rammsteinRasmmstein no Maximus Festival Brasil. Photo: Marcos Hermes

Shows Maximus Festival: quem não convenceu, quem convenceu e quem é pura persuasão

Todas as vezes que tenho que escrever uma “resenha”(entre aspas, para ficar claro que este texto aqui não se trata de uma resenha, e sim um post) musical sobre algum festival, logo começa o conflito das ideias. Brigam pela liderança na ponta dos dedos sobre o teclado: aquilo que vocês esperam que uma jornalista escreva sobre um show, gostando ou não do que ouve e vê; aquilo que, por mais técnico e imparcial que pareça ser, sabemos que é uma mascação ridícula – afinal, tem alguém aí que ainda acredita em imparcialidade? e aquilo que eu vi, ouvi e deu vontade de falar. Com os shows Maximus Festival não foi diferente.

Explico: como eu e a Pri ainda fazemos um veículo com certa independência de pensamento, falar o que dá na telha ainda é relativamente possível. Às vezes, consigo muitos haters por causa disso. Mas acho melhor assim: que o amor e o ódio sejam bem sinceros, hahaha. Por isso, o que vocês vão ler aqui é de uma opinião extremamente parcial, a minha. O meu gosto. Mas é sincero. Claro que também falo daquilo que pude perceber da galera em volta durante os shows. Mas antes de qualquer ressentimento maior, é bom deixar isso claro. =)

Desde que o lineup do Maximus festival mostrou as asinhas, não é novidade para ninguém que atribuo a ele o posto de ponto mais complicado do festival, de acordo com a proposta com a qual o evento se compromete: ser o Hellfest do Brasil. No entanto, para uma edição primeira, que pode ter tido até certa cara de “edição piloto”, acho que o conjunto dos shows fez valer a pena a presença.

Quem não [me] convenceu no Maximus Festival

Disturbed

Disturbed no Maximus Festival Brasil/Divulgação. Photo: Estúdio Gaveta

Disturbed

Uma polêmica vai ser gerada ao colocar Disturbed aqui, tenho certeza. Deixa eu explicar: eu era até simpática à banda depois de ter ouvido Down with the Sickness quase todos os dias no acampamento do Graspop deste ano. Ainda bem que no último dia veio o Twisted Sister para selar um hino mais consistente, digamos, com We are not gonna take it. Por tal simpatia, decidi que assistiria ao show no Maximus.

A banda não decepcionou seu público, com certeza. Fez um show que envolveu todo mundo – menos a mim. Teve direito até mesmo a baladinhas com luz apagada e celulares para o alto. Ten Thousand Fists, The Game, Prayer, Liberate ( com aquele início totalmente inspirado na Roots, do Sepultura…) entre outros grandes sucessos da banda estavam no setlist. Também rolaram covers, os quais para mim poderiam ter ficado de fora: a versão duvidosa de Sound of Silence – Simon & Garfunkel não mereciam isso. Killing in the name, do Rage Against the Machine, U2 e The Who também.

Assim, é uma banda que atrai o público, parece ter culhão para tocar em festivais de metal. Mas não me convence com sua performance como um todo, que me parece forçada demais. Eles também parecem não ter uma sonoridade bem resolvida. Nem brutal demais, nem pop demais, eles estão em cima do muro. Flertam com tudo, misturam, mas ao final, não fica algo que desce bem pelos meus ouvidos.

Hollywood Undead

A proposta de misturar rap e sintetizadores com metal não me pareceu ser tão bem orquestrada no resultado que pude ouvir do show dos caras. Existem N bandas que as pessoas poderiam sugerir e que fazem esse trabalho de forma melhor. Mas, havia uma quantidade razoável de pessoas assistindo ao show. É importante reconhecer que os caras se esforçaram, trouxeram bandeira do Brasil e tudo mais. Mas, com músicas que parecem ser releituras ruins de Linkin Park e bandas do gênero, achei que o show foi bem chato. Undead me pareceu a única música mais razoável.

Black Stone Cherry

Já sei que este vai ser um dos pontos mais polêmicos deste texto. Afinal, este foi um dos shows com grande público, onde muita gente cantou junto, se divertiu… Há também uma predileção das mídias em geral pela banda. Então, que diabos eu tenho contra? Simplesmente saquei que Black Stone Cherry soa muito pouco original. O vocalista soa como qualquer cantor de pop rock – sabe aquelas levas de bandas americanas, como Creed, Nickelback etc? Pois é. Para mim, soa assim. Simplesmente não parece ser sincero. Nem mesmo a homenagem ao Lemmy, com Ace Of Spades fez o filme da banda comigo. Na verdade, essa homenagem tá malhada. Já perdi a conta das bandas que fizerem isso nos festivais deste ano.

Bullet For My Valentine

bullet for my valentine

Bullet For My Valentine. Divulgação/Estúdio Gaveta.

Eu dei uma chance. Escutei mais albuns e até achei que estaria pronta para vê-los ao vivo de braços abertos. Apesar de o público inegavelmente admirá-los e terem curtido cada minuto do show, o BFMV só me convenceu do porquê de a banda estar entre os principais headliners dos festivais de heavy metal de 2016 por conta disso. Já sobre o meu gosto musical, o convencimento foi nulo.

Todo mundo acompanhou, cantou os sucessos Alone, Tears no Fall, Venon e Walking the Demons. Na verdade, os fãs eram tão apaixonados que cada música parecia ser um grande sucesso.A performance ao vivo me pareceu um pouco burocrática, apesar de competente musicalmente. Daí, não brilhou aos meus olhos. Agora que já vi um show do BFMV na vida, não tenho que fazer isso mais. Né? Obrigada. De nada.

Quem [me] convenceu no Maximus Festival

marilyn manson

Marilyn Manson no Maximus Festival Brasil/ Divulgação. Photo: Estúdio Gaveta

Marilyn Manson

Manson, a maturidade te deixou meio chato. A performance do artista hoje fica muito aquém daquilo que ele costumava a fazer no passado. Velhos tempos onde bíblias eram queimadas e atos obscenos realmente encenados em cima do palco.

Ainda assim, foi um concerto interessante. Melhor do que eu havia visto no Hellfest de 2015. Teve direito a mini treta com fã e mini corte, mas nada como nos velhos tempos. Marilyn Manson está cada vez menos ‘Manson’ e ‘Marilyn’. Uma nota de dólar com sua face e o número da besta ao fundo do palco não são o bastante. O guarda roupa vintage que ele desfila nada tem de apelativo como seus trapos e corsets de outrora.

Enfim, ainda saímos felizes por ter ouvido Disposable Teens, mObscene, The Dope Show, Sweet Dream e The Beautiful People. Querendo ou não, mr. Manson ainda bota uma certa “banca” aonde chega e convence de que ele é um grande artista.

Project 46

O Project 46 repetiu o ótimo desempenho em palco, mostrado em festivais como o Roça ‘N’ Roll e Rock In Rio. Não pude ver o show inteiro, pois também queria curtir o Hellyeah. Mas as três primeiras músicas e a empolgação da galera que se acumulou no palco alternativo para ver a banda são argumento suficiente para que eles estejam aqui. Erro +55, Violência gratuita e Capa de Jornal fizeram a plateia ferver.

Steve ‘N’ Seagulls

Steve 'N' seagulls no Maximus festival/ Divulgação. Photo: Estúdio Gaveta.

Steve ‘N’ seagulls no Maximus festival/ Divulgação. Photo: Estúdio Gaveta.

Eu nunca fui muito partidária de banda cover. Mas Steve’N’ Seagulls me pareceu um pouco mais do que cover. Tocando um Bluegrass que caiu tão bem como uma saladinha leve antes de festival, a banda fez uma apresentação digna de boas aberturas, com versões muito interessantes – e eu diria quase ‘fofas’ de grandes clássicos do metal. Destaque para The Trooper e Aces High, ambas do Iron Maiden, e para a simpatia dos finlandeses!

Hellyeah

O Hellyeah sempre vai ser conhecido como ‘a banda do Vinnie Paul, ex- baterista do Pantera‘. Por isso, sempre é difícil escutar os caras e deixar de lado o passado de Vinnie. Não é como o Pantera, por mais que o vocalista se esforce para parecer assim algumas vezes. A sonoridade é diferente. Uma cara mais jovem e menos thrash metal. E por isso mesmo convence, porque tenta se afastar um pouco do passado do baterista.

E convenceu no Maximus Festival por ter sido uma apresentação em que se via os integrantes felizes, e uma presença de palco bem digna do vocalista. X, Demons in the dirty, Say When ( a mais Panterawise de todas tocadas) e Hellyeah! constribuiram no setlist para uma apresentação convincente.

Quem foi pura persuasão e brilho no Maximus Festival

rammstein

Til Lindemann – Rammstein. Divulgação/ Photo: Marcos Hermes

Rammstein

Advertência: o fato de ser meu primeiro show do Rammstein e de ter sido muito impecável vai causar impactos passionais nas próximas linhas. Não espere imparcialidade. Mesmo.

Gente, o que foi esse show do Rammstein no Maximus Festival? Que coisa maravilhosa! 7×1 inquestionável em todas as demais bandas que se apresentaram naquele dia, por mais que todos tenham se esforçado.

O Rammstein trouxe para o Maximus exatamente o mesmo show que tem feito em nos principais festivais europeus. A apresentação em Interlagos não deixou nada a desejar com relação ao show do Hellfest 2016, por exemplo. Aliás, nós ganhamos “Te quiero puta” ao final, o que não rolou no Hellfest. Simplesmente, um show completo – a música extremamente original, a magia de ver uma banda cantando alemão e soando bonito ( sim, a gente sempre acha alemão meio feio e ríspido, mas olha na boca de Lindemann, que lindis que fica!), a encenação dos integrantes, o figurino, a pirotecnia, o cenário, os efeitos de luz… impecável, irretocável. Poderia assistir a mais trocentos shows dos caras.

O setlist muito bem montado para a presente turnê traz Rammstein,Reise, Reise, Keine Lust, Feuer Frei!, Du richest so gut, Mein Herz brennt, Links 2-3-4, Ich Will, Du hast, Sonne, Engel… ouvir tudo isso ao vivo foi muito legal. O mais impressionante foi ver como o público fiel arranhou com coragem o alemão, bradando todos os refrões. Foi de arrepiar.

Fiquei imaginando que a história da Alemanha e do mundo poderia ter sido muito mais bonita se ao invés do 2o reich tivessem ocorrido sucessivos shows do Rammstein: o fogo seria só o da pirotecnia, a poeira só de purpurina e brilho das roupas de Christian Lorenz, a comoção só com a música.

Halestorm

Izzy hale halestorm

Izzy Hale – Halestorm. Divulgação. Photo: Estúdio Gaveta

O prêmio gogó de ouro vai para a senhorita Izzy Hale.Não só gogó, mas talento, presença de palco. Ela e sua banda dominaram tudo, deixaram a plateia hipnotizada. O domínio dos talentos vocais caem muito bem com uma banda de músicos competentes. Mas faz o brilho ser ainda maior quando se vê que na alma de Izzy, por trás de toda aquela parafernália pop que às vezes ronda a banda, existe sim uma essência muito rock ‘n’ roll, uma atitude vista em poucas.

Love bites (So do I),fez todo mundo levantar poeira para atingir o palco onde estavam. Apocalyptic, I like it heavy, Mayhem e I miss the misery figuraram no set list consistente feito pela banda.

Além de mostrar muito rock ‘n’ roll, ainda mostraram muita simpatia. Sorriso no rosto e interação genuína com o público, sem demagogia excessiva fizeram Halestorm brilhar ainda mais.

Far From Alaska

farfromalaska-maximus

Pronto. Se faltava uma banda de Natal, do Rio Grande do Norte para eu curtir, agora não falta mais. O que foi esse show do Far From Alaska? Stoner rock com assinatura, cheio de atitude. A banda mostrando que estava ali com muita vontade, feliz em cantar para uma plateia que ficou bem cheia. Poderia ter ficado mais, não fosse os bem cotados do Shinedown estarem tocando no mesmo horário. Eu fui para ver as primeiras músicas de FFA, mas não pude me distanciar do palco.

Emmily Barreto mostra que tem o demônio do rock ‘n’ roll na voz e no corpo. Ótima presença de palco e domínio do que faz. Thievery, Another Round, Deadman, Politiks, About Knives… tudo isso funcionou muito bem ao vivo, em um setlist que prendeu todo mundo até o último minuto. Uma banda para chamar de favorita, logo logo.

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

6 comments

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  1. Renan 12 setembro, 2016 at 03:08 Responder

    Olha, o festival me satisfez como um todo. Não vou discordar de você porque você tem seus pontos de vista, assim como todo mundo. Não sei se você percebeu isso, mas achei a plateia um pouco fria. Acho que a galera estava mais lá para ver o Rammstein. Realmente, eu sinto muito pelo Shinedown ter feito um show curto e que, não sei o que houve, tocaram apenas 4 músicas e teve problemas com seu som durante a sua apresentação. Tomara que alguém os compense trazendo-os para o Rock In Rio ou até ao Maximus do ano que vem. Black Stone Cherry eu acho aquelas bandas pra você ouvir tomando uma cerveja num daqueles bares de motoqueiros. É um tipo de som que me empolga, mas acho que tinha banda bem melhor pra ter sido trazida, como Monster Truck ou Blackberry Smoke. O Hellyeah foi um dos shows que me empolgaram muito junto com o Disturbed, que tem uma presença de palco bacana, mas meio que forçou a barra tocando uns quatro covers em seu set list. O Halestorm eu achei um show menos empolgante que foi no Rock In Rio, mas a Lzzy consegue cada vez mais se firmar com sua beleza e simpatia, além do seu irmão mandar bem na batera. O Bullet é aquela coisa do Metalcore em que muitos metaleiros odeiam. Para uma primeira vez vendo-os ao vivo, eu curti bastante. Eu prefiro eles ao seu conterrâneos do Bring Me The Horizon, mas acho que passaria longe numa próxima oportunidade. Sobre o Rammstein, é inegável que foi a cereja do bolo da noite e que fizeram um show sensacional, parabéns para os caras! Realmente foi um 7 a 1 da Alemanha no Maximus. Para o ano que vem, acho que a essência no que se refere a bandas deve ser mantida. Mas que algumas dessa tranqueiras que o Maximus trouxe possam ser substituídas por outras bem melhores. Ano que vem eu acho que dá para sonhar com um line do tipo com Korn, Tool, Volbeat, Gojira, Ghost, Slayer, Chevelle e, por que não, King Diamond? Já tem muita gente cantando a pedra de que os caras vem ao Brasil em 2017. Acho que seria uma sacada de gênio s eles pintassem como headliner no próximo Maximus.

    • Gracielle Fonseca 12 setembro, 2016 at 11:29 Responder

      Ei, Renan! Muito legal ler o seu comentário. Eu tentei ser respeitosa com os fans de todas as bandas, mas mesmo assim fui bem sincera, rsrs. Eu fico feliz em saber que o festival te satisfez. Torço demais para que eles continuem e que façam um lineup cada vez mais legal. Precisamos de grandes festivais de metal para chamar de nossos, hehehe! Aiii, até me arrepio em pensar de uma possibilidade de ter King Diamond num fest brasileiro. Nossa, eu já vi 3 vezes em festival e digo, é um show que todo mundo deveria ter o direito de ver. Fantástico também! Tb curto muito Korn ( apesar de não parecer tanto, rs), acho Ghost ia ser lindissimo, Gojira é massa tb, e Volbeat, queria ver se dá caldo aqui tb. O rock deles é quase pop e fez muito metaleiro se mexer no Graspop deste ano. Achei isso muito legal.
      Beijão pra vc e obrigada pelos comentários e leitura <3

  2. Max Rodrigues 12 setembro, 2016 at 15:56 Responder

    Quanto aos shows, nada posso dizer do, assim chamado, “Palco Nacional”, já que não assisti a nenhum dos shows lá, uma vez que nenhuma das bandas era do meu interesse.

    Quantos aos outros shows, só posso dizer que não gostei de BFMV; Hellyeah não me convenceu nem através do YouTube; Halestorm ainda não me convenceu, apesar de ter gostado da voz da Izzy, de modo que tenho medo de não ter dado a devida atenção à banda dela; Steve Seagulls é o sambô finlandês, “only better”; Hollywood Undead gostei, mas fiquei um tanto decepcionado com os rumores de que tocaram de playback, não sei se é verdade, mas acabei tenda essa impressão (após os comentários). Em síntese, estava lá para ver Manson e Rammstein, principalmente aquele, o que fez com que ficasse ansioso e sem muita paciência para curtir as bandas que tocaram antes do Manson.

    Quanto ao Manson, nem comento, digam o que quiseram, podem me julgar, foi melhor que Rammstein – hahahaha -, mas Rammstein também foi excelente.

    Como já comentei antes, gostei muito do festival, a atmosfera foi atraente e a companhia também. Volto a pedir Dimmu Borgir, Cradle of Filth, Korn, Slipknot… Até porque não tenho o menor interesse em viajar para Rio de Janeiro ou para conhecer o Rock in Rio.

    ***
    A única coisa que me falta para gostar 100% do Maximus deste ano é ter o reembolso requisitado há alguns dias.

    ***

    Gracielle, poderia falar por que não gostou do show de Cradle of Filth no Hellfest de 2015?

    ***
    Por que ainda não foram para o Rock am Ring? Acho engraçado dizerem que festival não gosta de repetir bandas, mas o Manson quase todo ano está lá, sempre foi um sonho de adolescente ir para esse festival, quem sabe um dia.

    ***
    Conheci o site este mês/fim do mês passado, e já li bastante coisa aqui. Continuem.

    • Gracielle Fonseca 12 setembro, 2016 at 18:58 Responder

      Ei, Max!!!

      Massa ler os seus comentários sobre os shows do festival. =) Ok, eu entendi que você é super fã do Manson, hehehe. Também gosto dele. Mas queria que ele ficasse escadaloso para o resto da vida, sabe? Essa coisa muito Marc Jacobs de agora não me agrada tanto. Musicalmente, também vejo que ele mudou, o que é o curso normal dos artistas. Continuo curtindo muito, mas com ressalvas, hehehe.

      Então, de modo geral eu curti o festival. Espero muito que continue. Na verdade, é que a gente é muito carente de um festival que pode ser chamado “festival de metal”. Por que o Rock in Rio, apesar de ser importante e talz, ele é um festival de tudo. Aí a gente ainda fica assim, nesta roupagem estruturalista não querendo muito sair da nossa caixinha metaleira, hauahauahau;

      ***

      Sobre o Cradle Of Filth no Hellfest 2015, foi quando eu entrei em choque com um Dani que eu não queria acreditar que existia. Eu sou daquelas amantes e defensoras do VEmpire, e o que ele fazia com a voz nesse cd era especial. Daí, eu não queria acreditar nos boatos de que ao vivo ele não era mais o mesmo. E no Hellfest eu tive que acreditar. Além disso, achei uma performance meio excêntrica demais, tipo, ele ficava pulando igual se estivesse sobre um trio elétrico em várias músicas. Acho que quase que só em Nynphetamine que ele aquietou o facho dele, hauahaua. O show do Hellfest foi o primeiro que vi da banda. Eu esperava demais e tive de menos. Daí fiquei com essa sensação ruim =(

      ***
      Não fomos no Rock Am Ring ainda por conta de planos e logística mesmo. Mas ele está na mira, sempre estão, hehehe. Tudo vai depender do lineup e da logistica mais atrativa 😉

      Bjs, querido!!! Obrigada pela leitura e pelos comentários!!

  3. Adriel Farias 18 dezembro, 2016 at 17:06 Responder

    Gracielle, o que você está achando do Line-up até aqui divulgado da segunda edição do festival? Particularmente achei o line da primeira superior, mas tem algumas bandas interessantes como Five Finger, Slayer, Linkin Park e Ghost, mas pra mim ainda faltou im Korn (que já vem solo no primeiro semestre, sem chances), Machine Head, System of a Down ou Slipknot.

    • Gracielle Fonseca 20 dezembro, 2016 at 17:04 Responder

      Ei, Adriel!! Olha, sou suspeita para falar. Gosto muito de Ghost e Rob Zombie. O primeiro lineup teve coisas legais,mas me fisgou de verdade pelo Rammstein, sabe? Concordo com vc que poderia ter Machine Head e System of a Down tb. Slayer é meio que o peixe fora dágua aí, pq é da turma dos clássicos, entende? Mas é uma super adição, creio eu (apesar de ter visto muuuuitos shows dos caras, e tb em festivais, topo ver mais um, hahaha). Slipknot tb ia ser massa, pq os caras mandam bem demais ao vivo! Por enquanto, ainda continuo achando o festival ainda no meio do caminho na construção do lineup, no sentido de que ainda estão se encontrando, ainda estão vendo qual vai ser mesmo a pegada e tal). beijão e valeu pelo comentário.

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