Me dá um copo de leite?

Bateu a fome. Lá pelas tantas da noite minhas lombrigas avisaram que eu precisava me direcionar a uma tenda de comidas no Roça ‘n Roll. E então eu fui. De longe já avistava um homem, todo trabalhado nas indumentárias de couro e correntes, pura marvadeza em pessoa. e eis que, surpreendentemente, essa pessoa solta: eu quero um copo de leite quente, por favor! Sim meus caros, leite quente, para simplesmente sambar na nossa cara preconceituosa que apostou várias coisas que aquela criatura pediria uma pinga com torresmo. Tá certo, tudo é possível. Mas nem chamo atenção para o comportamento desse indivíduo. Mas sim, para o fato de um festival servir leite quente! E com opção de colocar achocolatado se vc quiser! Eu mesma estava com tanto frio que imitei o pedido do rapaz, porém, pedi chocolate. E não era só leite quente não. Também tinha caldo de feijão, quentão e canjica doce – e como tinha fogueira, por que não fazer um paralelo com uma festa junina?

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Quando a gente fala que os festivais são uma oportunidade única de entrar em contato com a cultura local, esses exemplos não deixam dúvidas. A festa de São João é do nordeste, mas virou tradição em todo o país e deixou de herança essas comidinhas deliciosas perfeitas para o frio que só quem já esteve na fazenda estrela em Varginha sabe que faz.

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Havia as opções esperadas de comida e bebida tambem. Cervejinha básica, destilados variados, espetinhos, pizza, sanduíches diversos. O curioso de tudo isso ero o preço. A maioria das coisas, quase tudo mesmo, vendida a 5 reais! confabulei com os amigos o motivo, talvez fosse para facilitar o troco… enfim, não vem ao caso. Mas se você quisesse tomar uma lata de cerveja ou um copo de leite, pagava 5. O que muitos podem achar exploração, na verdade achei até razoável, pois 5 reais tambem era o preço de um sanduíche caprichado ou de uma pizza brotinho.
O que pode ter faltado, seriam as chamadas opções saudáveis de alimentacao. Mas convenhamos, friozinho danado – vc vai trocar um caldinho de feijão por uma frutinha ou barrinha de cereal? Respeito. Mas eu não consigo!

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Gracielle Fonseca

Não faço nada na vida sem paixão. Tanto que, pra me formar em Jornalismo, tive que fazer com 2 colegas um TCC sobre metal, o Ruído das Minas: a origem do heavy metal em BH. Também decidi que faria o primeiro documentário sobre as Mulheres no Metal, o Women in Metal, e fiz. Foi por paixão também que larguei um emprego público, para me aventurar pelo mundo dos festivais com a Pri.

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