Otacílio Rock Fest – Divulgação.

Otacílio Rock Fest 2016 – por Diogo Ciampolini

A nossa seção [email protected] [email protected] de hoje vai contar mais uma vez com a participação do nosso leitor convidado, Diogo Ciampolini. Ele é um rapaz massa lá no Sul que tem até um canal do You Tube, para falar dos festivais dos quais ele participa. Vocês já devem ter visto por aí – e se não viram ainda, aconselhamos fortemente, o Metal Waste TV  . Lá você garante boas doses de humor e ainda dá uma sacada na vibe de festivais muito legais e, inclusive, vê um vídeo massa sobre o Otacílio Rock Fest.

Mais do que um metaleiro ativo nos eventos locais, o Diogo é um caçador de festivais underground. Já rodou do Rio Grande do Sul ao Maranhão atrás de festivais pelo Brasil. Em 2014, mesmo ano em que o Festivalando deu o ponta pé nessa parada de turismo para festival, o Diogo também fez uma metal trip pela Europa, passando por quatro festivais, como o Wacken e Brutal Assault.

Não rolou para a gente aqui do Festivalando ir no Otacílio Rock Fest, apesar de ter havido convite e tudo mais,  o que agradecemos bastante ao pessoal do Heavy Metal On Line, e o amigo Clinger Teixeira. Mas, a parte boa é que o fest foi praticamente no quintal da casa do Diogo e, mais uma vez ele brilhou escrevendo uma resenha e mostrando um vídeo muito legal aqui para a gente. Vamo lá?

10568876_10201452644556376_1032461113362247889_nOTACÍLIO ROCK FESTIVAL 2016,

Por Diogo Ciampolini

Em sua décima edição Otacílio Rock Fest já pode ser considerado um festival tradicional de Santa Catarina. Para essa edição especial, os organizadores prepararam a primeira edição Open Air do evento. Dois dias de camping, churrasco, bebida, novos amigos e muito, muito metal!

Há 5 anos frequento o festival e fazendo excursão pra lá, já posso dizer que nossa caravana de Florianópolis também tem se tornado tradicional.

 

LOCAL E CLIMA

Ph: Diogo Ciampolini

Ph: Diogo Ciampolini

O festival rola na cidade de Otacílio Costa, bem no coração de Santa Catarina e curiosamente tem entre os organizadores o Ex-Prefeito da cidade. Com um acesso fácil e sinalizado, não é difícil chegar até o local. Ainda mais se levarmos em conta que a cidade é pequena e todos por lá já conhecem o ORF. Além do mapa que a organização sempre disponibiliza dias antes para o público. Moleza.

Não exatamente um camping, mas um sítio que costuma ser alugado para eventos, algo bastante comum em regiões interioranas. Muita grama, banheiros fixos espalhados (quanto mais longe, mais limpo) e praticamente sem barro.

INFORMAÇÕES E MARKETING

Incrivelmente o evento ainda não conta com site, nem vendas via internet. Os ingressos podem ser adquiridos pelos pontos de venda ou depósito bancário. Mesmo com esse ar amador, o evento sempre deu conta do recado, devido ao seu porte. Outro ponto ainda falho é sua identidade visual, que apesar de existir, é de bem amadora. Quem frequenta eventos do tipo sabe que no Brasil esses três pontos citados acima são infelizmente um “clássico” por aqui. a velha linha de pensamento “metaleiro quer banda boa e cerveja barata”, que apesar de estar certo, peca em sempre oferecer sempre “o mínimo” para seu público, e em alguns casos, nem isso. Seria muito bacana vermos um festival já consagrado como esse investindo nesses pontos para próximas edições, o que aliado a boas bandas com certeza traria mais público de fora do estado.

ALIMENTAÇÃO

Um ponto ainda fraco do festival, que apesar de ter um local fixo com alguns comes e bebes, não há nada muito saboroso ou saudável a ser prestigiado. Talvez devido a isso o ORF é o único festival do gênero que permite seu público entrar com bebida e alimentos no local. Apesar da organização sempre solicitar ao público para que deem preferência aos produtos internos (principalmente bebida, que é sempre barata) e colaborem com os gastos do festival.

CONECTIVIDADE

Apesar da dificuldade ainda ser grande pra se usar celular lá, algumas operadoras tem conseguido se manter firmes no local, como é o caso da Vivo, que com um pouco de paciência, funcionou até 3G dentro do sítio. Mas já é esperado de todos entrar naquele clima de desligamento da vida normal e submergir no festival. Uma ótima experiência!

LIMPEZA E BANHEIROS

O sítio conta com três locais fixos com banheiro e nessa edição ainda houveram alguns banheiros químicos para auxiliar. Manter a higiene dos banheiros conservada durante esses dois dias é complicado, visto que não há uma equipe de limpeza durante o evento, e a organização não cobra pelo banho. Domingo de manhã já tem banheiro que está inutilizável. Quando se precisa tomar banho, o ideal é sempre procurar o banheiro mais longe do público, que costuma estar mais limpo. Por outro lado, pra você que é distraído, o ORF dificilmente deixa faltar papel, algo que pode te salvar numa emergência!

ESTRUTURA E SEGURANÇA

Ph: Diogo Ciampolini

Ph: Diogo Ciampolini

Impossível não comentar a nova estrutura do festival montada para sua primeira edição open air. Com a aprovação da maioria, as tendas fizeram sucesso. Uma para o palco, e outras duas para o público. O problema mesmo foi um dos pilares da tenda do público ter ficado a 1 metro a frente do palco. Exatamente onde rola o mosh pit. E aí? como faz? …Faltou mesmo foi uma proteção nesse pé de ferro para evitar possíveis acidentes.

Dado a tranquilidade do festival, a segurança, apesar de existir passa praticamente impercebida pela maioria. É muito bacana lembrar que pelo churrasco, todos são permitidos entrar com facas e espetos, mas nunca ocorre nenhum tipo de briga.

BANDAS E PÚBLICO

Ph: Diogo Ciampolini

Ph: Diogo Ciampolini

O público. Sem dúvidas minha parte preferida desse festival. O melhor que conheço para fazer novos amigos. Lá você encontra muito além de uma galera querendo pagar de mauzão, tem uma porção de gente do interior, que não costuma ter eventos em sua cidade e vai ao ORF cheio de alegria e expectativas pra curtir. Jovens, idosos, Familias com crianças de menos de 5 anos. Tem de tudo, nesse quesito o evento é um exemplo.

Outro ponto marcante é que o festival costuma dar espaço para bandas locais, muitas vezes de cover se apresentarem, o que apesar de ser legal, as vezes incomoda. Bandas de pouco nível técnico, muitas vezes tocando clichês que já estamos saturados de ouvir, acabam tirando um pouco a graça do festival. Mas também tem boas bandas por lá, algumas de fora do estado e outras até de nível nacional. As principais desse ano foram Dr. Sin, MX e Nervo Chaos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Vale a pena? Com toda certeza! Como diriam aqui por Floripa “é um baita!”! Os organizadores são bastante concientes do cenário local e mantém o pé no chão a cada edição, o que firma parceria entre evento x público de cada ano. Existem pontos a serem corrigidos, como foram citados acima, mas o festival já é um clássico catarinense e ninguém duvida que outros dez anos de evento estão por vir! Dois dias de evento tem sido pouco, já está na hora do ORF adicionar o terceiro dia ao currículo e deixar a galera curtir um pouco mais desse momento tão esperado pelo público durante o ano todo!

Assinar blog por e-mail

Receba sempre nossas dicas, histórias e novidades sobre viagens para os melhores festivais de música do mundo.

Compartilhe este post

Festivalando

Festivalando é o primeiro site brasileiro sobre viagens para festivais de música. Viajamos o mundo todo para oferecer um mix de dicas, ferramentas, relatos, informação e opinião sobre o universo dos festivais.

No comments

Add yours

Deixe uma resposta