, as vendas serão feitas somente em pontos físicos na cidade do Rio de Janeiro. Os locais ainda serão divulgados.

Ao fazer a compra, o cliente deve escolher a data, o local e o horário de embarque da ida. Não é possível fazer alterações. Para a volta, não é preciso definir um horário. Os ônibus saem da Cidade do Rock a partir das 22h e até duas horas após o término do último show no Palco Mundo mediante lotação máxima dos veículos.

O Rock in Rio Primeira Classe parte de 17 pontos do Rio de Janeiro, Petrópolis e Niterói para levar e buscar o público da Cidade do Rock. Os ônibus são do tipo rodoviário, têm ar condicionado e fazem o trajeto direto de ida e volta do festival sem paradas no caminho.

Confira os pontos de embarque:

  • Aeroporto Santos Dumont
  • Aeroporto Tom Jobim/Galeão
  • Barra da Tijuca
  • Botafogo Praia Shopping
  • Centro
  • Copacabana
  • Ipanema
  • Lagoa
  • Méier
  • Norte Shopping
  • Recreio Shopping
  • Rodoviária Novo Rio
  • Shopping Nova América
  • Shopping Rio Sul
  • Tijuca/Saens Peña
  • Petrópolis
  • Niterói

Novidades do Transporte Rock in Rio Primeira Classe em 2017

Em 2017, o cartão do Rock in Rio Primeira Classe tem dupla função: transporte e compras

1)Transporte: durante os dias do festival, dará acesso ao transporte Primeira Classe. Após o Rock in Rio, o cartão assume a função RioCard Expresso e poderá ser recarregado para uso no transporte público em todo o Estado do Rio de Janeiro

2)Compras: função de cartão pré-pago. Para utilizá-la, é preciso fazer uma recarga em dinheiro. O valor poderá ser usado para compras dentro da Cidade do Rock e em estabelecimentos que aceitem a bandeira VISA. Mais informações neste site.

Festivais do Reino Unido se unem para combater o assédio sexual

festivais contra o assedio

Mais de 60 festivais da Associação de Festivais Independentes do Reino Unido assinaram um termo de compromisso para adotar boas práticas que visam coibir o assédio sexual e dar suporte às vitimas desse tipo de violência. Bestival, Parklife, End of the Road, Standon Calling, Kendal Calling e Boomtown Fair estão entre os festivais signatários.

A iniciativa recebe orientação de organizações que trabalham pelo fim da violência contra a mulher: Rape Crisis England and Wales, Girls Against, Safe Gigs for Women e White Ribbon Campaign.

Entre as medidas tomadas pelos festivais, estão o treinamento de funcionários para que eles saibam como lidar com episódios de violência sexual durante os eventos; criação de espaços e serviços exclusivos para atendimento às vítimas de assédio dentro dos festivais; uma abordagem favorável às vítimas quando da ocorrência de episódios desse tipo; e uma política de tolerância-zero para casos de assédio sexual.

Organização quer que testes de substância se tornem padrão em festivais

A Royal Society for Public Health (RSPH), respeitada organização do Reino Unido que atua no setor de saúde pública, quer que o teste de substâncias se torne um padrão nos festivais onde é mais comum o uso recreativo de drogas pelos frequentadores.

Em um relatório divulgado nesta semana, a RSPH defende que a medida é necessária para que as pessoas tomem decisões mais informadas ao optar ou não pelo uso de drogas nesses eventos, reduzindo assim os riscos à saúde dos frequentadores. Ainda segundo a organização, testes desse tipo poderiam reduzir em pelo menos 20% o número de pessoas dispostas a usar algum tipo de substância durante os festivais.

Festivais britânicos como o Kendal Calling e o Secret Garden Party já oferecem desde o ano passado esse tipo de serviço. Segundo organizadores, cerca de 25% das pessoas que portavam algum tipo de substância optaram por descartá-las após os testes, que apontaram a presença de ingredientes potencialmente nocivos.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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