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Soy loco por ti America

Você já deve saber: neste mês de março o Festivalando está latino, super latino. Finalmente vamos rodar pela vizinhança aqui do Brasil em três festivais: Estereo PicNic, em Bogotá, na Colômbia; Lollapalooza, em Santiago, no Chile; e Asunciónico, em Assunção, no Paraguai. Nada mais natural, então, do que abrir os ouvidos para as bandas latinas que não deixam a música parar aqui no nosso continente – até porque as atrações vindas de lá do lado de cima do Equador variam muito pouco; são praticamente as mesmas em todos os festivais, com uma ausência aqui e outra ali.

Seguindo a sequência dos festivais que estou visitando, a viagem começa pela Colômbia. De lá você a dupla Pedrina y Río e a banda Puerto Candelaria, dois nomes que fazem um som híbrido, com ritmos folclóricos e modernos, fusão tão comum aqui na nossa região, onde a gente fica com um pé na tradição e outro na modernidade. Tem também o hip hop da moça Mala Rodríguez e o rock de duas gerações: Aterciopelados, nome fundamental da cena roqueira colombiana dos anos 1990, e os novatos do Telebit.

Tem gerações diferentes também no Lollapalooza Chile: a banda Congreso, que se sustenta como uma das principais do país há quatro décadas, e o nome emergente Fernando Milagros estão no lineup. Na ala feminina tem as vozes de Camila Moreno, que aposta no folk e nos sintetizadores, e María Magdalena (foto acima), que faz música para cair na pista. Como uma “licença poética”, entra na playlist a banda mexicana de rapcore Molotov, que está de volta após um intervalo de sete anos.

A seleção paraguaia é a mais roqueira de todas, com gente na estrada desde os anos 1990 – caso das bandas Salamandra e La de Roberto, e bandas que nasceram junto com o novo século – Flou, Paiko e Bohemia Urbana. Para arrematar, tem um bloco só com brasilidades do nossa Lolla, festival que vai fechar a rota de viagens deste mês: tem Mombojó, pra sempre no meu coração; os moços mindblowing do Boogarins, o pós-mimimi do Baleia, os novatos do Far From Alaska e a boa surpresa que foi a Banda do Mar.

Dá o play!

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Priscila Brito

Sou jornalista e melômana, não sei se nessa ordem. Coleciono ingressos de shows desde 2001. Agora coleciono pulseiras de festival e carimbos no passaporte. Sou uma das mães do Festivalando e fiz Paul McCartney falar uai no Mineirão. Só porque eu gosto de música. Nas horas vagas, faço coisas sérias e tento salvar o jornalismo.

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