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Turismo musical na Europa: roteiros para fãs de Bowie, Ramones, Beatles, Queen e metal

Se a gente aqui no Festivalando não fosse tão fã de música, viajaria do mesmo jeito. Mas nossas viagens não seriam as mesmas. Não seriam tão legais e diferentonas. Sem festivais (óbvio!), sem descobertas musicais e sem desvios de rotas badaladas para lugares menos tradicionais. O resultado é que a essa altura temos uma bagagem lotada de caminhos musicais que percorremos por aí. Mais precisamente, quando o assunto é turismo musical na Europa, temos um apanhado de rotas que permitiram que a gente conhecesse novos lugares ou os lugares de sempre com um outro olhar.

Berlim do ponto de vista de David Bowie

Um dos melhores exemplos desse lugar de sempre com um novo olhar graças à música é Berlim. Quando estive lá, cumpri com a obrigação de turista já no meu primeiro dia. Fui ver o (que restou do) muro, o Portão de Brandenburgo, o Bundenstag, a Alexanderplatz. Já nos meus últimos dias, descobri uma walking tour sobre o Bowie. Imaginei que fosse conhecer a casa onde ele morou em Berlim, o bar que ele frequentava. Mas não.

Esse tour apresenta os principais pontos turísticos de Berlim (aqueles que eu vi por obrigação no primeiro dia de viagem) sob a perspectiva de Bowie. Para cada um deles, há uma história relacionada à vida e carreira do artista, de modo que ao final você acaba vendo a cidade com outros olhos – e se encantando com a forma como Bowie e Berlim se encaixam tão naturalmente.

Bônus: Museu dos Ramones

Graças à forte ligação de Bowie com Berlim é possível passear pela cidade sob o ponto de vista do camaleão, mas uma banda que é (a cara) de Nova York também tem seu lugar na capital da Alemanha. O Museu dos Ramones é o único no mundo dedicado à banda e reúne dezenas de objetos que ajudam a contar a história do quarteto. Dentro do museu também funciona um café decorado com fotos e autógrafos de gente ilustre que passou por lá, como Green Day e No Use For A Name.

Noruega e a rota do black metal

turismo musical na europa black metal Fantofte bergen

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Às vezes, essa simbiose musical se estende para um país inteiro, como é o caso da Noruega. O país é um celeiro de bandas de balck metal e o responsável por consolidar o gênero na cena heavy metal dos anos 1990. É possível passear por várias cidades se esbarrando exclusivamente nos lugares e personagens emblemáticos para o black metal. Em Oslo, a Neseblod; em Notodden, o Emperial Tatoo Studio; em Bergen, a ingreja Fantofte. Isso é só um resumo, pois o roteiro completo do black metal na Noruega é muito mais extenso que isso.

Copenhague, as baladas headbangers e os cafés musicais

Ainda no terreno do heavy metal, Copehangue oferece um roteiro à parte (note como os escandinavos são bons nisso). A capital dinamarquesa tem um circuito noturno de pubs e inferninhos para quem quer ouvir heavy metal longe de casa, além de uma loja de discos cujo dono é um personagem e tanto. Tem ainda uma marca muita característica da cidade, que são os cafés onde se pode ouvir e comprar discos de vinil.

Montreux, musical (quase) por natureza graças ao Queen, Deep Purple e jazz

Montreux, na Suíça, já é um caso oposto. Não há outra maneira de ver a cidade senão pela lente da música. O grande responsável por isso é o Montreux Jazz Festival, que por meio século se mantém como o maior e mais relevante evento da cidade, pequena em extensão e em população (não chega às 30 mil pessoas).

turismo musical em montreux

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Montreux (o festival) “contaminou” Montreux (a cidade). Os canteiros de flores nas calçadas, cercados por grades com estruturas de notas musicais são a melhor ilustração para isso. Mas também é impossível passear pela cidade sem se esbarrar com referências ao Queen ou a grandes jazzistas. O Deep Purple, por sua vez, eternizou um dos maiores incêndios que a cidade viu em sua história. Enfim, Montreux rende um roteiro inteiro focado na música.

Beatles here (Liverpool), there (Londres), everywhere (Praga)

É possível que existam pontos de interesse relacionados aos Beatles em quase toda parte do mundo ocidental, mas vamos limitar ao que já passou diante dos nossos olhos. Na cidade natal, o Beatles Story é um ponto de peregrinação para fãs, mas também uma boa desculpa para visitar as docas, parte intrínseca da paisagem e da cultura de Liverpool.

Em Londres, as referências à banda são inúmeras. O que acho interessante nesse aspecto é que essas referências te levam a conhecer os lugares mais óbvios da cidade e aqueles inimagináveis para um turista. Ou seja, é uma boa forma de sair do lugar comum na capital da Inglaterra, mesmo o motivo sendo um grande lugar comum, os Beatles. Dá pra passar um dia inteiro fazendo um roteiro de Beatles em Londres.

Em Praga o recurso é praticamente o mesmo. A John Lennon Wall é não só uma obra em eterno progresso que vale a visita (para fãs e não fãs), como também uma ótima rota de escape para o centro turístico da cidade, maravilhoso porém sempre lotado.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora também coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Além de uma das mães do Festivalando, sou colaboradora da Mixmag e do Brasil Post e autora do Porque eu gosto de música. Também ajudei Paul McCartney a falar uai em pleno Mineirão.

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