motley crue sweden rockMötley Crüe – Sweden Rock 2015. Sweden Rock Official Press

Mötley Crüe no Sweden Rock: o que esperar no Rock in Rio?

Era impossível deixar de notar como a população do Sweden Rock de repente ficou muito, muito maior na sexta. Esse talvez tenha sido um dos dias mais movimentados e com maior quantidade de laquê e cabelos de poodle por metro quadrado da área do festival. Afinal, era dia deles, um dos ícones mais importantes do hard rock e glam metal se apresentarem. O Show do Mötley Crüe foi o último da sexta no Festival Stage, palco principal do Sweden Rock. O último e mais esperado pelo público, certamente – trata-se da última turnê da banda ( bom, pelo menos eles dizem… quero ver daqui a alguns anos… haha). Portanto, essa seria uma das últimas oportunidades para muita gente ver o concerto: menos eu e alguns que ainda vão vê-los no Rock In Rio, provavelmente 😉 e também para alguns suecos e pessoas dispostas a ir para Estocolmo no final do ano, quando a banda faz, então, seu último show na Suécia – conforme anunciado pelo tiozão Vince Neil.

Esse post, amigxs, é um super spoiler desse show. Mas qual fã não persegue a banda e não gosta de todo os spoilers possíveis? Foi por isso que a gente resolveu te contar como foi o show do Mötley Crüe no Sweden Rock, para que você saiba exatamente o que pode acontecer no Rock In Rio – apesar de que o fator climático pode interferir muito no que pode acontecer entre o palco e a plateia. Afinal, há muitos graus celsius que separam Sölvesborg do Rio de Janeiro 😉 . Além disso, vale lembrar que o Show do Mötley Crüe no Rock in Rio de 2015 é, pelo menos até agora, a única apresentação da banda na América do Sul.

O frio de rachar que começava na noite sueca quase não era percebido no meio da multidão que se aquecia mutuamente e esperava alucinada a entrada dos caras no Palco, que é esse aqui, bem simples até para uma turnê de despedida etc:

palco motley crue

Vince Neil, Mick Mars, Nikki Sixx e Tommy Lee entram no palco já com um dos hits – não tão velhos, mas cativantes da mesma forma – “Saints of Los Angeles” levanta a galera e faz todo mundo cantar junto – muita gente ainda não cantava e estava boquiaberta com o fato de ver o Crüe ao vivo.

Em seguida, um dos clássicos “Wild Side”, deixa evidente que Neil não é mais o mesmo, nem em forma física nem em voz. Ainda bem que tinha a “Sheila melo” e “Sheila Carvalho” do Mötley Crüe para dar uma forcinha nos backing vocals. As duas moças, uma loira e outra morena, teúdas e manteúdas entraram mostrando a flexibilidade da escadeira e energia na voz, muita prensença de palco – e pasmem, sem ter esse lance de desrespeito ou de colocar mulher em uma posição submissa – o que a gente cansa de ver em muitos shows e clipes desse gênero musical, em específico. Mas não vou iniciar aqui nesse post mais discussões sobre o glam rock e machismo – get in the pit nos comentários do Steel Panther, se quiser 😉 . Voltemos todxs ao show do Mötley Crüe, hehehe:

“Primal Scream” mostrou que o Mötley Crüe é, no fundo no fundo, uma boa banda de Rock n’ roll, com levadas fáceis, riffs que te fisgam, assim como os refrões. “Same Old Situation – S.O.S” veio na sequência e levantou o coro. A quinta música, “Looks that Kill” fez todo mundo esperar ansiosamente pelos clássicos do mesmo álbum do qual a música faz parte, o “Shout at the Devil” , um dos melhores da banda, na minha opinião.

“Too fast for love” e “Smokin in the boys room” foram colocadas estrategicamente naquele período crítico, quando o show chega quase à metade. “Too fast for love” poderia ser too fast para Neil também, hahaha ele até tentou dar umas corridinhas de um lado a outro do palco, tentou vir mais rápido na catwalk, mas realmente, a idade chega para todo mundo e, convenhamos, ele não está dando muita bola para essa coisa de se cuidar, julgando pela circunferência da cintura hehehehe.

Além de Smokin in the boys room que também é um cover, a banda resolveu soltar um Anarchy in the U.K. que sinceramente, na minha opinião seria melhor nunca terem feito – ainda mais com o fato de a voz do Vince Neil estar cada vez mais anasalada. Tá certo, eu sou a chata e a hater em questão aqui, pois todo mundo curtiu demais, pulou e cantou até cansar.

Mas para minha felicidade, em seguida eles tocaram uma das mais esperadas, pelo menos por mim: “Dr. Feelgood”. Infelizmente, cagaram no início da música e também em várias partes dela. Fiquei na dúvida se era o Vince Neil perdendo o fôlego ou se era o microfone dando pau. Não tenho certeza, mas depois ficou mais claro depois que o microfone deu pala mesmo. Neil dava sinais de insatisfação no palco, mas prosseguiu o show mesmo assim. Até tentou alcançar algumas notas mais difíceis depois mas, com a voz daquele jeito, era preferível ele ter ficado no básico. Apesar de tudo, foi um dos grandes momentos do show, principalmente pelos solos do Mick Mars, que apesar da doença que o fez perder a densidade dos ossos e ficar com sua estrutura física muito comprometida, estava lá, de cartolinha, fazendo seu melhor para o público.

“In the begining” e depois “Shout at the devil” davam sequência à apresentação. “Don’t go away mad”, mais moderninha foi tocada, mas sem muito impacto. A galera volta à animação com o clássico “Too young to fall in love” que era o prenúncio para mais duas músicas insuperáveis da banda ” Girls, Girls, Girls” e “Kick start my heart”. Para a tristeza de alguma parcela da audiência, não rolou peitinho em Girls, Girls, Girls, afinal, fazia 10 graus =D

Outras músicas como “On with the show”, “Motherfucker of the year” e “Live Wire” também fizeram parte do set list. Para fechar, a banda solta o hit mais meloso impossível “Home Sweet Home”…foi tanto açúcar que com medo de ficar com diabetes eu não assisti à música inteira e corri para o show do Samael (banda de black metal, hahaha).

Ah, esqueci de falar antes: você também pode esperar muito fogo!! Aliás, muito legais os efeitos com fogo usados no palco – apesar de não serem inéditos. Para mim num teve coisa melhor, ainda mais que quando o fogo era acionado eu sentia aquele caloriznho bom na noite gélida!

Foi um bom show. Apesar de não ser fã da banda, é impossível pensar a vida musical de quem curte rock das décadas de 80 e 90 sem passar por uma sessão de Mötley Crüe. E, sempre que se pode conferir esses clássicos ao vivo, deve-se fazê-lo.

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

4 comments

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  1. Paulo 23 setembro, 2015 at 15:06 Responder

    Li se review. Achei honesto.
    Os reviews sobre o show deles no Rock in Rio que eu li pareciam ser de outro show. Cara eu achei a voz do Vince péssima, deu vergonha de ouvir ele cantar daquele jeito. Os solos de guitarra com palhetadas imprecisas

  2. marcelo 22 dezembro, 2015 at 20:23 Responder

    Com 35 anos anos de estrada, n podemos exigir perfeição. Mick mars ainda em recuperação de uma doença óssea séria. Tudo bem que vc pagou o ingresso e quer profissionalismo etc, mas o show deles é uma grande festa p fãs

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