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Você compraria um souvenir de E.T. para a sua mãe?

Eu até compraria. Mas ela diria: “que enviado de Satanás é esse?”, “aonde você arranjou essa imundice?”, “é para jogar fora ou tenho que guardar?”. Mas, de repente, sua mãe vai achar bonitinho. No fim das contas, essa é uma das únicas coisas que farão você e todo o resto do mundo lembrar de Varginha. Mais do que o café, do que o circuito das águas e  belezas naturais no entorno da cidade. Afinal, a história do E.T. foi uma bizarrice nacional e até internacional, considerada pelos ufólogos uma das aparições extraterrestres mais importantes da história, o que hoje é parte definitiva da cultura do município.

Na praça central, impossível não perceber um objeto grande e imponente, bem no alto, meio que suspenso no ar, que seria o suposto meio de transporte usado pelo feiozinho verde para chegar às terras mineiras. Aliás, as naves estão por todos os lados nas alturas – postes, placas comerciais, “monumentos” intergaláticos…

O E.T. também está nas ruas, congelado em diferentes estátuas, por vezes muito mais simpáticas do que as versões da criatura que circularam pelas diferentes mídias na época do incidente ufológico.

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Na rodoviária você também tem um encontro marcado com esse ser, na versao estatua de cimento. Sem dúvidas uma atração turística.

Mas aí me pergunto: o que mais fazer além de tirar fotos ao lado desse tanto de materializações da imaginação ufológica sul-mineira. Ora, se fosse mais ousada, poderia ter me embrenhado no mato junto com um grupo para uma ufo-excursão , no suposto local aonde a criatura teria dado o ar da graça em Minas pela primeira vez. Mas faltou tempo, coragem. Para quem tem toda essa ousadia no sangue, não custa procurar se informar mais sobre os estudos e excursões organizadas pelo ufólogo Ubirajara Franco Rodrigues, que também tem um instituto ufológico na cidade. Um museu do E.T também foi esboçado na cidade, mas ainda nao fora concluído e parece ter sido apenas uma fonte de desvio de dinheiro junto ao ministério do turismo.

Bom, se até a Dilma, em visita à Varginha, teria dito que tem respeito pelo E.T. não serei eu quem continuará a desrespeitar o sujeitinho. Por isso, termino aqui esse post. Vai que a criatura existe, né?

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

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