Página de Diego LoKoW – Retratos de pessoas gritando – por Billy Hunt

Um MC Roça incomoda muita gente

No intervalo entre uma música e outra, de repente uma voz aguda e desafinada entra sem pedir licença no meu ouvido e no de outros bangers à minha volta. Muita gente não ficou satisfeita, isso posso garantir. Principalmente ao fim da noite, quando já se somavam várias entradas dessa pessoa chamada orador, mestre de cerimônias, mc, ou como vc queira chamar. Independente do nome que isso leva, só sei que é chato e no meu ponto de vista, muito desnecessário. Pelo menos na forma em que esse sujeito se apresentou nas edições do Roça em que estive presente.
Esse, post pode ter um ar de mimimi, mas quem nao dá piti de vez em quando? Só sei que por causa desse orador quase me candidatei a um audisom apos o festival.
De fato, parece que é uma tradição ter um MC em festivais. A necessidade deles pode ser justificada desde o belo encher linguiça enquanto a montagem dos palcos e feita pelos tecnicos, ate o famoso sorteio de brindes, conter a ansiedade da galera, anunciar as proximas atracoes… ok… mas no mundo dos festivais modernos, eu so aceito essa figura caso ela nao seja esterica e desafinada como o MC Roça.
Hoje os festivais têm muitos recursos, como por exemplo, aplicativos, para manter o público informado sobre a hora de cada atração, bem como das promoções, e outras informações importantes. Ponto para a tecnologia que evitaria essa figura estouradora de tímpanos.
Não são todos os festivais que possuem um MC. Anúncios em telões ou arquivos de áudio soltos durante os intervalos são exemplos de recursos daqueles festivais que optam por não ter uma pessoa encarregada disso.
Bom, não serei totalmente rabujenta. Em alguns casos essa figura do mestre de cerimônias pode ser até interessante. Esse ano, por exemplo, o Roskilde vai ter um MC que é um jornalista musical frequentador do festival há 14 anos. Então, vou esperar antes de dar uma posição final sobre a tal necessidade do MC em festivais. Mas já aviso: pode ser europeu, brasileiro, ou de qualquer outro continente/país. Gritou no meu ouvido de forma desafinada, vai conquistar minha antipatia eterna.

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

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