badeschiffFotos Priscila Brito

O Badeschiff e outros piscinões de Berlim

Quando os alemães escolheram o litoral sul da Bahia como sede da concentração da seleção para a Copa do Mundo, mostraram pra gente que sabem como aproveitar bem o tempo bom, sol e água fresca – foram muitos passeios de barco e pezinhos na areia até eles mostrarem também como sabem ganhar uma Copa). Eles sabem tão bem como fazer isso que o fazem direito mesmo sem o clima tropical e paisagens naturais tão belas quanto a de Santa Cruz Cabrália, onde a seleção campeã ficou.

Berlim é uma cidade com vários piscinões à disposição dos moradores para os dias de verão, que são dignamente quentes. Peguei temperaturas na casa dos 28° nas duas semanas que fiquei lá em julho. Sobrou tempo para conhecer apenas um deles, mas suspeito que eu tenha tido a sorte de escolher justamente o mais legal.

O Badeschiff – algo como uma banheira navio – é uma piscina flutuante que foi construída às margens do rio Spree. Está lá desde 2004, quando a intenção era apenas fazer da piscina uma instalação de arte provisória que tinha como objetivo conectar os berlinenses com o entorno urbano daquela área e também resgatar o histórico de lazer do Spree – até o início do século XX, alguns pontos eram usados por banhistas, mas já há muito tempo o rio não tem mais condições sanitárias para isso. Fez tanto sucesso que virou uma opção de lazer fixa na cidade.

Badeschiff, um outro conceito de piscina e clube

A proposta original dos artistas que criaram o Badeschiff realmente funciona e esse é o grande lance da experiência de passar um dia lá, imagino que tanto para um morador quanto para um turista. Não é um lugar fechado e exclusivista (como os nossos clubes) que te isola do ambiente exterior. Ali você é lembrado a todo instante que está em Berlim e a consciência da cidade é inescapável. À sua frente, você tem a visão ampla do rio e do horizonte da cidade, com suas construções. Atrás, os prédios com tijolos aparentes e paredes grafitadas, assim como tantas outras ali na região.

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Experiência

A água é morninha e a piscina, que tem só dois metros de profundidade, está a menos de um metro acima do nível do Spree, o que dá realmente a sensação de se estar flutuando no rio. A área contígua à piscina é uma espécie de deck com cadeiras de praia. Não tem cadeiras suficiente para todo mundo se estiver cheio, como foi no dia em que estive lá, mas achei espaço para me espalhar com minha canga. Mais atrás, com um climinha mais de praia, tem uma área com areia e um bar, além de banheiros.

O único porém é que o local é pequeno. Levei alguns minutinhos até encontrar um cantinho pra mim, minha canga e minha mochila e tive que esperar mais de uma hora até conseguir um armário livre para guardar minhas coisas e poder entrar na piscina (eu estava sozinha em Berlim). Mesmo assim, acho que esse foi um dos melhores dias de toda a minha viagem porque foi um dos pouquíssimos em que me dei o direito de não fazer nada senão relaxar. Levei duas revistas que tinha pegado em pontos de distribuição gratuita, li, tomei sol, namorei a paisagem de Berlim, me espreguicei e relembrei as músicas do primeiro disco da Dido – um DJ tomava conta da música ambiente.

No inverno e no verão

Minha intenção era esticar o programa ao máximo e ficar lá até de noite (o Badeschiff fica aberto até meia-noite no verão) para ver como é o clima e a paisagem do local sem a luz do sol, mas a aproximação de uma tempestade com raio e tudo obrigou o fechamento da piscina. A propósito, a chuva é a única condição climática que interrompe as atividades do Badeschiff. No inverno ele também é aberto, mas com adaptações ao inverno, claro: a piscina é coberta, assim como a área do deck, que ainda é transformada em sauna.

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Arena Berlin.de

Badeschiff: detalhes práticos

A entrada no Badeschiff custa 5 euros (cerca de R$ 15, valor cobrado em julho de 2014). A piscina está a uma caminhada rápida da estação Treptower Park, acessível pelas linhas S8, S9, S41 e S42 (o S identifica as linhas dos trens de superfície que circulam por Berlim e cidades próximas). A entrada em si é bem escondidinha, na Eichenstraße, e só surge depois de você passar por uns “becos” (achei até que tinha errado o caminho), mas as placas garantem que você encontre o local. Uma referência para você ter certeza que está quase lá é um banco gigante, que lembra os móveis do quarto da Nina do programa Rá Tim Bum.

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Outros piscinões de Berlim

Algumas outras piscinas/praias de mentirinha que considerei ir, mas não fui – e que você pode ir e contar depois como é:

Strandbad Wannsee

Tem uma faixa larga de areia e pode receber até 50 mil pessoas às margens do rio Havel. Tem toboágua e espaço para prática de esportes. Entrada: 5,40 euros (cerca de R$ 17, valor cobrado em julho de 2014). Estação Nikolassee, linhas S1 e S7. Mais: www.strandbadwannsee.de

Strandbad Lübars

As águas do lago Ziegeleisee refrescam os berlinenses no verão. Há um playground para crianças. Entrada: 5,50 euros (cerca de R$ 17, valor cobrado em julho de 2014). Estação Waidmannslust, linhas S1 e S85. Mais: www.strandbad-luebars.de

Sommerbad Neukölln

Uma espécie de clubes com piscinas equipadas com toboáguas e plataformas de salto de 5 e 10 metros de altura. 5,50 euros (cerca de R$ 17, valor cobrado em julho de 2014). Estação Boddinstraße, linha U8 (o U identifica as linhas do metrô). Mais: www.berlinerbaeder.de/116.html

Sommerbad Kreuzberg

Duas piscinas gigantes com 50 metros de largura e área de lazer para crianças em Kreuzberg, que virou meu bairro do <3 em Berlim. 5,50 euros (cerca de R$ 17, valor cobrado em julho de 2014). Estação Prinzenstraße, linha U1. Mais: www.berlinerbaeder.de/118.html

No site www.berlinerbaeder.de tem uma lista completa de piscinas públicas de Berlim. Está em alemão, mas o Google Translator está aí pra te dar uma mãozinha.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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