mercado de veveyFotos Priscila Brito

Mercado de Vevey: o único com vinho open bar

Toda cidade tem um mercado onde vendem-se produtos alimentícios e artesanais típicos da região, certo? Mas só em Vevey, na Suíça (e talvez algumas outras poucas cidades que eu ainda não conheço), há um mercado onde o principal produto da região é ofertado de graça e à vontade para os visitantes. Como brinca o título deste post, o mercado de Vevey é um open bar exclusivo de vinhos.

A pequetita Vevey foi meu lar por uma semana quando fui ao Montreux Jazz Festival. Ostentando contrastes como uma população de menos de 20 mil habitantes e a sede da gigante alimentícia Nestlé, a cidade está na região de Lavaux, famosa área vinícola que se prolonga por boa parte da riviera suíça, às margens do Lago Léman, e que eu já disse 5485945 vezes que é lindíssima.

O mercado em questão é o Marché Folklorique. Ele acontece na praça principal da cidade, a Place de L’Hôtel-de-Ville, desde 1967, sempre aos sábados pela manhã durante o verão. É uma grande feira a céu aberto, com produtos frescos (queijos, frutas), artesanato e performances de música regional. E vinho de graça, muito vinho, servido o tempo todo.

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Vinho open bar

A cada sábado, grupos diferentes de produtores da região levam litros e litros de vinho tinto e branco para ofertar aos visitantes. Parte deles serve os vinhos em bancas. A outra parte circula pelas barracas com os vinhos em carrinhos fofos de madeira decorados com flores. Não tem desculpa para não beber.

Basta comprar a taça que é vendida no próprio mercado e pedir para ser servido quantas vezes quiser. Quando estive lá, em 2014, a taça custava 12 francos (cerca de R$ 40 hoje) . Para os locais, as tacinhas são um item à parte, praticamente colecionáveis.

A cada sábado é posta à venda uma taça com decoração diferente, e todos os anos é lançada uma nova coleção. Eu me orgulho muito de ter chegado com a minha intacta aqui no Brasil (esta que aparece na foto principal do post). A Suíça foi o terceiro de sete países visitados. Até chegar aqui em BH foram muitos aviões, trens e ônibus nos quais a minha mala, com a taça dentro, foi jogada, revirada e mal tratada.

Já quem não saiu totalmente intacta do vinho open bar fui eu. Beber vinho à vontade – misturando tinto e branco sem critério nenhum – debaixo do sol de meio-dia com seus mais de 30º é um programa ótimo para um sábado de manhã na Suíça, mas também tem seus contrapontos. Vinho me dá sono, calor me dá lombeira. Imagina vinho demais e calor demais? Como o hostel em que eu estava ficava exatamente na praça onde ocorre o mercado, pelo menos foi fácil dar uma escapadinha pra tirar um cochilo e me recompor para pegar o trem e aproveitar o último dia do festival de Montreux.

Sabores locais

Agora deixa eu ser justa e dizer que o mercado como um todo vale a pena. Nesse tipo de lugar a gente acaba sempre se deparando com produtos que quase não se vê onde a gente mora, ou produtos que sequer temos o hábito de consumir. No primeiro caso, destaque para mirtilos e framboesas, tão caros por aqui e tão comuns por lá (e tão lindos!). No segundo caso, chamam atenção as flores de abobrinha e de capuchinha. Respectivamente fleur de courgette e fleur de capucine no bom francês que se fala nesse canto da Suíça. A primeira é normalmente servida frita e empanada, enquanto a segunda costuma ser usada como ingrediente de saladas.

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Como eu já expliquei outras vezes, Vevey é uma opção de hospedagem para quem vai ao Montreux Jazz Festival. É um pouco mais barata (dentro do que permitem os padrões suíços) e está a menos de dez minutos de trem de Montreux (e o deslocamento de trem pode sair de graça). É também, assim como Montreux, uma opção de passeio para quem está em Genebra. Em pouco mais de uma hora de trem vai-se de uma cidade a outra.

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Mercado de Vevey – parte prática

O Marché Folklorique de Vevey acontece sempre nos meses de julho e agosto, aos sábados, das 10h às 13h. Quem fizer aniversário ou tiver filhos que fazem aniversário em um dos sábados em que acontece o mercado, ou tiver mais de 75 anos, não paga pela taça da alegria que te dá direito às doses sem fim de vinho.

Visite o site do mercado para conferir a programação e mais detalhes: www.marchesfolkloriques.ch.

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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