experiência no lollapaloozaFotos Priscila Brito

O que define minha experiência no Lollapalooza Brasil

Experiência é uma palavra chave dos festivais. Todos eles criam artifícios que a oferecem em algum nível para o público. A gente aqui no Festivalando tem certeza que essa é uma das principais razões para ir a festivais. Pensando com os meus botões sobre minha experiência no Lollapalooza, cheguei à conclusão que não é fácil explicar o que é essa tal experiência de festival. Não tem definição porque não tem fórmula, mesmo que o festival prepare algo pensando nisso. Ela escapa às intenções do festival e à sua vontade.

Pode ser catártica, como a semana inteira de Carnaval em ritmo dinamarquês que vivi em Roskilde, ou sensorial, como reconhecer que o frio praticamente faz parte da programação do Roça ‘n’ Roll, lá em Varginha. E na maioria das vezes ela é tão abstrata que talvez você nem perceba quando ela de fato acontecer; só vai entender quando parar pra pensar a respeito – e essa é a graça da coisa: viver espontaneamente a experiência.

A simplicidade da minha experiência no Lollapalooza

Às vésperas do Lolla, parei para pensar com os meus botões sobre que experiência é essa que eu vivi nesses anos todos voando de BH para São Paulo no fim do verão para ir ao festival. Percebi que ela tem muito a ver com uma deliciosa e confortável simplicidade. Não tem epifania, não tem aquele momento de catarse. Minha experiência no Lollapalooza é simples assim:

Comer mini-churros

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No meu mundo fantasioso essa delícia é uma invenção do Lolla. Eu sei que não é, mas foi lá que nós dois fomos apresentados, nos apaixonamos e nos encontramos anualmente. Por isso, nossa relação existe no espaço-tempo do Lolla.

Sabe aquele conceito de comfort food, que caracteriza a comida que te desperta nostalgia e sentimentalismo? (tipo comida de vó ou de mãe). Então. O mini-churros é minha comfort food de festival e é justamente no Lolla que a magia do mini-churros acontece.

Já chego lá sabendo que, independentemente da quantidade de opções de comida que tiver, vou saborear meus pequeninos em algum momento. Foi assim antes do show do Black Keys pra dar aquela recarregada ou no finalzinho do show do Arcade Fire pra não sofrer tanto com o fim do festival.

Sentar na arquibancada natural

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A mudança de sede, do Jockey para Interlagos, trouxe mudanças físicas para o Lolla e a principal delas foi o aproveitamento do relevo do autódromo para criar uma arquibancada natural ao redor dos dois principais palcos.

Já reclamei aqui que o som não chega tão bem assim nesses morrinhos (e torço muito para que passe a chegar), mas mesmo assim acho que é uma sacada ótima do festival. Uma das coisas que mais tem cara de festival é se sentar ou se espalhar na grama pra ver um show. E mineira que sou, me sinto sempre em casa diante de um morro (isso é muito sério; eu estranho quando um lugar é excessivamente plano).

Parece bobo, mas uma das lembranças boas que eu sempre vou ter do Lolla vai ser daquela tarde de céu azul, o Vampire Weekend tocando e eu sentada no morrinho vendo o show. Foi um momento super festival e que absolutamente  ajudou a definir minha experiência no Lollapalooza.

Desbravar território

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Essa é uma prática que eu e Gra temos. A gente sempre reserva um bom espaço do primeiro dia em um festival para reconhecer território e ver o que existe para além dos palcos.

É o momento de descobrir que tipo de parque de diversões foi montado pra divertir a gente. Faz sentido fazer esse tour até quando o festival é “repetido” porque de um ano para o outro sempre tem novidade – a grande graça aqui é ser surpreendida e perceber que a criatividade dos festivais não tem limites.

No ano passado, me surpreendi quando entrei em Interlagos e dei de cara com uma pista imensa de patinação, coisa que jamais imaginaria encontrar em um festival. Que surpresa me aguarda neste ano?

O Festivalando é Embaixador Oficial do Lollapalooza Brasil.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora também coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Além de uma das mães do Festivalando, sou colaboradora da Mixmag e do Brasil Post e autora do Porque eu gosto de música. Também ajudei Paul McCartney a falar uai em pleno Mineirão.

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