Cinco coisas que o Ultra Brasil poderia ter

Atualizado em 10/10/2016 às 14h38 – Depois de tretas, sofrências e dias dignos de Maria do Bairro, a gente pode respirar [email protected]: vai ter Ultra Brasil, sim. O festival foi transferido para o Sambódromo da Marquês de Sapucaí, depois de o Iphan barrar o evento na Quinta da Boa Vista alegando risco de danos ao patrimônio, à fauna e à flora do parque.

Foram dias de monta e desmonta estrutura do festival, embargos, interdições, comunicados, dúvidas e, enfim, uma solução (tudo isso depois de o o Ultra ter sofrido um primeiro revés com relação ao lugar, quando teve negado o uso do parque do Flamengo, no início do ano).

Agora que o último capítulo dessa novela está com final feliz garantido (poderíamos, inclusive, apelidar o festival de Ufa depois disso tudo), é hora de sonhar com o que está por vir. Como estamos tratando de um festival importado, veio a questão: por que não importar também alguns detalhes das edições do Ultra espalhadas mundo afora?

O que nos espera de fato na Quinta da Boa Vista é uma surpresa, mas não custa sonhar com coisas como estas:

1. Chill Zone

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Sim, eu sei que ninguém vai em festival para ficar sentado. Mas você já reparou que chega uma hora durante o festival que você simplesmente não aguenta mais e PRECISA fazer uma pausa? Sempre vejo a galera acabada, sentada no chão, quando vai se aproximando o fim do festival. Áreas de descanso dão o mínimo de dignidade e conforto pra quem pagou caro e precisa de algum tempo para se recuperar e voltar a aproveitar o festival. Essa chill zone é do Ultra Japão.

2. Água de graça e outras conveniências

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Água de graça em festival é uma das bandeiras do Festivalando e já temos exemplos dessa prática aqui no Brasil (Rock in Rio, EDC), na vizinhança (Lollapalooza Chile) e na Europa (Roskilde). É possível ir além e oferecer outras comodidades para o público, tais como caixas eletrônicos e carregadores de celular. O Ultra Miami oferece os três: estações de água, carregadores e caixas automáticos (essa foto aí é do Ultra 2013).

3. Live painting e Eco Village

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O Ultra Miami tem convidado uma meia dúzia de artistas para fazer live painting durante o festival, alguns deles locais. Além de dar um outro astral pro evento, ainda divulga o trabalho de talentos locais. A Eco Village, por sua vez, é um espaço que faz parte do festival há 12 anos e reúne organizações sem fins lucrativos do mundo todo que defendem diversas causas relevantes (me lembrou a Aldea Verde do Lolla Chile).

4. Pulseiras

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A gente já sabe que não vai rolar pulseira no Ultra Rio, mas não custa reafirmar aqui a defesa de mais essa bandeira do Festivalando, a das pulseiras de festival. Além da praticidade, é o souvenir mais legal que se pode levar de um festival e, ainda por cima, sem ter que pagar por ele. Essas aí da foto são do Ultra Europe. Não deixe passar da próxima, hein, Ultra?

5. Uma surpresa

Depois de um longo hiato aqui no Brasil, expectativas frustradas sobre a volta e muitos percalços relativos ao lugar do festival, seria legal ver o Ultra Rio entregar algo que marcasse de maneira singular a edição brasileira e a experiência do público durante o festival. Ultra, surpreenda-nos com algo único!

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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