#VideoSelfie: festival na cidade ou no mato?

Já somamos mais de 20 festivais mundo a fora (e queremos que esse número cresça exponencialmente, claro!), mas ainda não conseguimos dar uma resposta definitiva para essa dúvida cruel. Afinal, o que é melhor: festival na cidade ou no mato?

Talvez essa seja mesmo daquelas perguntas sem respostas, afinal, cada festival, independente do local em que ocorre, nos traz experiências únicas. Podemos dizer que temos lá as nossas predileções, contudo. Imagino que cada um de vocês também tenha.

Por aspectos práticos, os festivais que ocorrem nas áreas urbanas parecem sempre ganhar no quesito transporte, pois muito raramente vai ser difícil ou ter que recorrer a meios especiais para se chegar ao local. Mas, quando se tem um serviço de shuttle competente, como ocorre em festivais europeus como o Wacken e Sweden Rock, a coisa flui da mesma maneira de que se você estivesse em um grande centro (salvo as zicas que podem acontecer um ano ou outro, como greves ou forças da natureza).

Mas, em geral, os festivais que ficam longe dos centros urbanos dão uma certa dor de cabeça na hora do deslocamento, e isso é regra: ou você vai ter que separar mais tempo para o transporte, lidar com atrasos e considerar fortemente a opção de acampar em todos os dias de evento, ou você vai gastar uma grana preta em locomoção.

Ainda, os festivais urbanos facilitam muito a nossa atividade turística, como por exemplo, o Inferno Festival, que me permitiu conhecer partes de Oslo até nos mesmos dias em que ocorreriam os shows. Assim também foi com o ForCaos, em Fortaleza, entre outros. Festivais como o Wacken, por exemplo, tornam um pouco impossível a turistagem aliada à festivalagem – só se realmente você reservar um tempo depois ou antes do festival. O vilarejo de Wacken é praticamente uma roça com asfalto. A região inteira é cercada por campos para atividade agropecuária. Hamburgo e Berlin, dois grandes centros, estão um pouco distantes para permitir dar uma de turista em pleno festival.

O Roça ‘n’ Roll, que acontece em Varginha também é bem desfavorável à turistagem. O melhor é acampar mesmo e reservar outro dia para ver o E.T, a nave, as cachoeiras e montanhas da região, etc. O acesso ao festival é ok, mas não é lá essas coisas. Portanto, o que resta demarcam as boas lembranças é mesmo a peculiaridade da decoração, das pessoas e comidas de roça que o festival sempre traz.

Por outro lado, todos esses festivais que ocorrem mais afastados dos centros urbanos nos proporcionam ótimas experiências imersivas. Estamos ali pelo e para o festival. Conhecer pessoas, ver as atividades que o festival tem a oferecer, passar pelas noites nos acampamentos. Tudo isso torna a experiência dos festivais no meio do mato algo extremamente diferente. E ainda tem aquela sensação de liberdade – quando de fato há mais liberdade, inclusive.

Por fim, ainda existem aqueles festivais híbridos, que apesar de acontecer nos matões cabulosos, também estão a menos de 1 hora de centros urbanos, como é o caso do Roskilde Festival. Nele pudemos viver a experiência de acampar, de turistar em Copenhague, e muito mais.

Acho que talvez seja por isso que ele é um dos festivais preferidos aqui da geral do Festivalando, por que aí não temos que nos decidir sobre as qualidades dos fests urbanos e rurais, haha!

Bom, chega de blablabla escrito, bora ver um blablabla falado, com sotaque mineiro montanhês =)

E queremos muito saber de vocês, que tipo de festival vocês preferem e por quê?

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

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