coquetel molotovBeto Figueiroa/Coquetel Molotov

Vamos falar de Coquetel Molotov – o festival e outros rolês pelo Recife

Já fincamos a bandeira do Festivalando em Fortaleza, na nossa ida ao Forcaos, mas enquanto não exploramos os festivais do restante do nordeste, contamos com o olhar dos nossos leitores. A Natalia Amorim se encarregou da tarefa dessa vez, e resolveu contar pra gente como foi sua viagem até o Recife para acompanhar o Coquetel Molotov, um dos festivais mais bem consolidados de pernambuco. Ela também compartilhou uma lista MARA de baladas, bares e inferninhos da capital de Pernambuco pra você favoritar e visitar quando for visitar a cidade 😉

Se você também quer contar pra gente e pra todo mundo sua viagem para festival, escreva pra gente no [email protected] e entre pra nossa galeria do [email protected]@Festivaleir@ 🙂

Vamos falar de Coquetel Molotov – por Natalia Amorim

coquetel molotov

Com melhores companheiros de festival (sou a terceira da direita para a esquerda – em pé)

Já tinha ouvido muito falar do Festival Coquetel Molotov, e já admirava muito por ser um festival que começou pequeno nos teatros da UFPE e que agora já está consagrado no cenário musical. Ansiedade era constante desde quando decidi que iria. Reuni os melhores amigos dispostos a desbravar e se jogar comigo nessa busca por música boa de verdade.

Acesso ao festival

Ao chegar na bilheteria, a chuva era intensa e com isso houve um pouco de espera para entrar nas vans e subir ao local. A Coudelaria Souza Leão é um lugar lindo, cheio de verde e espaço aberto com uma vista surreal. No final, a chuva deu trégua e conseguimos chegar tranquilos.

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Tiago Calazans/Coquetel Molotov

Começou. Chegamos e já estava escuro, mas todo o clima de festival e sustentabilidade já rolava. Uma das ideias mais legais que vi por lá era a forma como se vendiam as bebidas. Antes você precisava comprar uns copos retornáveis e, na hora de pegar a cerveja, eles as serviam para que não houvesse lixo no festival. Compramos os copos e já fomos dar uma olhada no Palco Aeso, que estava rolando bandas independentes e locais como Projeto SAL e O Barco.

Curtimos um pouco e fomos em direção aos palcos principais. No caminho, nos deparamos com um palquinho onde se apresentava uma banda e alguns interessados ao redor. Parecia um show à parte, mais intimista e diferente de todos os outros e sem toda aquela estrutura de som e iluminação. Lá eram só os instrumentos, umas caixas de som, letras bonitas, pessoas interessantes ao redor sob a luz da noite.

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Tiago Calazans/Coquetel Molotov

Os shows

Logo à frente, dentro de um galpão, ficava o Palco Velvet, que ainda não estava muito cheio. Chegamos para acompanhar a banda francesa Moodoïd, que é composta por quatro mulheres (nos instrumentos) e um cantor. O som era uma mistura de rock psicodélico e sintetizadores. Um som para fechar os olhos e viajar na música. Foi o que fiz. Nesse palco já tinha rolado outras bandas de renome internacional como Deerhoof (EUA) e Los Nastys (ESP). Acabado o show fomos para fora do galpão em direção à praça de alimentação, onde ficavam os food trucks e um belo espaço aberto e cheio de árvores e, logo ao lado, estava o Palco Sonic, onde todos esperavam pelo show do Jaloo. E que show! Cheio de performances e músicas dançantes que iam do tecnobrega ao indie pop. Entrou pra minha playlist!

Acabando o show do Jaloo, corremos de volta para o Velvet, onde já se encontrava bastante cheio e todos à espera da linda Céu. Ela chegou com toda sua malemolência encantando a todos com sua doce voz. Intercalando entre sucessos de outros álbuns e do seu Trópix. Todos cantavam… parecia que tinham ensaiado juntos ao som de “Amor Pixelado”. Para mim a música mais esperada foi “Varanda Suspensa” e acho que para maioria também, por todos estarem embalados ao som, letra e música. Foi como uma ida à Varanda Suspensa de São Sebastião que ela descreve.

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Tiago Calazans/Coquetel Molotov

Feminismo

Logo após chegou a irreverente Karol Conka com todo seu estilo e letras marcantes, levantando todos que estavam ali e levando a galera à loucura quando começou a cantar “ 100% feminista”. Foi quando o Coletivo Vacas Profanas subiu ao palco e com toda vontade de demonstrar força ao ato mostraram os seios como uma forma de protesto ao que vem acontecendo com as mulheres no país. A galera se juntou ao ato fazendo um show à parte. Sensacional! E para encerrar ela cantou Back to Black da incrível Amy Winehouse.

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Tiago Calazans/Coquetel Molotov

Encerrando a minha experiência no primeiro festival Coquetel Molotov. Espero sim voltar ano que vem e que seja com muitas atrações ao nível ou melhores. Indico a todos, principalmente quem mora no nordeste, por ser em Recife e ser de fácil acesso para quem mora nos estados ao lado… faria tudo de novo!

Conhecendo baladinhas de Recife

Recife já é considerada uma capital referência, onde grande atrações já aterrizam e, sendo assim, também tem sido uma busca de baladas alternativas para os mais descolados. Aqui fica algumas dicas para quem estiver de passagem (veja o mapa com todos os bares no final do texto):

Barchef – Um dos pontos mais famosos da cidade, o Barchef é um complexo gastronômico que conta com dois restaurantes, um pub, um food truck e um mercado gourmet. Além disso, todos os fins de semana se propõe a oferecer festas atrações com música de qualidade e de graça.

Iraq – A melhor forma de descrever o Iraq é inferninho. Localizado no Recife Antigo, o Iraq oferece música boa num ambiente extremamente simples e bastante alternativo. Sem muito conforto, mas garante ótimas histórias e cerveja barata.

Central – O nome já diz tudo. Além de ser um dos bares mais famosos da cidade, ele é ponto de encontro para todo mundo. Sua fama foi tanta que atraiu outros bares que preencheram sua rua e são conhecidos como Frontal. No final da noite, a rua fica tomada de gente e nem os carros conseguem passar. Comida boa e cerveja barata pra todo mundo, seja para passar a noite toda ou só para um esquenta antes da balada.

Venda de Seu Biu – Se for para Olinda, você tem que dar pelo menos uma passada em Seu Biu pra comprar duas cervejas pelo preço de uma e dançar os ritmos mais aleatórios que você puder imaginar graças ao DJ Gilson Martins que vai da cumbia ao pop farofa de Rihanna.

Ramon – Uma pizzaria, um bar, um hostel e um dos melhores lugares que ainda restam na zona sul da cidade. Perto da praia e de vários hotéis, nada é melhor do que tomar uma cervejinha conhecendo gente do mundo todo.

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