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6 coisas úteis sobre Nova York que você deveria saber

Que Nova York é a cidade do Governors Ball e o lugar onde você adora se imaginar sempre que ouve a Alicia Keys cantar In New Yooooork não é novidade. Que este é um dos destinos mais cobiçados e visitados do mundo você também já sabe. Mas tem certas coisas úteis sobre Nova York que ou a gente sabe porque foi lá ou porque alguém contou. São detalhes, manhas e uns quase segredos que podem facilitar seus dias em Nova York. Quer saber quais são?

1. O metrô é 24 horas e tem wi-fi gratuito

Sim, o metrô de Nova York opera sem parar e tem wi-fi gratuito. Uma boa notícia pra quem vai madrugada adentro nos festivais de Nova York ou nas baladas da cidade. Ou caso você precise economizar seu plano de dados em Nova York ou esteja sem um esquema desses.

No caso do wi-fi, para saber se uma estação oferece o serviço, preste atenção logo na entrada da mesma ou no interior. Há uma placa azul com os dizeres “Transit Wireless Wi-fi”. Este é também o nome da rede à qual você deve se conectar pela primeira vez que for usar a conexão. Nas vezes seguintes, a conexão será automática.

Eu tive uma experiência irregular com o serviço. Em algumas estações, não consegui me conectar à rede; em outras, tudo fluiu bem. Veja aqui as estações que oferecem o serviço.

2. O metrô tem uma lógica única

Em Washington e Los Angeles eu usei o metrô da mesma forma que o fiz em todos os outros lugares do mundo onde já estive e que têm metrô. Mas em Nova York tive que me ajustar a algumas regras próprias do transporte subterrâneo da cidade:

Entenda como funciona o sentido das viagens

O sentido das viagens não é determinado pelas últimas estações de cada extremo das linhas, mas sim pelos extremos da cidade. Sendo assim, ao se deslocar por Nova York, você precisa saber se está se dirigindo em direção ao norte de Manhattan (sinalizado nas estações por Uptown & The Bronx); ao sul de Manhattan (sinalizado por Downtown ou Downtown & Brooklyn dependendo da linha); na direção do Brooklyn ou do Queens (sinalizado como Queens apenas ou Uptown & Queens dependendo da linha).

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Preste atenção na entrada das estações

Algumas estações têm entradas separadas para cada um dos sentidos. Ou seja, em algumas delas há uma entrada exclusiva para quem vai no sentido Uptown e outra para o sentido Downtown, por exemplo. Para saber se há essa separação, preste atenção na placa da entrada. Se houver apenas o nome da estação, a entrada te dá acesso aos dois sentidos; se houver o nome da estação + Uptown/Downtown/Brooklyn ou Queens, a entrada dá acesso somente ao sentido designado na placa.

Não caia na pegadinha das estações que têm o mesmo nome

Há várias estações com o mesmo nome em diferentes linhas, mas isso não quer dizer que elas são uma só e fazem integração. Em São Paulo, por exemplo, a estação Ana Rosa é uma só, e faz integração entre a linha azul e verde, certo? Em Nova York, há cinco linhas com estações chamadas 86th St. e 96th St. (rua 86 e rua 96), mas somente duas dessas linhas estão integradas. Todas as estações estão distribuídas ao longo das ruas 86 e 96 em pontos diferentes e até mesmo distantes uns dos outros. Isso se repete nas estações das ruas 14, 34, 42, dentre outras.

Atente-se para a diferença entre os trens locais e expressos

Algumas estações têm duas plataformas de embarque para o mesmo sentido, uma identificada como “local” e outra como “express”. Na plataforma “local”, o serviço é ininterrupto; na plataforma “express”, os trens vão parar em dias e horários determinados, conforme indicado nas placas. As instruções são sempre muito confusas, compreensíveis basicamente só por quem mora em Nov York, então o mais fácil é simplesmente focar nos trens locais.

Não se assuste com todas essas particularidades

Parece tudo muito confuso no metrô de Nova York, mas nada que um dia intenso circulando pela cidade com o metrô não ajude. Quanto mais você usar, mais vai ficar claro como as coisas funcionam. Se você vai ficar muito tempo na cidade, melhor ainda. Aproveite o cartão do metrô de sete dias que te dá direito a viagens ilimitadas em todo transporte público da cidade. Ou consulte aqui qual tarifa melhor se encaixa na duração da sua viagem.

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3. Dá para comer muito bem ou muito mal, e ainda pagar pouco nos dois casos

Os Estados Unidos são a terra do junk food, mas a oferta de comida decente também existe. Quem prioriza o bolso acima de tudo e não está nem aí para a qualidade, vai dar glória aos céus com as chamadas “dollar pizzas”, fatias de pizza vendias a US$ 0,99. Você se depara com uma dessas lanchonetes em quase todo canto. Em algumas delas há também a opção do combo pizza + refrigerante por US$ 2,50 ou algo do tipo.

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Quem é da turma que equilibra comida decente com preço econômico não vai passar aperto. O Whole Foods Market, rede de supermercados com pegada orgânica espalhada por toda cidade, tem um buffet self-service quente e frio (do jeito que brasileiro gosta) com comida saudável e preços no quilo ou pelo tamanho da embalagem usada para servir comida. Há também uma rede chamada Europa Cafe, com sopas a no máximo US$ 5 e massas preparadas na hora.

4. Dá para ver a Estátua da Liberdade de graça

Há passeios de barco com cobrança de ingresso organizados por várias empresas em direção à Liberty Island, ilhazinha ao sul de Manhattan onde fica a estátua. Chegando lá, há mais cobrança de ingresso para subir na estátua.

Não me pergunte como funciona esse esquema, pois eu passei longe dele. Usei a alternativa gratuita para ver a estátua. É o ferry que liga Manhattan a Staten Island, o distrito menos famoso de Nova York, uma ilhazinha localizada ao sul de Manhattan e da Liberty Island.

O serviço de transporte é oferecido gratuitamente pela prefeitura para viabilizar o deslocamento de quem precisa ir de uma ilha a outra todos os dias, mas acabou sendo adotado por todos os turistas que não querem pagar alguns bons dólares para ver a famosa estátua. Afinal, tanto no trajeto Manhattan-Staten Island, quanto Staten Island-Manhattan, o ferry passa pela estátua, oferecendo uma ótima vista panorâmica da mesma.

Ferry para Staten Island na prática

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Para pegar o ferry, é simples. Desça na estação South Ferry, da linha 1 (vermelha). Ela fica no extremo sul de Manhattan, portanto você deve pegar o metrô no sentido Downtown (lembra-se do segundo tópico deste post?). Ao sair da estação, basta procurar pelo grande letreiro da estação “Staten Island Ferry” (im-pos-sí-vel não achar, néam?). Basta entrar, ir para o segundo piso e aguardar pela próxima partida, que acontece a cada meia hora. Não precisa de nenhum bilhete, papel, nada. É só esperar a liberação do embarque.

Ao chegar em Staten, Island, é preciso descer do ferry e embarcar em outro. Como as partidas de volta para Manhattan também ocorrem a cada meia hora e o trajeto entre as duas ilhas leva cerca de 20 minutos, é provável que você ou tenha que correr para embarcar no ferry de volta ou tenha que esperar meia hora até a saída do próximo. Como eu estava sem pressa, não corri e fiquei plantada na estação por 30 minutos. Pelo menos tinha wi-fi, assim como nas estações de metrô (primeiro tópico, certo?).

Importante

Na ida, vá pelo lado direito do ferry; na volta, pelo esquerdo. Se você ficar em lados opostos a estes nos referidos trajetos, ficará automaticamente no lado oposto ao da estátua. Ah, e não se sente. Fique na beirada do ferry de pé para ter a melhor visão.

5. Não é preciso sair da cidade para ir em um outlet

Há um lugar mágico dentro dos limites de Manhattan e o nome dele é T.J. Maxx. É uma loja de departamentos que só vende produtos dos mais variados tipos com desconto – roupas, calçados, cosméticos, artigos esportivos, decoração, etc. Você acha óculos de sol chiquetésimos a US$ 15, bolsas maravilhindas a US$ 20 e por aí vai. Aquele apelo consumista que os Estados Unidos fazem como ninguém. Em Manhattan são três lojas. Há várias outras espalhadas pelo país.

6. Tem uma enxurrada de shows de graça de maio a setembro. E show de peixe grande

Sabe o Green Day? Sabe o Bruno Mars? Esse é o tipo de artista que dá sopa pelas ruas e parques em shows de graça em Nova York na primavera e no verão. Nas duas semanas em que estive lá, fui a dois shows desse tipo. Poderia ter ido num terceiro se tivesse chegado mais cedo na sexta-feira, meu primeiro dia na cidade.

Os shows na rua dos programas matinais (Today NBC, Fox & Friends, Good Morning America) e o Summer Stage, promovido pela fundação de parques de Nova York, são as principais oportunidades pra essa “canja” de luxo das estrelas do pop e do rock. No link do parágrafo acima você lê tudo em detalhes.

Vai viajar para Nova York? Faça agora o seu seguro viagem. Nos Estados Unidos, não existe serviço público de saúde. Isso quer dizer que qualquer atendimento médico, por mais simples que seja, vai te custar preciosos dólares. Vai arriscar ou garantir que você estará amparadx caso haja algum imprevisto com a sua saúde? Aqui você pode pesquisar o melhor preço em várias seguradoras, comprar o que se adequar ao seu orçamento e ainda conseguir até 15% de desconto

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora também coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Além de uma das mães do Festivalando, sou colaboradora da Mixmag e do Brasil Post e autora do Porque eu gosto de música. Também ajudei Paul McCartney a falar uai em pleno Mineirão.

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