rammsteinFotos: arquivo pessoal

Roteiro de fã: 4 países, 4 festivais e 4 shows do Rammstein

Como tudo que a gente publica aqui no Festivalando, esse texto de hoje é pra quem ama festival e ama viajar. Mas é, acima de tudo, pra quem ama loucamente um artista ou uma banda. Pra quem já fez (faria ou fará) coisas absurdas pra estar perto do ídolo.

O [email protected] [email protected] de hoje traz a história do Luis Henrique Silva, lá de Manaus, teve que esperar dez anos até finalmente poder ver o Rammstein. Mas compensou a espera da melhor maneira: foi a quatro festivais em quatro países (Highfield, na Alemanha, Rockout, no Chile e Maximus, no Brasil e na Argentina) para ver a banda ao vivo.

O melhor de tudo: ele registrou em vídeo toda a experiência da viagem e dos festivais e produziu um mini-documentário INCRÍVEL e IMPERDÍVEL que você DEVE assistir. O Rammstein Concert Experience está lá no fim do post, mas antes o Luis conta um pouco sobre as impressões em cada festival.

Se você também quer contar pra todo mundo suas histórias de viagem para festivais, escreva pra gente no [email protected] 😉

Roteiro de fã: 4 países, 4 festivais e 4 shows do Rammstein – por Luis Henrique Silva

rammstein

“Quem espera com prudência
Será recompensado no tempo certo
Agora a espera tem um fim
Emprestem seus ouvidos para uma lenda!”

Não há outro jeito de começar a resenha dessa viagem maluca, se não por esse trecho da música Rammlied do grupo alemão Rammstein. Em 2010 eles passaram em solo brasileiro, mas infelizmente não pude ir. Após esperar 8 ANOS por isso, eu pude realizar meu sonho e muito bem realizado. Fui em 4 shows da banda, em 4 festivais diferentes e em 4 países diferentes. E eu acabei documentando tudo isso em vídeo, pois era um acontecimento realmente importante pra mim.

Os festivais que eu passei foram: Highfield Festival (Germany), Rockout Fest (Chile) e Maximus Festival (Brazil e Argentina).

Highfield Festival (Germany) 21/07/16

O Highfield Festival acontece em pequena cidade da Alemanha chamada Leipzig. É um festival relativamente grande e com uma proposta interessante até. Ele não é um festival exclusivo de metal, como Wacken ou Hellfest. Acredito que o Lollapalooza seria o festival mais adequado para comparação. As pessoas estavam lá mais pra curtir o festival, do que as bandas em si. E muitos dos que ali estavam conheciam Rammstein, a principal atração do festival, apenas pelo nome. O lineup do festival:

highfield festival

O acesso do festival foi bem tranquilo. Eles disponibilizam shuttle que sai da principal estação da cidade para o festival e do festival para a estação.

Como eu disse, o festival é bem grande. É rodeado por um lago onde todos se banham. O problema é que também há muita poeira, muita mesmo. Com 2 minutos de chegada no festival eu já estava todo sujo de poeira. A poeira é tanta que pra amenizar a situação, passam carros jogando água pra diminuir a poeira que levanta quando o pessoal anda.

A estrutura do festival é boa, eu apenas tive problema com local pra beber água, que não tinha no primeiro dia, mas depois isso logo se resolveu pela noite.

Não vou me prolongar muito sobre este festival porque eu ainda irei fazer um vídeo exclusivo pra ele, então poderei dar mais detalhes sobre o mesmo.

Rockout Fest (Chile) 03/09/16

rammstein

Rockout Fest, antigamente conhecido como Maquinaria Festival, acontece na cidade de Santiago no Chile e foi um dos primeiros festivais a confirmar data para o show do Rammstein na América do Sul. Nunca tinha ido ao Chile, gostei bastante do que vi por lá, apesar de ter visto pouca coisa.

O festival aconteceu no estádio Santa Laura, um local grande e que acomodou muito bem o público para o festival. O estádio era relativamente perto do centro da cidade. O deslocamento até o local para mim foi tranquilo, porque eu usei táxi. Para minha surpresa táxi não era tão caro quanto eu imaginei. Mas aparentemente não havia grandes mistérios para se chegar no estádio, era possível usar transporte coletivo mesmo, e o sistema para compra de passagem de ônibus não é nada diferente comparado ao Brasil, vocês irão entender porque eu estou dizendo isso quando eu falar da Argentina.

Cheguei no estádio um pouco tarde, por volta de 13h, tendo em vista que o primeiro show começava às 14h. Havia muitas pessoas na fila esperando os portões abrirem. Eu ainda precisava retirar meu ingresso, pois tinha comprado online e no site não te dava possibilidade de envio internacional. Não houve problemas na retirada do ingresso, apenas mostrei meu passaporte e por segurança levei o comprovante de pagamento que foi enviado por e-mail quando finalizei a compra online, que no final nem foi solicitado.

Público insano

O festival funciona muito parecido com a ideia do Wacken, dois palcos um do lado do outro. Esse ano o festival contou com 8 bandas, onde se apresentaram 4 em cada palco. O festival foi bem pontual com relação a horário, não houve atrasos. A estrutura dos palcos, apesar de mais simples se comparada com a do Highfield, não deixou a desejar. Mesmo do Rammstein, que veio com todo o cenário gigantesco e todos os equipamentos de fogos. Como sabemos, nós da América do Sul sofremos, quase frequentemente, com a vinda de artistas internacionais que possuem grandes cenários, mas deixam de trazer para cá boa parte devido aos gastos que se tem para transporte de tudo.

O público chileno foi um dos mais loucos que já vi na vida, sério. Se você nunca foi a um show no Chile, recomendo você ir bem preparado fisicamente, porque eu sofri (rs). O público ficou realmente agitado ainda quando a segunda atração, Hellyeah, entrou no palco. E foi assim até a atração final. Eu realmente achei que iria quebrar algum osso da minha caixa torácica, foi horrível. Quando o Rammstein entrou no palco, o público ficou mais tranquilo e deu pra assistir o show melhor.

Line-up do festival:

rockout

Maximus Festival (Brasil) 07/09/16

rammstein

De volta ao Brasil, o próximo festival seria o Maximus. O Maximus anunciou as atrações em maio, já anunciando que Rammstein seria a grande atração do festival. Essa foi a primeira edição do festival, e bem ambiciosa. O festival teve nada menos do que 16 bandas para um dia de festival. O que deixou algumas pessoas irritadas, pois algumas bandas tocariam apenas por 30 minutos. As principais atrações do festival eram Rammstein, Marlyn Manson e Disturbed. Desde o início o festival deixou claro que pretendia seguir a ideia do Wacken, de dois palcos lado a lado. E assim foi feito. Nos palcos principais se apresentaram 10 bandas, 5 em cada palco. O festival foi bem pontual também, não demorava mais de 10 min para o show no outro palco iniciar.

Agora vamos falar de uma coisa que deixou a desejar, não só na minha perspectiva, mas na perspectiva de outras pessoas também, que foi o sistema de dinheiro do festival. Antes dos ingressos serem vendidos eles anunciaram esse novo sistema, que me parece que vai ser usado no Rock in Rio na edição de 2017 também. O público iria ter uma pulseira magnética para realizar comprar no festival e qualquer tipo de compra só poderia ser feita apenas com essa pulseira, ou seja, teríamos que comprar tudo antes de ir para o festival. Até aí tudo bem, mas o problema foi quando divulgaram o preço das recargas.

O dinheiro deles, que chamavam de “Metals”, tinha uma conversão muito estranho do dinheiro real. A recarga mínima era de 8 Metals, que convertendo para real dava 30 reais. Eles apenas lançaram o preço das recargas, mas não divulgaram o valor das coisas ( agua, comida e et). O que deixou todo mundo mais revoltado ainda com a situação. Mais tarde, devido a reação do publico, eles divulgaram o preço de algumas coisas para que o pessoal pudesse ter uma ideia de valores, o que não ajudou muito a acalmar todo mundo, já que os valores das coisas eram bem caras.

Sem merchan

Eu fiquei chateado, porque eles não divulgaram o preço do Merchan das bandas, e eu queria muito comprar a camisa da turnê do Rammstein no Brasil. No dia do festival fiquei naquela duvida, correr pra pegar um bom lugar ou correr pra comprar a camisa da turnê antes de acabar?! Acabei escolhendo a primeira opção e indo para o palco mesmo. No fim do show eu fui atrás da camisa, que pareceu que não vendeu muito, pois ainda havia bastante camisa, acredito que por conta desse sistema de dinheiro. Fui atrás de recarregar a pulseira e a notícia: o local que fazia a recarga da pulseira já estava fechado. Como compra? Não compra. Fiquei sem a camisa aqui do Brasil, mas ok.

A estrutura do festival era bem grande, o local (Autódromo) também era grande, tudo muito bem decorado. A estrutura dos palcos foi superior ao Rockout fest, por exemplo. O acesso ao local do festival, que para mim seria uma dor de cabeça, acabou me surpreendendo porque foi bem fácil, fui de metrô mesmo. Foi tudo bem tranquilo. A única coisa que pecou mesmo foi o sistema de dinheiro, um ponto de melhoria para a próxima edição.

Line-up do festival:

maximus festival

Maximus Festival (Argentina) 10/09/16

rammstein

Depois da edição do Brasil, meu destino era o Maximus Argentina. Era o mesmo festival, inclusive com a mesma produção e o mesmo line-up. Cheguei por volta de 9 horas da manhã na “Ciudad del Rock”, local onde aconteceria o festival. Antes mesmo de viajar para Argentina, eu já fui alertado que o local era muito perigoso, que era para eu ficar atento e tudo mais, já fiquei com medo.

Eu decidi ir de transporte coletivo para o festival, mas acabei tendo problema com isso. Na argentina há uma espécie de cartão para transporte coletivo, e você só pode pegar o ônibus com esse cartão, eu não sabia disso. Tentei ir atrás de um lugar para comprar esse cartão e não achei. Resumindo, acabei indo de taxi. Fora isso foi bem tranquilo. A estrutura do festival não deixou a desejar comparado com o festival do Brasil, era praticamente a mesma. Questão de pontualidade foi tudo bem também.

Diferente da edição brasileira, a edição da Argentina não tinha a pulseira magnética. O ingresso era físico mesmo, uma vez que não havia ingresso físico da edição do Brasil, o ingresso era pulseira, e a compra era feita com dinheiro mesmo.

Após o show eu tive problema para voltar também. O local para pegar o ônibus era em frente ao local do show, mas o problema era que todos os ônibus que passavam estavam completamente lotados. Eu esperei passar dois ônibus, para mais uma vez decidir usar táxi.

Rammstein – The Concert Experience

Enfim, espero ter passado um pouco da visão de cada festival para vocês e espero que vocês confiram e gostem do vídeo também, peço perdão pela minha histeria em algumas partes, mas era tudo emoção.

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