Overdose de atrações em festival mata? Quase!

Está lançada a polêmica no nosso podcast de hoje: quanto mais atrações em um festival, melhor? Ou, festival com atrações demais é problemático? Qual é a sua opinião sobre isso?
Mas, antes de pensar sobre essas questões, responda uma coisa: você já esteve em um festival em que acontecem 200 atrações por dia, todos os dias, durante 7 dias? Acho que, quando você está diante dessa experiência arrebatadora, aí é que você começa a entender melhor as implicações envolvidas nessa polêmica.

Só posso dizer-lhes a seguinte coisa: é humanamente impossível! Claro que no meio de toda a empolgação, quando vimos a quantidade de coisas que poderiam ser feitas no Roskilde e no Wacken achamos extraordinário, a pricípio. Chegamos até a estranhar o jeitinho maroto do Popegoja, um baby indie, pequenino, modesto, com uma feirinha ali outra aqui, uma ou outra barraquinha, e shows acontecendo de forma espaçada.

No entanto, ao final da jornada, depois de passar por 7 festivais gringos, já estávamos pedindo arrego quando veio o “chefão” do game: o Sziget, com nada mais nada menos do que 200 atrações por dia. As mais diversas, obviamente. Poderíamos encontrar desde pequenos eventos musicais, até stands de organizações não governamentais com algum tipo de atividade e um salão de beleza em que era possível fazer um “penteado de festival” . É mole?

Tá certo que no Sziget a gente começou a achar toda essa quantidade meio esquizofrênica e desesperada. Não tinha uma unidade e propostas claras como eram as coisas do Roskilde, todas ligadas a um conceito. Por exemplo, o Sziget chegou a ter uma mesa de sinuca gigante ao lado de um espaço para meditação, que por sua vez, era encontrado entre as barraquinhas da área de alimentação – de onde também despontava um palco aleatório para DJs e bandas menos conhecidas. Do nada também você sempre esbarrava numa obra de arte duvidosa, tipo esse monstro de lixo/pet aqui:

monstro do lixo

A cada dia você tem percebido mais porque chamamos o Sziget de “o erro” da primeira temporada, não?

Não só a quantidade absurda de atrações nos fez jogar a toalha muitas vezes, mas também as distâncias inacreditáveis que tinham que ser percorridas de uma atração para outra, ou de um palco para o outro, como era o caso do Wacken e do Roskilde. Mas, essa conversa fica para outro momento.

O que a gente quer saber  é: precisa mesmo disso, minha gente? Organizadores de festival, por que tantas atividades? Pessoas, quais as vantagens disso?

Bora ouvir esse podcast com um pouco da opinião da Pri e minha sobre o assunto.

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

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